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Autor Tópico: Primeiro bar para surdos da Colômbia: cardápio em sinais, garçons que não escutam e chão com vibraçõ  (Lida 19 vezes)

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Offline Pantufas

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Primeiro bar para surdos da Colômbia: cardápio em sinais, garçons que não escutam e chão com vibrações musicais
07/08/2017 12:19


Café para surdos em Bogotá | Raul Arboleda/AFP
Duas meninas se sentam a uma mesa de madeira rústica. Qualquer um ficaria surpreso ao vê-las acender uma lâmpada em plena luz do dia, mas esta é a forma de chamar os garçons do primeiro bar-café para surdos na Colômbia. Chamado de Sin Palabras Café Sordo (algo como "Sem Palavras Café Surdo"), ele foi inagurado no coração do bairro tradicional de Chapinero, em Bogotá, dividindo espaço com bares LGBTQ, de heavy metal e de reggae.

— É o primeiro bar na Colômbia que é adequado para eles [os surdos] comunicacional, visual e sensorialmente — pontua Maria Fernanda Vanegas, uma das três proprietárias. — O que ele procura é que os ouvintes se adaptem aos surdos e não ao contrário, o que sempre acontece.

O Sin Palabras conta com telas em que músicas são tocadas com tradução simultânea em linguagem de sinais colombiana, e uma plataforma de madeira no chão que transmite a vibração da música. Além disso, o menu e a carta de bebidas estão no alfabeto para surdos.


Café para surdos em Bogotá | Raul Arboleda/AFP

Maria Fernanda e seus parceiros, Cristian Melo e Jessica Mojica, todos eles ouvintes, procuram transformar o Sin Palabras em um "point" para os 54.092 surdos que vivem em Bogotá, de acordo com o Instituto Nacional de Surdos. Em toda a Colômbia são 455.718, segundo o último censo demográfico de 2005.

"Eu posso dançar"

Os clientes estão quase igualmente divididos entre ouvintes e não-ouvintes. A música está no mesmo nível de audição que em um bar convencional. A diferença é que aqui as mãos são as protagonistas.

— É a primeira vez que sinto a música, gosto muito porque é a primeira vez que posso dançar — explica Erin Priscila Pinto, de 23 anos, surda e estudante de fotografia audiovisual em linguagem de sinais, ao conversar com a amiga de longa data Carol Aguilera.


Café para surdos em Bogotá | Raul Arboleda/AFP

Os seis garçons do Sin Palabras também não escutam. Embora uma boa parte da sua clientela não conheça a linguagem de sinais, eles conseguem se comunicar e responder aos pedidos de seus clientes com gestos ou escrevendo. Além disso, há folhas com os sinais básicos da linguagem gestual colombiana.

Clientes "odiosos"

Maria Fernanda Vanegas e seus sócios se perguntaram uma vez sobre a vida social dos surdos depois de verem um grupo deles tomando café em Bogotá. Daí surgiu a ideia de criar o bar, e agora eles querem expandí-lo para o interior da Colômbia e para fora do país.

Mas nem tudo é um mar de rosas no Sin Palabras. Alguns clientes "odiosos" aproveitam a surdez dos funcionários para sair sem pagar ou para quebrar os óculos, reclama Maria Fernanda.

Inaugurado em 16 de junho, o café-bar tem se posicionado aos sábados como um ponto de exposições artísticas e culturais da população que não escuta. Às sextas-feiras, dançarinas surdas se apresentam, e outras vezes há contadores de histórias com deficiência auditiva.

— Queremos mostrar ao mundo o quão talentoso são os surdos — diz Maria Fernanda, enquanto Erin Priscilla, em segundo plano, mostra sua a mãe através de seu celular o lugar em Bogotá onde ela escuta com os olhos e fala com as mãos.


Fonte: http://blogs.oglobo.globo.com/to-dentro/post/primeiro-bar-para-surdos-da-colombia-cardapio-em-sinais-garcons-que-nao-escutam-e-chao-com-vibracoes-musical.html


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