mobilitec

ergometrica

Ortopedia Moderna

Lismedica

Mais que Cuidar
Stannah Mobilidade S.A

Autopedico

Invacare

Pros Avos

Ortopediareal
sembarreiras

Tecnomobile

TotalMobility

Multihortos

Drive Mobility

Autor Tópico: Alzheimer  (Lida 4507 vezes)

0 Membros e 1 Visitante estão a ver este tópico.

Online migel

  • Administrador
  • *****
  • Mensagens: 18370
  • Tem deficiência: Sim
Re: Alzheimer
« Responder #45 em: 18/10/2016, 15:08 »
Doença de Alzheimer: pode ser tratada com terapia genética?



no dia 18 de Outubro de 2016

Investigadores do Reino Unido desenvolveram um método capa de impedir o desenvolvimento da doença de Alzheimer através de injecção de um vírus que transporta um gene específico para o cérebro, dá conta um estudo publicado no "Proceedings of the National Academy of Sciences".

Estudos anteriores realizados pela mesma  equipa de investigadores do Imperial College de Londres, no Reino Unido, já tinham sugerido que este gene, denominado PGC1-alfa, poderia impedir a formação da proteína beta-amiloide nas células.

O peptídeo beta-amiloide é o principal componente das placas beta-amiloide presentes no cérebro dos pacientes com doença de  Alzheimer. Acredita-se que estas placas desencadeiam a morte das células cerebrais. Os intomas desta doença, para a qual ainda não existe cura, incluem perda de memória, confusão e alteração de humor ou personalidade.

Para o estudo, os investigadores utilizaram um vírus modificado, denominado vector lentivírus, que é habitualmente utilizado na terapia genética. O vírus, que continha o gene PGC1-alfa, foi injectado em duas áreas do cérebro de ratinhos suscetíveis à doença de Alzheimer, o hipocampo e o córtex, que são as primeiras a desenvolver placas amiloide. A proteína PGC1-alfa está envolvida em processos metabólicos, incluindo na regulação do metabolismo do açúcar e gordura.

Os danos no hipocampo afectam a memória de curto prazo e fazem com que um indivíduo se esqueça de eventos recentes, como uma conversa ou o que comeu ao pequeno-almoço. O  hipocampo também é responsável pela orientação, sendo que os danos nesta área podem, por exemplo, fazer com que as pessoas se percam em percursos conhecidos.

Por outro lado, o córtex é responsável pela memória de longo prazo, raciocínio e humor. Os danos nesta zona do cérebro podem desencadear sintomas como depressão, dificuldade em se vestir ou cozinhar uma recita habitual.

No estudo, os animais foram tratados nos estadios iniciais da doença de Alzheimer, quando as placas amiloides ainda não se tinham desenvolvido. Após quatro meses, os investigadores constataram que os ratinhos que receberam o gene tinham menos placas amiloides e um melhor desempenho nas tarefas de memória, comparativamente com os animais do grupo de controlo.

O estudo apurou ainda que não houve perda de células cerebrais no hipocampo dos ratinhos tratados. Estes animais apresentaram também uma redução no número de células da glia, que, no caso da doença de Alzheimer, podem libertar substâncias inflamatórias que causam mais danos.

Os autores do estudo concluem que esta terapia genética pode abrir portas para o desenvolvimento de novos e potenciais tratamentos para a doença.

 
PCD

Online Claram

  • Super Moderador
  • ****
  • Mensagens: 4897
  • Tem deficiência: Não
Re: Alzheimer
« Responder #46 em: 02/02/2017, 11:36 »
Alzheimer e outras demências: como lidar com alterações cognitivas e comportamentais

 
Margarida Rebolo *

No âmbito do ciclo de sessões práticas e informativas sobre doença de Alzheimer e outras demências dirigido a cuidadores e familiares, promovido entre os meses de Fevereiro e Junho pelo NeuroSer, a neuropsicóloga do centro dedicado às doenças neurológicas, Margarida Rebolo, avança algumas questões que serão esclarecidas na primeira sessão sob o tema “Como lidar com as alterações cognitivas e comportamentais”. A sessão tem lugar no próximo dia 6 de Fevereiro, das 18 às 19 horas em Lisboa.

Todas as pessoas com demência sofrem alterações cognitivas e comportamentais?

A demência diz respeito a um conjunto de doenças progressivas que afectam a cognição (ex: memória ou atenção) e o comportamento, pelo que todos os indivíduos com esta condição experienciam alterações em pelo menos um destes domínios. É muito frequente existirem problemas cognitivos e comportamentais em simultâneo.

