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Autor Tópico: Rui é autista e precisa da ajuda de todos para ter um cão de assistência  (Lida 39 vezes)

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Rui é autista e precisa da ajuda de todos para ter um cão de assistência

POR PEDRO LEMOS • 28 DE DEZEMBRO DE 2017 - 9:30
 

Rui, ao meio, com o pai e a mãe

Rui Marques tem 16 anos, mora em Porches (Lagoa), gosta de pintar e até já ganhou um prémio de pintura. Quando tinha 2 anos e meio foi-lhe diagnosticado autismo severo, doença que faz com que não tenha autonomia. Apesar do apoio incondicional, a família quer deixar o jovem Rui «o mais bem preparado possível» para a vida adulta. Um cão de assistência seria «uma grande ajuda», mas Rui (pai) e Elsa (mãe) não têm dinheiro suficiente para o comprar.

Rui é o centro das atenções na casa da família Marques, apesar de o seu refúgio ser um cantinho da sala onde se senta ao computador. A altura é de férias escolares e, por isso, há mais tempo para pesquisar sobre carros, uma das suas grande paixões.

Desde o início deste ano letivo que frequenta a Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, em Portimão, após ter sido aluno da EB 2,3 das Ferreiras, em Albufeira, até ao ano letivo passado. Está no curso de Artes e, garante a mãe Elsa, «é muito perfeito em tudo o que faz».

Computadores, pintura e carros são, então, três das paixões de Rui. Mas há outra: os cães. A família, que se dedica de forma incondicional ao jovem Rui, pesquisou e leu muito antes de tomar uma decisão: arranjar um cão de assistência para o filho.

«Seria uma mais valia para ele. No fundo, um cão podia ajudar o Rui a ser mais autónomo. Por exemplo, o meu filho não consegue andar sozinho na rua e, mesmo dentro de casa, é preciso estar sempre com ele. Ao atravessar uma estrada, ele não tem noção do perigo», explica Rui Marques.

Só que o patriarca é o único sustento da casa. Elsa não trabalha porque tem de estar «sempre disponível» para o filho. Do Estado, recebem 90 euros, por mês, de um subsídio de apoio à terceira pessoa.


Rui com uma das suas pinturas

Com o salário de Rui, os rendimentos familiares chegam a cerca de 900 euros. O cão custa 5 mil, já com treinos incluídos. «Se não tivermos ajuda, não conseguimos», diz o pai.

Por isso, a Associação Portuguesa de Cães de Assistência, que, desde 2014, já certificou 8 cães de assistência, expôs o caso e está a angariar os fundos para a compra do cão para o Rui.

Mal receba o cão de assistência, o jovem Rui já tem nome para lhe dar: «Sadam!», diz, entusiasmado. A mãe Elsa explica o porquê, de sorriso no rosto. «Tínhamos um cão, que era o Sadam, que o Rui adorava. Às vezes, fazia-nos mal a nós, mas ao Rui nunca».

O jovem é acompanhado pela médica especialista Guiomar Oliveira, do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, onde vai todos os anos. Uma dessas consultas foi especial. «Há dois anos, a doutora deu-nos os parabéns porque pessoas com diagnósticos mais favoráveis não conseguiram o resultado que nós conseguimos. O nosso filho sabe ler e escrever, por exemplo», conta Elsa Marques.

Isto apesar de a mãe de Rui considerar que a população portuguesa está, no geral, mal informada sobre o autismo. «Há pessoas que acham que é um problema nos ouvidos… Em alguns países, até há um dia para os autistas irem às compras», diz.


A mãe Elsa segura num diploma atribuído ao filho

O jovem Rui lá continua, no seu canto, ao computador, mas também se mostra atento à conversa. Elsa e Rui estão sentados no sofá, perto dele, e, enquanto falam, também vão olhando para o seu filho.

«Tudo o que fazemos é para ele. Há dias difíceis, claro que há, mas tentamos tudo para deixar o nosso filho mais bem preparado para quando nós não estivermos cá. Esse é o nosso pânico».

Quem quiser contribuir para ajudar este jovem a ter uma vida mais autónoma, pode fazer uma transferência bancária para o NIB da Associação Portuguesa de Cães de Assistência: 003300004546230881305.

Quem sabe se 2018 não trará ao Rui um novo amigo de quatro patas, o Sadam.

Fonte: Publico
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