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Autor Tópico: Deficiente Preconceituoso  (Lida 156 vezes)

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Online Oribii

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Deficiente Preconceituoso
« em: 15/08/2017, 15:11 »
Deficiente Preconceituoso



Ei... Já te contei que eu não tenho um pingo de dó das PESSOAS COM DEFICIÊNCIA? Espero ter usado a “TER-MI-NO-LO-GI-A” correta e super solicitada pelos aleijados, surdos, cegos, cadeirantes, pernetas, corcundas, “cotoquinhos” da vida, mas que exigem o uso adequado da formalidade que define sistematicamente a rotulação e a designação de conceitos particulares a um ou vários assuntos e campos de atividade do universo paralelo dos super seres humanos com mobilidade reduzida física, intelectual ou sensorialmente.
 
Apesar de uma parcela das PESSOAS COM DEFICIÊNCIA aqui da vizinha de “Beraba” não simpatizarem muito comigo pelo fato de eu me recusar ser tratado como o “sinhô” dos direitos, soberano da luta pela acessibilidade, “divo” dos discursos de aceitação, mestre dos debates sobre inclusão. Fico EX-TRE-MA-MEN-TE contente e realizado em saber que tenho essa galera como leitores assíduos e que não perdem um textinho aqui do “Mão na Roda”. Mesmo que seja pra “descer a lenha”, o importante é participar.
 
“Amorecos” e “amorecas” do “Túlindo”, esse aleijado, paralítico, baixinho, coxo, cadeirante ou pessoa com deficiência que vos escreve, saibam que amo “tus”, cada um com sua chatice e deficiência. Querendo ou não faço parte da sociedade “defeituosa” de “Berlândia”, cidadezinha do Triângulo Mineiro e considerada a capital da logística. Resumindo, “tamu junto” pessoal.
 
Mas deixe-me parar de encher linguiça e começar nosso papo de hoje. Na verdade tem a ver um “cadinho” com a introdução. Pessoas com preconceito. Não. Pessoas com deficiência. Quero dizer, pessoas com deficiência e preconceito. Um combo completo e nada bonitinho.
 
Seja sentado numa cadeira de rodas, usando óculos escuros e uma bengala, se comunicando através da linguagem brasileira de sinais (LIBRAS), fazendo uso de aparelho auditivo, andador ou qualquer mecanismo que o auxilie viver incluso na sociedade, uma pessoa com deficiência não é e nem deve ser tratada como um ser humano “perfeito” e sem malícias. Muito menos ser isento de suas responsabilidades, deveres, ou ter amenizada qualquer tipo de punição pelo fato do humano ser deficiente. NÃO MESMO!
 
Falo com propriedade sobre isso. Acredite. Conheço um deficiente cheio de marra e que adora uma “encrenca”. Na verdade acredito que você também conheça. Sabe um carinha moreno, baixinho, bonito pra caramba, inteligente, super humilde, tímido etc. e muito comunicativo? Claro que você conhece... Ele escreve pra um blog do G1 do triângulo mineiro, um portal de notícias da Globo que se destaca pelo conteúdo multimídia, fazendo uma bela sacada aproveitando as vantagens da internet sobre os meios tradicionais de comunicação.
 
“Putz”... Além de deficiente físico acho que estou com outro problema. Como assim eu estou me descrevendo perguntando se você me conhece como amigo do eu amigo meu. Eu hein!
 
Enfim, depois eu trato isso. O que quero conversar com você é que eu ou qualquer deficiente, somos cidadãos iguais a TODOS os seres humanos, temos graves defeitos, muitas frescuras e não me toques, somos indisciplinados em algumas coisas, entojados em outras. E acredite, temos preconceito. Por exemplo, euzinho sou um cadeirante hiper preconceituoso, a diferença é que eu assumo isso. Ponto.
 
VOCÊ: – Preconceito? Como assim um deficiente preconceituoso? Tá exagerando!
 
NARRADOR (Eu, yo mismo, me, I, myself): – Não estou, acredite! Eu tenho um preconceito lascado contra pessoas com deficiência!
 
