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Outros / Competições desportivas aquecem agosto
« Última mensagem por migel em 01/08/2022, 18:22 »
Competições desportivas aquecem agosto
1 Agosto 2022



O mês de agosto de 2022 apresenta-se rico em competições desportivas de relevo na dimensão paralímpica. São três campeonatos do mundo, dois campeonatos da europa e uma taça do mundo distribuídos por quatro modalidades. Ação começa no dia 3 e prolonga-se até 5 de setembro.

A competição começa com a participação de Alex Santos e Norberto Mourão no Campeonato do Mundo de Canoagem que se realiza em Halifax, no Canadá, de 3 a 7 de agosto. Os canoístas voltam a competir de 18 a 21 de agosto em Munique, Alemanha, desta feita para o Campeonato da Europa da modalidade.

No que ao ciclismo diz respeito, de 6 e 7 de agosto decorre a Taça do Mundo também no Canadá, no Quebeque, com Luís Costa, Telmo Pinão, Bernardo Vieira e Flávio Pacheco em prova. Os ciclistas voltam à estrada alguns dias mais tarde, de 11 a 14 de agosto, para o Campeonato do Mundo a disputar no mesmo país, em Baie-Comeau.

O quadro competitivo fecha com os Jogos Equestres Mundiais em Herning, na Dinamarca, de 10 a 14 de agosto com os cavaleiros nacionais Ana Mota Veiga e Pedro Félix em ação na disciplina de Paradressage e, já a encerrar o mês, com a presença de Djibrilo Iafa no Campeonato da Europa de Judo em Cagliari, Itália, de 30 de agosto a 5 de setembro.



Fonte: https://paralimpicos.pt/noticia/-/asset_publisher/565650/competicoes-desportivas-aquecem-agosto
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Compra & Venda / Venda de veículo automóvel
« Última mensagem por Dulce Pisco em 01/08/2022, 15:58 »
Vendo VW Golf V a Diesel,1.9 TDI, de 2006, com mudanças automáticas. Está adaptado para condução de pessoa com deficiência, tendo travão e acelerador manual, à esquerda.
O veiculo está em bom estado de conservação, com 133.000 Km. Valor negociável.
Telemóvel: 969442256
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APPACDM de Castelo Branco e Sertã terminam época desportiva com medalhas


O Desporto Adaptado da APPACDM de Castelo Branco e Sertã terminam a época desportiva com o Xº Encontro de Natação APPACDM da Sertã, organizado em parceira entre a APPACDM local e os Special Olympics Portugal contando com a participação de cerca de 50 nadadores de várias zonas do país.

Desporto Publicado: 2022-07-30 14:20 Por: Diário Digital Castelo Branco
APPACDM de Castelo Branco e Sertã terminam época desportiva com medalhas


Em termos organizativos, as competições desenrolaram-se tendo como base o princípio da equidade dos participantes e desta forma criaram-se diversas séries, onde os nadadores são agrupados consoante o seu tempo de inscrição na prova. Esta forma de agrupar os atletas denomina-se de divisioning, sendo o processo mais adequado para tornar a competição mais justa para todos os atletas. O evento ainda comtemplava uma prova de estafetas unified, composta por 3 nadadores com condição de deficiência e 1 sem essa condição.

A comitiva albicastrense foi composta pelos nadadores: Isabel Lourenço, Anabela Antunes, Liliana Fernandes e João Gil. O acompanhamento técnico foi efetuado por Pedro Pires.

A nível classificativo, a atleta Anabela Antunes alcançou o 1º lugar nos 25m costas (série 1) e o 3º lugar (série 1) nos 25m livres. A atleta albicastrense Isabel Lourenço conquistou bronze nos 25m livres (série 2) e 5º lugar nos 25m costas (série 2), já Liliana Fernandes prata nos 25m livres (série 2), e João Gil bronze também nos 25m livres (série 3). A instituição albicastrense ficou em 5º lugar nas estafetas, e 1º nas estafetas unified onde se incluiu a atleta do CCD da Sertã Ana Sofia.