Sabemos que os cuidadores têm mais dificuldade em aceitar e gerir mudanças de comportamento ou da personalidade do que as alterações cognitivas decorrentes da doença. Por exemplo, poderão ter mais dificuldade em aceitar a verbalização de palavrões (que anteriormente não era habitual) do que esquecimentos.

Quais as alterações cognitivas e comportamentais mais comuns na demência?

Alterações cognitivas

As funções cognitivas afectadas, pelo menos numa fase inicial, dependem do tipo de demência em questão. Se estivermos a falar na doença de Alzheimer (o tipo de demência mais prevalente) o sintoma mais notório é a dificuldade em recordar coisas recentes, o que pode levar a que a pessoa não se lembre de eventos importantes e que repita a mesma pergunta ou afirmação várias vezes. Também podem existir alterações ao nível da capacidade de concentração, da linguagem e da percepção visual, por exemplo. Em fases mais avançadas as alterações são difusas, não havendo um perfil tão distintivo.

Alterações comportamentais

As manifestações comportamentais decorrentes da demência podem passar por perda de interesse nos amigos ou nas actividades de vida diária, negligência pessoal (aparência e higiene), agressividade, deambulação, desinibição, acumulação de objectos, entre outros.

É possível prevenir estas alterações?

Alterações cognitivas

Não é possível prevenir as alterações cognitivas pois elas são uma manifestação incontornável da doença. No entanto, existem estratégias que podem ser postas em prática de modo a diminuir a exigência cognitiva das tarefas do dia-a-dia, acabando por penalizar menos a pessoa com demência. A estimulação mental e física através da participação em actividades significativas pode contribuir para desacelerar o ritmo de deterioração cognitiva.

Alterações comportamentais

Quando as alterações comportamentais são uma consequência directa da doença – pela afectação da região cerebral responsável por inibir comportamentos desadequados – não é possível preveni-las. No entanto, existem intervenções farmacológicas e não farmacológicas que permitem diminuir a intensidade das mesmas.

Ainda assim, muitas vezes as manifestações comportamentais são reactivas a um estado interno ou factor externo negativo. Alguns destes comportamentos podem sinalizar necessidades básicas da pessoa que não estão a ser supridas (ex: fome, dor, aborrecimento, isolamento). Neste caso, garantir que a pessoa está sempre confortável e segura pode ser uma boa forma de prevenir comportamentos indesejados.

No caso de uma pessoa com demência, o comprometimento cerebral pode levar a que tenha uma percepção da realidade diferente da das pessoas saudáveis (por exemplo, pode estar desorientada no tempo e no espaço e pode não se lembrar de algum evento recente). No entanto, o facto da pessoa ter uma visão diferente da dos outros não é suficiente para gerar comportamentos desafiantes. Estes normalmente surgem quando a pessoa com demência é confrontada com uma realidade que, pela doença, não é a sua. Por exemplo, tentar convencer a pessoa com demência que não está a ver a sua mãe mas sim o seu reflexo no espelho pode levar a um quadro de agitação e agressividade.

O que fazer perante estas alterações?

Alterações cognitivas

Um dos aspectos mais importantes a considerar quando abordamos pessoas com demência é focarmo-nos nos seus pontos fortes e não na evocação de factos. Se pedirmos a opinião à pessoa esta poderá ser engraçada, triste, incomum e até controversa, mas nunca estará errada. Cada pessoa poderá ter a sua opinião. Assim, em vez de, por exemplo, perguntar “Onde passou as férias do verão?” (uma pergunta de memória, que tem uma resposta certa ou errada), pergunte “Prefere campo ou praia? Porquê?” ou “Para onde é que me aconselha a ir viajar?” (perguntas de opinião). A comunicação com uma pessoa com demência não deve ser um teste de memória, pelo que devemos evitar fazer perguntas como “Lembra-se de…” ou “Sabe qual é…?”. Reduzir as exigências de memória promove a participação e garante o sucesso da actividade.