VOCÊ: – CHO-QUEI! Como assim, Túlio?
 
NARRADOR (Eu, yo mismo, me, I, myself): – Olha só... Eu te conto se você me prometer que não vai contara pra ninguém.
 
VOCÊ: – Prometo
 
NARRADOR (Eu, yo mismo, me, I, myself): – Tá bom.
 
Eu tenho uma birra das associações, instituições, conselhos, superintendências, secretarias, ONGs que lidam com assuntos das e com as pessoas com deficiência, pois afirmo que seus dirigentes, voluntários, profissionais superprotegem seus associados, pacientes deficientes. Eu já “recorri” a alguns lugares desse naipe aqui na cidade. Lá eles usam “metodologias” com a cultura de superestimar as pessoas com deficiências pregando a proteção e garantias dos direitos expressos na lei pra esse público. Seria tudo muito bacana, se dentro dessas metodologias fossem repassadas explicitamente os deveres, obrigações, responsabilidades que acompanham o “pacotinho” dos direitos.
 
O preconceito explícito que devoto as PESSOAS COM DEFICIÊNCIA, justifico afirmando que essas pessoas lutam, brigam, fazem uma algazarra na conquista e defesa de seus direitos, mas como orientados, protegidos, amadinhos e supervalorizados daquelas instituições que formam deficientes, essas pessoinhas maravilhosamente “defeituosas” ignoram a bendita lista de deveres. Por exemplo, eles brigam, levantam bandeiras, fazem denúncias, cedem entrevistas, escrevem textos do tamanho do universo em redes sociais sobre a luta para ingressarem no mercado de trabalho, mas quando conseguem sentem-se no direito de serem relapsos em seus empregos, faltando sem justificativa plausível – sempre colocando a deficiência a frente de qualquer desculpa –, justificam não baterem a meta, pois é muito pra eles, sempre chegam atrasados alegando defeito no ônibus adaptado, inventam mil e uma desculpas quando seus chefes decidem puni-los ou demiti-los, aí não satisfeitos são experts em mover ações trabalhistas. Complicando a vida do empregador e seus coresponsáveis.
 
 
Aí quando deficientes nada “mimizentos”, conscientes de suas obrigações, procuram os mesmos empregadores em busca de uma vaga e são contratados, precisam provar que não estão ali pra ser mais um número na cota pra o ministério do trabalho, dia a dia ralam e lidam com seus chefes sobre a dúvida do “se” podem ou conseguem assumir um cargo de liderança.
 
Tenho preconceito contra as PESSOAS que exigem sem necessidade o uso da terminologia “pessoas com deficiências”, pois acredito que a melhor terminologia pra tratar qualquer pessoa deficiente ou não, é o nome escrito no RG de cada um. Por exemplo, o Joãozinho que é uma pessoa com deficiência física pode muito bem ser chamado apenas de senhor “João Kadeir Ante de Sousa, ou Joãozinho”. Por que a Paulete mobilete que também é uma pessoa com deficiência física, precisamente por ter a perna esquerda dez centímetros menor que a direita, não pode ser “tratada” apenas como “Paula Soares Mank Ueba”? A Flor que é uma pessoa com deficiência auditiva pode muito bem ser tratada exclusivamente como “Florinda Assurda da Silva”. A “Mariana Quena Dafala Afonso” é muda, ou seja, uma pessoa com deficiência auditiva, mas nada impede de ser chamada apenas de “Mari” etc...
 