O técnico da Sertã, Hugo Afonso, fez-se acompanhar por 3 atletas: António Jacinto, Rui Farinha e Sérgio Dinis.

No que respeita a classificação Antônio Jacinto alcançou o 1º lugar 25m Livres (série 2) e o 1º lugar aos 50m Livres (série 1), o atleta Rui Farinha conseguiu alcançar o 2º lugar aos 50m Costas (serie 1) e um 1º lugar aos 25m Costas (serie 1), e o Sérgio Dinis um 2º lugar aos 25m Costas. A equipa sertaginense ficou no 2º lugar da estafeta unified onde contou com o João F. atleta do CCD da Sertã.

No final do evento e após a entrega de medalhas, todos os participantes puderam usufruir das Piscinas Exteriores da Sertã.


Fonte: https://www.diariodigitalcastelobranco.pt/noticia/60426/appacdm-de-castelo-branco-e-serta-terminam-epoca-desportiva-com-medalhas--
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Noticias / Re: Tudo em relação ao cuidador informal
« Última mensagem por Sardinha em 01/08/2022, 10:56 »
CAVI - Centro de Apoio à Vida Independente, da Pais em Rede, presta apoio, através de assistentes pessoais, a 49 pessoas com deficiência ou incapacidade. Objectivo é a sua inclusão na sociedade.


São 49 as pessoas com deficiência e incapacidade que actualmente são apoiadas pela Associação Pais em Rede, através do CAVI - Centro de Apoio à Vida Independente, um projecto social co-financiado por fundos comunitários e nacionais através do INR - Instituto Nacional para a Reabilitação.
Em termos práticos, o projecto consiste em prestar assistência pessoal (através da atribuição de um assistente pessoal) a pessoas com deficiência e incapacidade, no sentido de que as mesmas possam ter vida mais independente e autónoma.

 

Júlia Serpa Pimentel, a presidente da Direcção Nacional da Associação Pais em Rede, reconheceu ontem o trabalho que a Pais em Rede tem desenvolvido em Braga e avançou que há “movimentações intensas” no sentido de que o projecto deixe de existir enquanto tal, transformando-se em resposta social.
“Há movimentações intensas junto da Secretaria de Estado da Inclusão Social, do Ministério da Segurança Social e do Instituto Nacional para a Reabilitação para que este apoio deixe de ser dado enquanto projecto e passe a ser dado como resposta social, à semelhança de outras respostas sociais que já são dadas pelas instituições, como os CACI, os lares residenciais”, entre outras, avançou a responsável que interveio online, a partir de Lisboa, na sessão comemorativa do 3.º aniversário da CAVI Pais em Rede em Braga.
A comemoração coincidiu com a inauguração da sede da CAVI Pais em Rede, em Este (São Mamede), localizada a poucos metros da igreja paroquial. O momento reuniu a equipa técnica, assistentes pessoais, pessoas assistidas, familiares, representantes legais, amigos, e representantes de instituições locais, nomeadamente a Câmara Municipal de Braga, representada por João Medeiros.
Na sessão, Ana Braga, directora técnica referiu que as 49 pessoas a quem actualmente é prestada assistência pessoal são de áreas geográficas que vão desde Braga, Barcelos, Famalicão, Ponte de Lima e Vila Verde.

 

