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Autor Tópico: Bombeiros de Leça do Balio abriram portas em projeto de apoio à 3.ª idade  (Lida 92 vezes)

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Bombeiros de Leça do Balio abriram portas em projeto de apoio à 3.ª idade

 
Matosinhos, Porto 07 out (Lusa) - Os Bombeiros Voluntários de Leça do Balio, em Matosinhos, criaram um projeto que permite a mulheres, entre os 59 e 92 anos, participar em atividades no quartel sem qualquer custo e visando combater a solidão na 3.ª idade.

Em curso há um mês, o projeto PAZ (Proteger, Apoiar e Zelar) nasceu da perceção dos bombeiros, no transporte diários das pessoas para consultas ou emergências hospitalares, de que "precisavam muito de companhia e de quem as ouvisse", disse à Lusa o comandante daquela corporação, Carlos Abalada.

Da perceção resultou um projeto que, depois de avalizado pelo presidente e pela psicóloga daquela associação humanitária, ganhou contornos e acrescentou à vigilância da saúde atividades de cariz social que decorrem todas as quartas-feiras no quartel.

"Vamos buscá-las e levá-las a casa", disse Carlos Abalada que, do "projeto pioneiro" levado a cabo em Leça do Balio, afirmou esperar que "se prolongue" pelo máximo de tempo possível.

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A população "está cada vez mais envelhecida", argumentou o comandante da corporação que está disponível "a receber estas pessoas durante o tempo em que elas quiserem".

A psicóloga Cláudia Costa explicou à Lusa que as nove mulheres que há um mês integram o projeto foram selecionadas "segundo critérios sociais e de acareação", iniciando-se as sessões com uma visita à enfermeira para medir a tensão arterial e fazer o despiste da diabetes.

"Já tivemos estimulação cognitiva, através da gerontologia, terapia assistida por animais, a parte da saúde com a enfermeira, vamos ter a ginástica adaptada e a meditação dinâmica", descreveu a psicóloga.

Enfatizando a importância das atividades, "pois dá-lhes algum ânimo e prazer em sair de casa e sentirem-se bem", explicou que em alguns casos, já foram criados contactos que permitem, por exemplo, que "já vão à farmácia acompanhadas".

As sessões terminam com um lanche oferecido pelos bombeiros antes de as transportarem de novo às respetivas casas, sem qualquer custo para elas. A carrinha transporta até nove pessoas de cada vez, num número de participações no projeto que pode chegar às 18.

Maria Pereira, de 63 anos, apesar de ter uma vida ativa e frequentar uma piscina considera importante "conviver". E por entre elogios à psicóloga da associação, "que é um espetáculo e que cativa", assume "estar a adorar" a iniciativa dos bombeiros.

"Já conhecia as atividades porque me considero uma pessoa informada, mas é bom estar sempre a aprender", declarou.

Celeste Braga, de 91 anos, falou com a Lusa no seu primeiro dia no projeto, numa corporação que chegou a ser presidida pelo marido Álvaro Braga, que entretanto morreu.

"Não conhecia nenhuma destas atividades apesar de estar há quatro anos num lar, pelo que isto é uma novidade (...). Nesta idade precisamos de exercitar a memória, de não estarmos parados e isto é muito bom. Os bombeiros tiveram uma iniciativa muito boa", disse.

E continuou: "Se nos capacitarmos que temos uma certa idade e que estamos limitadas, vivemos bem, felizes e não temos problemas".

E com os 92 anos agendados para cumprir a 06 de dezembro, Celeste Braga descreve o que é hoje a sua vida: "tenho muitos amigos e sinto-me feliz com as capacidades que ainda tenho".

 
DN

 



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