Eu, Túlio Mendhes, o blogueirinho querido da sociedade sem deficiência e dos deficientes hiper normais e que sentem aversão por “mimimi”, sou extremamente preconceituoso com o pensamento de qualquer ser humano que acredita na existência de um super humano, atrás de qualquer deficiência, seja um cadeirante, surdo, cego. Meu preconceito se deve a falta da resposta, por quê? Sendo eu deficiente, e bem rodadinho por aí conheço locais com péssimas infraestruturas, falta de acessibilidade, por exemplo, vejo Uberlândia como uma cidade hostil, apesar de ser melhor que muitas aqui nas “bandas” de “Minsgerais”. Temos ausência de rampas de acessibilidade em locais estratégicos como alguns prédios locados pela Prefeitura Municipal de Uberlândia, sofremos com a falta de banheiros adaptados, temos calçadas irregulares, nosso transporte público é altamente eficaz e acessível, mas somente no papel, pois no dia a dia o que vemos é falta de manutenção nos elevadores dos ônibus, falta de treinamento adequado e boa vontade de profissionais que lidam com o público deficiente... Enfim, temos muitos problemas, mas e aí? Por isso eu devo me colocar no papel de vítima, minoria excluída da sociedade, o coitado sem chance na selva? Devo encarnar o deficiente que obriga com hostilidade os empresários, funcionários, prestadores de serviço público ou privado oferecerem adaptações, políticas de inclusão etc?
 
Não seria mais fácil o diálogo? Gente, bom senso! Eu compreendo que se existe a lei, a mesma deva ser cumprida. Mas acredito e defendo que o que deve ser cumprido é o respeito mútuo. Trazer o empresário pra cima da minha cadeira (figuradamente) e fazer com que ele perceba a dificuldade que o estabelecimento dele oferece aos deficientes por falta de acessibilidade, é muito mais fácil e menos estressante do que eu chamar a polícia, denunciar na “casa dos incapacitados”, bancar o excluído dos bistrôs, cafés, cervejarias. Se depois de toda minha diplomacia pra resolver o problema, o bendito empreendedor se recusar a cumprir a lei... aí sim, eu faço “cabane” (barraco em francês, mais chique), porém com elegância e usando as ferramentas jurídicas, sociais, políticas a meu favor. Aconteceu comigo...
 
Fui na lanchonete e não tinha como eu entrar, pois um degrau de uns vinte centímetros complicava as coisas. Fui insistente, chamei a balconista, disse que me indicaram a provar a melhor torta de frango, perto da faculdade. Afirmei que estava ali pra me esbaldar, mas a falta de adaptação me chateou, entretanto eu não iria embora sem comer a bendita torta. A moça muito solícita e consternada com a situação (pois outros clientes presenciavam a cena), chamou um auxiliar e colocou a mesa na calçada pra eu comer junto com minha amiga. Comi, elogiei, afinal a indicação valeu a pena, e ressaltei que eu viraria cliente assíduo, pois eu encontrei a melhor torta de frango, perto da faculdade. A balconista, que também era filha da dona, a senhora que fazia as tortas... Garantiu-me que providenciaria uma rampa. Como não banquei o “porre” de cadeirante, ela ainda me perguntou onde seria o melhor local pra colocar a bendita rampa. Ahhhh e mais uma vez eu ganhei o lanche na faixa. Abri minha carteira e fiz questão de pagar, mas ela fez questão de não receber como pedido de desculpas. Obviamente que eu não insisti, seria falta de educação (não ouse sorrir). Hoje eu posso frequentar o local sem nenhum problema. Mas ouvi um relato de que uma pessoa com deficiência, apaixonada pela terminologia “pessoa com deficiência”, fez um “escarcéu” simplesmente por ela ter que solicitar que colocassem a rampa pra ela entrar, pois a rampa providenciada à base do altruísmo e respeito é uma rampa móvel de alumínio e, não fica o tempo inteiro na entrada, justamente por “atrapalhar” o ir e vir das pessoas na calçada.
 
Eu não queria sentir preconceito por esses seres humanos com deficiência, mas que são deselegantes, mal educados, hostis, grossos, praticam a “adantefobia”, “cegofobia”, “surdofobia” – já que tudo tem sido motivo de fobia, vou permitir-me praticar a “CHATOFOBIA”.
 
 
E você, qual sua “fobia”? Envie-me sua sugestão, elogio, reclamação, dúvidas, será um enorme prazer respondê-lo. Quais os contatos? tulio.mendhes@tvintegracao.com.br / maonaroda@tvintegracao.com.br. Boa semana e até quinta-feira com a graça de Deus.


Fonte: http://g1.globo.com/minas-gerais/triangulo-mineiro/blog/mao-na-roda/post/deficiente-preconceituoso.html
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