A CAVI Pais em Rede - Braga conta com quatro técnicas de gestão de processo de assistência pessoal e 28 assistentes pessoais. A assistência pessoal é direccionada a pessoas com deficiência ou incapacidade, promovendo a sua independência e autonomia.
“Deparamo-nos com uma grande lista de candidatos que aguardam apoio. Destes, pese embora as necessidades de apoio sejam evidentes, não se enquadram no modelo MAVI (movimento de apoio à vida independente), por não terem perspectiva de vida independente e, na maioria das vezes, desesperadamente por verem no CAVI a solução que não encontram nas respostas sociais existentes na comunidade”, alertou Ana Braga, realçando que é importante encontrar também resposta para essas pessoas.
A directora técnica alertou ainda para a falta de sensibilidade que ainda este na sociedade face à deficiência e à incapacidade. Apontou em particular a importância de sensibilizar o tecido empresarial, pois a capacitação das pessoas assistidas depende também de uma colocação no mercado de trabalho.
“Uma das nossas missões é integrar, incluir e incluir passa também pela procura de emprego. Sabemos que quem tem uma incapacidade não tem um rendimento tão competitivo e é preciso haver essa sensibilidade por parte de quem emprega”, referiu.
Ana Braga agradeceu ainda aos assistentes sociais, “que são o rosto do projecto. É através da sua actividade que conseguimos avaliar a satisfação das pessoas assistidas”. Realçou ainda que os assistentes pessoais não são damas de companhia, mas devem ser pessoas que percebem a metodologia do projecto e a essência do MAVI: o apoio à vida independente, capacitar para a autonomia, para a independência. E capacitar é ensinar, é levar a fazer, é mostrar como se fez e não fazer por”.

 

“Nós estamos aqui para incluir e não para entreter”, referiu, referindo que é nessa linha que cada pessoa assistida tem o seu próprio plano de assistência, porque “cada caso é um caso”.


Fonte: https://www.correiodominho.pt/noticias/cavi-estamos-aqui-para-incluir-no-para-entreter/138620
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Noticias / Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Última mensagem por Sardinha em 01/08/2022, 10:53 »
Governo exortado a clarificar posição sobre modelo de apoio à Vida Independente


Associação CVI - Centro de Vida Independente quer ver esclarecidas algumas questões que suscitam preocupação no relatório de avaliação que foi recentemente divulgado. Em causa está, nomeadamente, o modelo de financiamento e o tipo de respostas asseguradas.

30 de Julho, 2022 - 19:11h


Foto publicada na página de Facebook do Centro de Vida Independente.
Num comentário sobre o Relatório de Avaliação Intercalar do Modelo de Apoio à Vida Independente em Portugal(link is external) a que o Esquerda.net teve acesso, o Centro de Vida Independente (CVI) assinala à partida que o documento comprova que “os ganhos e as vantagens do serviço de assistência pessoal são inequívocos, sendo que os principais contributos apontados pelas pessoas destinatárias foram ao nível da melhoria da qualidade de vida, da promoção da autonomia e da menor dependência em relação à família”.

O CVI frisa que “as evidências são claras, consistentes e perentórias quanto ao caráter fundamental da assistência pessoal para o empoderamento e a inclusão das pessoas com deficiência na vida em comunidade”.

“Apesar de a posição oficial do Governo Português ser a de que este relatório não vincula a sua posição em relação ao projeto”, o CVI quer ver esclarecidas algumas questões que suscitam preocupação no relatório de avaliação recentemente divulgado.


Souto de Moura critica legislação para que “deficientes” possam “dar voltas em cadeira de rodas”
Em causa está, nomeadamente, a Teoria da Mudança, que serve de base ao relatório, na medida em que a mesma “entra em conflito com algumas das conclusões apontadas para o futuro do MAVI, como a ‘diminuição da dependência familiar’ e a ‘melhoria da conciliação da vida familiar, profissional e pessoal das Pessoas com Deficiência e Incapacidade e suas famílias’, uma vez que a secção das conclusões refere várias medidas que, pelo contrário, perpetuam a dependência em relação às famílias e/ou às instituições”.

Lembrando que o relatório conclui que a maioria das pessoas destinatárias conta apenas com 10h semanais de apoio, ou menos, o CVI refere ainda não entender a razão pela qual “não são feitas recomendações relacionadas com o aumento do número de horas, ou o controlo do número de horas atribuído versus o número de horas necessário, e se essa atribuição está de facto a ser realizada de forma correta e em consonância com o decreto-lei que rege o MAVI”.


