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Autor Tópico: Quase 40% dos deficientes em Castelo Branco vivem com menos de 250 euros por mês  (Lida 411 vezes)

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Quase 40% dos deficientes em Castelo Branco vivem com menos de 250 euros por mês

18 de Junho, 2013






Um estudo da Associação Portuguesa de Deficientes (APD) no concelho de Castelo Branco demonstra que 37% dos inquiridos vive com menos de 250 euros por mês.A conclusão faz parte do inquérito sobre as deficiências, apresentado hoje em Castelo Branco.
A recolha de dados foi feita em 19 das 25 freguesias do concelho, envolvendo 125 inquiridos, dos quais 38 são crianças. Um quarto dos inquiridos no concelho de Castelo Branco apresenta deficiência motora.
Teresa Campos, a presidente da delegação de Castelo Branco da APD, disse na apresentação que a sociedade "devia estar preocupada por saber que ao seu lado há pessoas com rendimentos inferiores a 250 euros".
O estudo sugere que muitas das pessoas com poucos rendimentos desconhecem todos os apoios a que podem ter acesso.
"Faltam os locais onde as pessoas se possam dirigir para ter acesso a informação e faltam pessoas com formação para o fazer", refere Teresa Campos.
Raquel Magalhães, a coordenadora do inquérito, disse à Lusa que "a maior parte das pessoas nunca participou numa junta médica, nem sabe o que é o atestado de incapacidade".
O inquérito concluiu também que 60% dos deficientes precisam regularmente de cuidados de saúde, recorrendo em grande parte ao Serviço Nacional de Saúde.
Mas a grande maioria dos inquiridos paga do seu bolso alguns equipamentos essenciais, como as bengalas.
No concelho de Castelo Branco concluiu-se que as escolas são as instituições que prestam mais apoio e que estão melhor preparadas para os deficientes. Pelo contrário, os deficientes criticam o acesso a serviços públicos, dando como exemplo o edifício do tribunal de Castelo Branco.
A Associação Portuguesa de Deficientes fez o inquérito em cinco dos 11 concelhos do distrito e está a apresentar os resultados de forma faseada. O trabalho foi iniciado em 2011 com o apoio do Instituto Nacional de Reabilitação, mas a associação lamenta a interrupção do financiamento que impede a continuação do trabalho.






Lusa/SOL
 

 



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