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Autor Tópico: Santa Casa admite criar valência de acolhimento para deficientes  (Lida 21 vezes)

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Santa Casa admite criar valência de acolhimento para deficientes

O novo projecto só poderá avançar com financiamento ou apoio
ORLANDO DRUMOND / MACHICO / 08 JAN 2018 / 02:00 H
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 Santa Casa admite criar valência de acolhimento para deficientes
Misericórdia de Machico predisposta a abraçar novos projectos sociais se tiver o apoio do Governo Regional.
Embora não conste nas provisões do Orçamento e Plano de Actividades para este ano, a provedora da Santa Casa da Misericórdia de Machico (SCMM), Nélia Martins, admite avançar para novos projectos durante o mandato, que pode passar pelo aumento da capacidade da instituição e a criação de nova valência social vocacionada para o acolhimento de pessoas portadoras de deficiência.

“Se à Santa Casa for dada a oportunidade de fazer um novo projecto com financiamento ou com apoio, vamos fazer. Isso não está excluído, mas não está previsto [no Orçamento] porque estamos a criar uma ideia de sustentabilidade, de rigor e de legalidade”, esclareceu a provedora, à margem da recente visita natalícia que o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, fez à instituição.

Com 2,8 milhões de euros orçamentados para 2018, Nélia Martins esclareceu que este “orçamento histórico” reflecte apenas as despesas habituais previstas para o normal funcionamento dos diversos serviços/valências que a instituição desenvolve - Lar, Centro Médico e de Reabilitação, Infantário, Centro de Dia, Centro de Convívio -, ou seja, “está previsto aquilo que é normal” sem folga nas provisões para trabalhos e/ou contratação. Apesar do rigor das contas provisionais e anuais das receitas e das despesas, a provedora ‘não fecha a porta’ a novos investimentos. “É impossível estar na instituição e ‘não vestir a camisola’ de querer fazer mais, e por isso vamos tentar sempre melhorar, mas sempre ‘com os pés bem assentes no chão’ e de acordo com as necessidades da população” diz, cautelosa, mas com a frontalidade de assumir que “o ideal seria aumentar o edifício”. Mas não no imediato, porque a sustentabilidade da instituição continua a ser a prioridade, por continuar mais interessada em endireitar as contas da SCMM, que há um ano chegou a estar ameaçada pelos 3,4 milhões de euros de passivo acumulado nos oito mandatos (1993 a 2016) do ex-provedor Luís Delgado. A mulher que há um ano conseguiu ‘derrotar’ o histórico provedor e inverter o rumo dos acontecimentos que ponham em causa o futuro da centenária instituição, está ciente que o ‘fardo’ da dívida coloca em causa a concretização dos novos desafios nos próximos anos. Não é por acaso que diz que “em quatro anos (duração do mandato) é um projecto um bocado arrojado”, quando se refere ao aumento da capacidade instalada. “Não vamos fazê-lo agora nem criar outra alternativa para já porque não temos condições financeiras para o fazer”, assume.

Contingência que ainda assim não a impede de sonhar que possa um dia vir a dotar a SCMM com nova valência. “No futuro, embora não seja bem a actuação da instituição, mas vendo todas as outras realidades e também porque colaboramos com o CAO (Centro de Actividades Ocupacionais), verificamos que há uma grande quantidade de pessoas portadoras de deficiência que são naturalmente motivo de preocupação para os pais quanto ao seu futuro, sobretudo por não haver um lar ou instituição que os possa acolher”, assinala a responsável pela Mesa Administrativa, deixando antever que esta possa vir a ser uma próxima aposta da Misericórdia de Machico.

‘Centro Médico’ à venda

Quanto ao imóvel que a Santa Casa tem no Porto da Cruz, alvo de reabilitação no final de 2016, para funcionar como Centro Médico, inaugurado por Luís Delgado na véspera da eleição que ditaria o seu afastamento da SCMM, e encerrado pela nova provedora assim que tomou posse, tudo aponta que será colocado à venda.

Sobre o mesmo, a provedora disse estar a analisar “a solução que seja o melhor possível para a instituição”.

Para este segundo ano de mandato, mais do que projectos, quer manter as prioridades e os critérios de actuação, e voltar a ter a satisfação de ver “a motivação e disponibilidade dos funcionários” que traduzem aquela que é “a dinâmica, a ambição e os objectivos desta que é uma casa 24 horas. Esse é o nosso projecto: o apoio à comunidade social todos os dias”, sublinha.

Apostada em dar continuidade ao trabalho feito na SCMM “em prol da comunidade e do seu bem-estar”, para Nélia Martins o mais importante continua a ser “garantir o funcionamento da instituição e continuar a prestar o relevante serviço público”, concretizou.

Câmara e Igreja cortaram apoio

Confiante que o fecho das contas de 2017 irá traduzir o trabalho de recuperação que vem sendo desenvolvido, a provedora relembra que após os primeiros seis meses de mandato “o resultado já reflectia um resultado positivo de cerca de 241 mil euros e uma diminuição do passivo em 400 mil euros”, fruto da nova motivação e empenho que os novos órgãos sociais incutiram nos mais de cem colaboradores que prestam serviço à SCMM.

Feito ainda mais relevante porque o ano passado foram cortados os apoios da autarquia local e da paróquia. “Em 2017, a SCMM não beneficiou do acordo feito entre a Santa Casa e a Câmara Municipal de Machico”, revela Nélia Martins, que lembra também que a horta em terreno da Paróquia de Machico que estava cedida à Santa Casa, assim que foi empossada provedora viu o responsável da igreja local reclamar a sua devolução. Há um ano, Nélia Martins ousou enfrentar Luís Delgado, o ‘eterno’ provedor, que pela primeira vez tinha oposição nas eleições à SCMM. A advogada foi eleita de forma categórica e desde logo deixou a sua marca na governação com critério que imprimiu na instituição fundada a 4 de Julho de 1529.


Fonte: dnoticias
 

 



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