Crianças com deficiência: Oito mil ainda esperam pelos apoios que o Governo alterou em 2019
No que respeita ao modelo de financiamento, o estudo recomenda que a Assistência Pessoal passe a ser comparticipada pelas pessoas com deficiência e/ou suas famílias, como os restantes apoios sociais, tendo em conta os rendimentos do agregado familiar. Ora o CVI defende que “esta solução viola a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e põe em causa os princípios básicos da Vida Independente e do próprio projeto”.

“Sendo este um direito humano fundamental, não pode, em circunstância alguma, constituir um fator adicional de exclusão e desigualdade socioeconómica. Ora, a comparticipação financeira por parte das pessoas com deficiência entra em conflito com o princípio da universalidade do serviço, uma vez que irá excluir grande parte das pessoas que realmente necessita devido às elevadas carências económicas, já amplamente documentadas ao nível da comunidade das pessoas com deficiência”, lê-se no comentário.


Deficiência e Vida Independente em Portugal: lugares, corpos e lutas
O CVI acrescenta que, “além de representar uma discriminação direta, esta medida reforça o fosso da desigualdade e acrescenta mais uma despesa para as famílias”.

Na realidade, “de acordo com o Estudo de Avaliação do Impacto dos Custos Financeiros e Sociais da Deficiência(link is external), realizado pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, as pessoas com deficiência são penalizadas, financeiramente, no seu dia-a-dia”, sendo que “esta penalização, em função da discriminação e custos extra dos serviços prestados, varia entre os 5000€ e os 25000€ por ano.

“Deste modo, adicionar outra penalização ao grupo social que menos rendimento aufere, mais dificuldade tem em obter trabalho ou trabalho devidamente remunerado, traduz-se numa desproporcionalidade apenas, e só, aplicada às pessoas com deficiência”, realça o CVI. 

Outra das questões que levanta preocupação prende-se com “a frequente confusão entre assistência pessoal e outros serviços, como apoio domiciliário, CACI, residências autónomas, etc”. “Além de irem contra o Artigo 19º da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, estes serviços não são controlados pelas pessoas com deficiência e, por isso, violam um dos princípios basilares da assistência pessoal. Esta perda de controlo perpetua o atual estado de dependência em relação a familiares e instituições, não permitindo às pessoas com deficiência exercer o direito a uma Vida Independente”, explica o CVI.

A objeção a um modelo guetizante é clara: “Apesar de defendermos um modelo de desinstitucionalização, este não pode ser confundido com a criação de residências autónomas ou outras soluções que se configurem como ‘guetos’ onde as pessoas com deficiência são colocadas e controladas por terceiros”.

O CVI alerta que “este tipo de soluções tem sido apresentado como formas alternativas às grandes instituições, mas perpetuam o seu caráter desumanizado, despersonalizado e de violação do direito à individualidade, assim como a contínua usurpação dos rendimentos das pessoas com deficiência para manter o modelo financeiro dessas mesmas instituições”.

No comentário divulgado esta sexta-feira são esclarecidas ainda algumas confusões ao nível da terminologia utilizada ao longo do relatório. 

A exigência do CVI face a este relatório tem razão de ser: “se estamos a ser exigentes com o presente relatório, é porque acreditamos convictamente nas potencialidades da assistência pessoal, defendemos a sua implementação com base em direitos humanos e na Vida Independente e não pretendemos ceder em nenhum dos aspetos que consideramos fundamentais para garantir que as pessoas com deficiência tenham uma vida digna, plena e em condições de igualdade relativamente às pessoas sem deficiência”.

Nesse sentido, o CVI não espera menos que “a máxima exigência e o cumprimento pleno dos Documentos Oficiais de defesa dos direitos humanos” da parte do governo português assim como de todos os organismos envolvidos no projeto-piloto. Aliás, “tal como nos é exigido a nós, enquanto cidadãos e cidadãs individuais”.

O CVI conclui reforçando o pedido de uma resposta às questões levantadas, “para que a melhoria do projeto seja baseada num processo de co-criação envolvendo todas as partes interessadas, mas dando o protagonismo devido ao núcleo central de todo o modelo: as pessoas com deficiência”.


