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Autor Tópico: CAROLINA DUARTE: «NÃO SOMOS MENOS DO QUE NINGUÉM. SE CALHAR ATÉ SOMOS MAIS...»  (Lida 53 vezes)

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CAROLINA DUARTE: «NÃO SOMOS MENOS DO QUE NINGUÉM. SE CALHAR ATÉ SOMOS MAIS...»


Atleta do Sporting preside à Comissão de Atletas Paralímpicos


Carolina Duarte: «Não somos menos do que ninguém. Se calhar até somos mais...»
Foto: Miguel Barreira


Para lá de ser uma das esperanças de medalhas para Portugal nos Mundiais de Atletismo do Comité Paralímpico Internacional (IPC), Carolina Duarte é, desde maio, a presidente da Comissão de Atletas Paralímpicos (CAP). Uma responsabilidade que a atleta, de 27 anos, vê com bons olhos e para a qual se mostra motivada.

"A ideia surgiu no início do ano. Como só entrei no desporto adaptado há um ano e meio, estava muito fora dos assuntos e não fazia ideia do que era a CAP. Só começámos a falar nisso em janeiro, quando fizemos um balanço dos Jogos, já de olho nos Surdolímpicos. Começou a falar-se de que era preciso ter a CAP; que era necessário eleger, que os atletas precisavam disso, de estar representados... E eu, em conjunto com a minha colega Odete Fiúza – que é a minha mentora –, começámos a unir esforços para que esta CAP fosse para a frente", começou por lembrar-nos a velocista do Sporting.

Dali em diante o processo foi rápido: "Falámos com outros atletas e juntei um grupo com cinco atletas. A Carla Oliveira, Miguel Vieira, David Grachat e o Lenine Cunha. Juntámos uma série de pessoas, fizemos a nossa 'campanha' e informámos os atletas. Pedimos ao CPP para convocar a assembleia eletiva e assim foi. Fomos eleitos os cinco e depois eu fui escolhida como presidente". A este grupo de cinco, admite ainda a vontade de, no futuro, juntar João Machado, atleta surdolímpico.

Em relação a essa função, Carolina Duarte diz-se preparada para a encarar. "Gosto de toda a gente, não crio conflitos com ninguém e o facto de termos uma CAP é a voz dos atletas. Já tenho os atletas a dizerem-me o que está mal, o que podemos alterar. Tenho de saber de todos os desportos. Os atletas explicam-me o problema, explicam o porquê de ser um problema e dão a solução para resolvê-lo. É importante, principalmente neste ano, em que vai ser discutida a questão as bolsas. Temos de estar de acordo com o CPP e ter voz no Conselho Nacional de Desporto, que é aí que se legisla o contrato-programa para Tóquio. Por isso, temos mesmo de estar unidos e ter uma voz ativa nas questões relacionadas com os atletas", frisou.

No âmbito da CAP, a atleta admite ter ficado surpreendida com certas situações que determinadas modalidades enfrentam. "Como sou mais nova no desporto adaptado, havia situações que não fazia ideia. Há problemas que realmente são difíceis de resolver. A equitação, por exemplo, é uma modalidade extremamente dispendiosa e não tinha noção disso. As provas são longe, transportar o cavalo é um balúrdio – para ir para a Suécia são sete mil euros! É algo que não temos noção e realmente é uma modalidade muito dispendiosa. Tenho de conseguir representar as dificuldades deles, personificar o desporto e falar como se fosse um problema meu, porque no fundo represento toda a gente. Os problemas deles têm de ser os meus", admite.

"Uma pessoa com deficiência não é menos do que ninguém. Se calhar até é mais"

Com a criação da CAP, Carolina Duarte admite esperar que seja dado um passo em frente na realidade paralímpica, ainda que, mesmo assim, deixe o alerta de que não se fazem milagres. "Sei que poderá uma ajuda. Se estivermos todos a remar na mesma direção, tenho a certeza que eles estão connosco, que querem o que queremos. Se forem duas pessoas, do CPP e CAP, é muito mais fácil. Tenho a certeza de que, se assim for, as pessoas vão começar a ver que os atletas paralímpicos não são uns coitadinhos. São pessoas que lutam pela vida e que são normais. Só andam de cadeira de rodas, só vêem mal. Não é o ‘ai Jesus’. Uma pessoa com deficiência não é menos do que ninguém. Se calhar até é mais. E é isso que queremos mostrar às pessoas", finalizou.


Fonte: Record


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