Esquerda Net
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Anedotas / No consultório médico
« Última mensagem por casconha em 01/08/2022, 10:33 »


No consultório médico:
Doutor, eu devo confessar que,
antes de vir aqui,
eu fui consultar um farmacêutico.
E que asneira ele mandou o senhor fazer?
Ele mandou vir ao seu consultório.
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Anedotas / Com essa idade não tem medo de morrer
« Última mensagem por casconha em 01/08/2022, 10:31 »



Pergunta o repórter;
Que idade é que o senhor tem?
Responde o velho:
Noventa e oito anos.
O repórter:
Com essa idade, não tem medo de morrer?
Diz o velho:
Não!
Todas as estatísticas dizem que,
na minha idade, morre muito pouca gente…
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Cancro do pulmão afeta 4 mil portugueses por ano: "Sintomas evoluem ao longo de várias semanas ou meses, e são facilmente desvalorizados"
Nuno de Noronha
1 ago 2022 08:00

Saúde Cancro Doenças Tumores malignos Cancro do Pulmão
Cancro do pulmão é o tumor com maior mortalidade: Médicos pedem programa de rastreio nacional


Cancro do pulmão é doença oncológica que mais mata em Portugal. Pulmonale vai propor à tutela projeto-piloto de rastreio
O cancro do pulmão é responsável por cerca de 20% das mortes por cancro em todo o mundo. Falámos sobre esta doença com o médico Helder Novais e Bastos, Pneumologista do Hospital São João e Professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.



Cancro do pulmão afeta 4 mil portugueses por ano:
AFP
O cancro do pulmão é um dos tipos de cancro mais comum e com maior taxa de mortalidade em todo o mundo. Em Portugal, estima-se que ocorram 4 mil novos casos por cada ano, o que representa 11,4% dos tumores entre os homens (3 mil casos) e 4,2% entre as mulheres (mil casos).

A deteção precoce é bastante importante, mas dificultada pelo facto de, muitas vezes, os sinais e sintomas tardarem anos a desenvolver-se e só se manifestarem num estadio avançado da doença. No entanto, a cada vez maior aposta na investigação científica nesta área e a melhoria substancial ao nível do diagnóstico e tratamentos nas últimas décadas, tem permitido um aumento significativo da sobrevida destes doentes.



O cancro do pulmão é um dos tipos de cancro mais comuns, ultrapassado apenas pela mama, na mulher, pela próstata, no homem, e em Portugal ainda também excedido pelo cólon. É, contudo, o mais fatal. Existem 3 razões fundamentais para que isto se suceda. Em primeiro, ao contrário dos tipos de cancro mencionados, não existe uma estratégia nacional de deteção precoce para tumores do pulmão, pelo que estes são habitualmente diagnosticados em fases mais avançadas da doença. Em segundo lugar, porque o cancro do pulmão inicia-se e evolui de forma silenciosa até muito tarde, pelo que quando surgem os primeiros sintomas, é habitualmente demasiado tarde para oferecer um tratamento curativo. Por último, o pulmão é um órgão vital, de função insubstituível. Embora dramático, uma mulher consegue viver (talvez sobreviver) sem mama, e o homem sem próstata, mas nem um nem outro sobrevivem facilmente sem pulmões normalmente funcionantes.


Quais são os sintomas mais menosprezados pelos doentes? E os que devem fazer alguém procurar um médico?

De forma semelhante a qualquer outro tipo de doença oncológica, são frequentes os sintomas gerais, também designados como constitucionais, particularmente em casos de doença avançada. Estes incluem a perda de apetite, emagrecimento involuntário, fraqueza geral e cansaço. Geralmente os sintomas evoluem ao longo de várias semanas ou meses, e são facilmente desvalorizados. O cansaço é facilmente atribuível ao trabalho excessivo, ou a noites mal dormidas, tal como o emagrecimento poderia até ser desejado em alguém com excesso de peso. Este tipo de queixas devem motivar a avaliação por um médico para o seu esclarecimento e, felizmente, na maioria dos casos são provocadas por doenças benignas, como a disfunção da tiróide, entre outras, e não é diagnosticado nenhum cancro. Os sintomas precoces são incomuns, mas existe um em particular que deve fazer soar um alerta, que é a expectoração com sangue, ou a hemoptise, em termos médicos. A tosse é também frequente, mas pode ser causada por uma multiplicidade de situações, como uma vulgar constipação, ou bronquite. No doente fumador, que tenha uma pneumonia, é também importante reavaliar com uma radiografia do tórax semanas depois de ter completado o antibiótico, para verificar se a consolidação do pulmão “limpou” completamente, ou se subjacente a esta não estará uma lesão que bloqueia total ou parcialmente um brônquio.

Quais os principais fatores de risco?
Toda a gente sabe, não adianta sequer refutar, que o tabaco é o principal fator de risco para o desenvolvimento de um tumor no pulmão. Quase todos os nossos doentes (>85-90%, de acordo com os dados oficiais) são, ou foram em alguma fase da sua vida, fumadores. É evidente que nem todos os fumadores terão cancro do pulmão (porventura, terão outras complicações), e que há pessoas que nunca fumaram que são diagnosticados com cancro do pulmão (15% dos homens e cerca de 50% das mulheres com este diagnóstico são não fumadores). Mas é factual que cancro do pulmão era relativamente raro até que o consumo de tabaco na forma de cigarros se ter generalizado em todo o Mundo. Outros fatores de risco não controláveis incluem a idade, a história familiar e a suscetibilidade genética, e os potencialmente modificáveis incluem a exposição ambiental a fumo de combustão, poluição e outras partículas inaladas que são tóxicas para o pulmão.


médico Helder Novais e Bastos, Pneumologista do Hospital São João e Professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.
Helder Novais e Bastos, médico e pneumologista no Hospital São João
Como se pode diagnosticar mais precocemente o cancro do pulmão?
O método de eleição para diagnosticar o cancro do pulmão na fase mais precoce e curável é através de uma tomografia computadorizada (TAC) do tórax. É um exame muito mais disponível nos dias de hoje, mas a sua requisição deve obedecer a critérios, guiados pela idade, carga de hábitos tabágicos, história familiar e sintomas. O rigor na sua prescrição permite atenuar o desperdício de gastos em saúde, e evitar a exposição desnecessária a radiação, que pode trazer efeitos nefastos a longo prazo. Existem estudos, com evidência científica robusta, sobre o papel da TAC torácica de baixa dose de radiação na deteção de nódulos pulmonares em doentes selecionados de acordo com critérios bem definidos. O primeiro país a avançar com um rastreio de âmbito nacional foram os EUA, seguindo-se pouco tempo depois a China. Na Europa, existem iniciativas de rastreio locais nos Países Baixos e no Reino Unido. Entretanto, a European Respiratory Society e a European Society of Radiology juntaram esforços para empreender contactos ao nível das instâncias políticas Europeias para implementar programas de rastreio nacionais em toda a comunidade de países que compõem a União Europeia. Enquanto se aguardam mais desenvolvimentos sobre este tema, precisamos de nos ir preparando para uma enorme pressão sobre os serviços de saúde que daí poderá advir. Mesmo que quiséssemos implementar um rastreio hoje, não estávamos minimamente preparados quer a nível técnico, quer a nível de recursos humanos, sobretudo neste momento hostil para o Sistema Nacional de Saúde que hoje presenciamos.


A VIDA É UMA SENTENÇA DE MORTE. APRENDO MUITO COM OS MEUS DOENTES, QUE CONSEGUEM LIDAR DE FORMA MUITO SÓBRIA COM UMA DOENÇA FREQUENTEMENTE INCURÁVEL
Qual o papel da prevenção?
A prevenção é essencial para diminuir a incidência e a gravidade dos casos diagnosticados. Antes de investir num programa de rastreio, importa reforçar as campanhas de promoção de um ambiente sem tabaco e criar condições para que os fumadores que pretendam deixar de fumar tenham um acesso facilitado a uma consulta especializada em cessação tabágica. Mas creio que ainda mais importante do que tudo isto é atuar nas escolas para evitar que os jovens comecem a fumar. Se formos bem sucedidos, poderemos evitar a maioria dos casos de cancro do pulmão.

Quanto à prevenção na forma de rastreio em indivíduos fumadores, está provado que conseguimos aumentar em cerca de 4 vezes o número de doentes diagnosticados no primeiro estádio, na qual temos as melhores hipóteses de oferecer um tratamento curativo.

Qual é o percurso de um doente com cancro do pulmão desde o momento dos primeiros sintomas até ao tratamento?
Um doente sintomático deve, primeiro que tudo consultar um médico e obter uma TAC torácica. Após a análise das imagens, o Pneumologista irá planear a realização de uma biopsia e o estadiamento da doença, para determinar o diagnóstico e a extensão da doença, respetivamente. Este processo não deverá exceder, idealmente, um mês. Podem ser necessários estudos adicionais, incluindo a realização de provas de função respiratória e ecocardiograma, para avaliar as condições adequadas para uma eventual resseção tumoral por cirurgia torácica. Os casos são discutidos numa reunião multidisciplinar, onde se tomam as decisões sobre o tratamento, que incluem a cirurgia, a radioterapia, a terapêutica sistémica (quimioterapia, imunoterapia, terapêutica-alvo), ou uma combinação destas diferentes modalidades, de acordo com o doente em questão e o estádio da doença.


Que avanços se têm registado na área do cancro do pulmão e o que permitem em termos de sobrevida?
O termo da medicina personalizada entrou definitivamente no nosso léxico. Atualmente não olhamos para o cancro do pulmão como uma doença só, precisamos de o olhar à lupa, no detalhe, para distinguir as características que o tornam mais ou menos sensíveis a uma terapêutica específica. Nem tão pouco os doentes são todos iguais, muitos têm outras condições ou doenças que nos obrigam a adaptar o plano terapêutico. Hoje em dia recorremos a um painel largo de estudo genético do tumor, pesquisando mutações em genes que promovem a proliferação celular, e que nos permitem efetuar tratamento dirigido a esse alvo, com resultados clínicos muito superiores à quimioterapia convencional e, geralmente, com menos efeitos adversos graves. A terapêutica-alvo, assim designamos estes tratamentos dirigidos às mutações específicas nos tumores, revolucionaram a abordagem do cancro do pulmão metastático, oferecendo respostas com uma longevidade notável. A segunda revolução ocorreu com a chegada da imunoterapia, que hoje entra no regime terapêutico de quase todos os doentes com cancro do pulmão metastático, quer isoladamente, quer combinado com a quimioterapia, que tem em si o princípio extraordinário de aumentar a capacidade das nossas células imunitárias em combater as células tumorais. Daí resulta um efeito que pode perdurar durante anos, mesmo em doentes que suspenderam a terapêutica.

O cancro do pulmão já não é uma sentença de morte?
Esta questão deixa-me inquieto. A vida é uma sentença de morte. Aprendo muito com os meus doentes, que conseguem lidar de forma muito sóbria com uma doença frequentemente incurável. Costumo pedir-lhes que entreguem em mim as suas preocupações, nomeadamente em relação aos resultados dos exames, e que evitem pensar na doença. O meu papel, como médico, é de lhes oferecer o máximo de tempo de vida possível, com o máximo de qualidade de vida possível, e consigo fazê-lo de forma mais ou menos eficaz de acordo com características específicas do tumor e do próprio doente. Com os avanços atuais na terapêutica, pelo menos para alguns tipos de tumor, e em certos doentes, conseguimos evoluir para o paradigma do tratamento de uma doença crónica, controlável a longo prazo, em que conseguimos efetivamente modificar a causa de morte, que já não é provocada diretamente por complicações oncológicas. Essas situações são cada vez mais comuns, e a inovação terapêutica beneficia uma proporção progressivamente maior de doentes, inclusive com casos de resposta completa, isto é, desaparecimento do tumor. É uma área que está a evoluir a um ritmo alucinante, com uma transição muito rápida dos tratamentos em fase experimental, para a prática clínica real. Estamos, contudo, ainda longe de declarar que os cancros do pulmão metastáticos são curáveis. Mas podemos afirmar que há novas esperanças no horizonte.



Fonte: sapo
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Boa noite , Sr. José

O meu colega Nandito já lhe prestou o essencial da questáo.

A sua familiar necessita de atendimento no serviço de acção social da sua àrea de residência , terá de efectuar a marcação do atendimento.

A assistente social que não empurre para a junta de freguesia pois é necesssária a nivel deste atendimento da segurança social elaborarem a proposta para atribuir o subsidio para ajudar a comprar a medicação.

Terá de reunir em suma o seguinte :

Declaração do médico do centro de saúde com toda a medicação crónica e posologia diária , após ter a declaração do medico passada vai a uma farmácia e entrega uma fotocopia e pede que passem uma declaração com o valor mensal gasto pela utente.

Depois guarda para levar à assistente social com fotocopias dos rendimentos e despesas com Rendas, agua , luz, gas, creches , telefone fixo , passes e medicação.

Creio que não me esta a escapar nada, qq coisa estamos aqui para ajudar.

No meu caso fica sempre mais facil enviarem mensagem privada pois ando sempre ocupado , infelizmente não estou aqui tanto quanto gostaria.

Cumprimentos


Ok muito obrigado!
Renda ele não paga porque a casa é dele, creche também não porque não tem filhos, todas as outras sim ele tem como qualquer outro cidadão, vou falar com ele para que ele comece a tratar da papelada depois tentar ir por esta via.
Pela via da reforma por invalidez nem vale a pena ir porque a malta da Segurança, Social não quer saber se ele tem muitas patologias crónicas ou não, reformas por invalidez só mesmo a quem mal pode respirar... 
100
Boa tarde José,

consulte esta informação:

https://www.deficiente-forum.com/leis-e-normas-especifica/estabelece-o-regime-excecional-de-comparticipacao-nos-medicamentos-destinados-ao/msg125451/#msg125451

e esta:

https://www.acss.min-saude.pt/2016/09/19/regimes-especiais-de-comparticipacao-de-medicamentos/

e esta:

https://www.acss.min-saude.pt/2016/12/13/regimes-especiais-de-comparticipacao-de-medicamentos-2/

e esta:

https://www.ps.parlamento.pt/noticias/regime-especial-de-comparticipacao-de-medicamentos-tem-sido-uma-contrapartida-significativa-para-ajudar-os-mais-vulneraveis

e esta:

http://www.aenfermagemeasleis.pt/2015/11/18/comparticipacao-de-medicamentos-perguntas-mais-frequentes/

ele com as patologias que tem que tente pedir uma junta médica, se conseguir mais de 60% de incapacidade, pode requer a PSI no valor de 275,30€ sempre é uma ajuda para os medicamentos.

Vai aguardando mais algumas respostas dos nossos colegas, membros e visitantes


Boa sorte para o seu familiar :good:

Cumpts.
Nandito



Desde já grato pela ajuda!
Na realidade eu e ele já tinha-mos consultado esta informação, mas ao que parece tudo isto se refere a pensionistas (pelo menos eu assim o entendo), a esse meu familiar quando pediu uma junta médica foi-lhe dada uma incapacidade permanente mas foi-lhe dito que embora tenha ficado com uma incapacidade de 32% pode continuar a trabalhar, só que como já disse ninguém lhes dá trabalho assim que sabem que ele é doente cardíaco crónico e que não pode fazer esforços físicos de moderados a intensos.
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