Alterações comportamentais

Quando a pessoa com demência manifesta um comportamento indesejado, a primeira reacção de quem a rodeia é de tentar modificar esse comportamento. No entanto, o mais provável é a pessoa com demência não responder favoravelmente à sua solicitação. Em vez disso, podemos tentar lidar com o comportamento da seguinte forma:

É importante ter presente que aquele comportamento é resultante de uma patologia que perturba o funcionamento cerebral e não levá-lo a peito.
Se o comportamento for agressivo pode ser útil retirarmo-nos da situação dando espaço à pessoa e, passado algum tempo, reaproximando-nos calmamente. Devemos evitar ao máximo discutir.
Devemos utilizar um tom de voz calmo e suave.
Será que existe algum factor que possa estar na origem daquele comportamento? Estará a pessoa com fome? Cansada? Com dores? Aborrecida? A sentir-se só? Poderá ser um efeito secundário da medicação?
Podemos tentar responder à emoção subjacente e não ao comportamento. Por exemplo, se a pessoa com demência estiver constantemente a perguntar por determinado membro familiar, pode precisar de ser assegurada de que essa pessoa está em segurança. Não devemos contrariar nem tentar empregar um raciocínio lógico, pois isto poderá frustrar a pessoa com demência.
Para mais informações e inscrições nesta ou noutra sessão do ciclo, consulte o website ou facebook do NeuroSer: www.neuroser.pt/ ou www.facebook.com/NeuroSerPortugal/

* Neuropsicóloga do NeuroSer, Centro de Diagnóstico e Terapias dedicado às doenças neurológicas

mrebolo@neuroser.pt


Fonte: http://www.postal.pt/2017/02/alzheimer-outras-demencias-lidar-as-alteracoes-cognitivas-comportamentais/

Online migel

  • Administrador
  • *****
  • Mensagens: 18370
  • Tem deficiência: Sim
Re: Alzheimer
« Responder #47 em: 06/02/2017, 15:02 »
Doença de Alzheimer: descoberto potencial tratamento?


no dia 06 de Fevereiro de 2017

A diminuição dos níveis de glucose no cérebro é um dos primeiros sinais da doença de Alzheimer. Contudo, até à data, ainda não se sabia se era uma  causa ou consequência da disfunção neurológica. Investigadores americanos demonstraram inequivocamente que a privação da glucose no cérebro desencadeia o início do declínio cognitivo, atesta um estudo publicado na revista "Translational Psychiatry".

Segundo a Universidade de Temple, nos EUA, em informação veiculada no seu sítio da Internet, nos últimos anos uma das alterações que tem sido consistentemente observada é a diminuição da disponibilidade de glucose no hipocampo. Esta é uma área do cérebro que desempenha um papel importante no processamento e armazenamento das memórias. O hipocampo, tal como outras regiões do cérebro, depende exclusivamente da glucose, na sua ausência os neurónios podem eventualmente morrer.

No estudo, os investigadores, liderados por Domenico Praticò, demonstraram, pela primeira vez, que existe uma associação direta entre a deterioração da memória e a privação da glucose no cérebro através de um mecanismo que envolve a acumulação da  proteína tau fosforilada.

O investigador explicou que a tau fosforilada precipita e agrega-se no cérebro, formando emaranhados que induzem a morte neuronal. No geral, uma maior abundância de emaranhados da tau está associada a uma demência mais grave.

O estudo também identificou pela primeira vez uma proteína, a p38, como um potencial alvo terapêutico no desenvolvimento da doença de Alzheimer. Os neurónios ativam a proteína p38 em resposta à privação de glucose, possivelmente como um mecanismo de defesa. Contudo, a longo prazo, esta ativação aumenta a fosforilação da tau, o que agrava o problema.

De forma a investigar o impacto da glucose na privação do cérebro, os investigadores utilizaram um modelo de ratinho para a doença de Alzheimer. Aos quatro e aos cinco meses de idade, alguns animais foram tratados com 2-desoxiglucosa (DG), um composto que impede a glucose de entrar e ser utilizada pelas células. O composto foi administrado ao longo de vários meses e a função cognitiva dos animais foi avaliada.

Após terem submetidos os ratinhos a um conjunto de testes de memória, os investigadores concluíram que aqueles com privação de glucose tiveram, comparativamente com os restantes, um pior desempenho nos testes.

O estudo apurou que os neurónios dos ratinhos tratados com DG apresentavam uma gfunção sináptica alterada, o que sugere que as vias de comunicação neuronal foram interrimpidas. Observou-se uma  redução significativa no mecanismo que reforça as ligações sinápticas e que assegura a formação e armazenamento da memória.

Os investigadores observaram ainda que os cérebros dos ratinhos privados de glucose apresentavam níveis alterados da proteína tau fosforilada e quantidades muito elevadas de morte celular. Posteriormente verificou-se que a deterioração da memória estava diretamente associada ao aumento da ativação da p38.

Domenico Praticò referiu que agora o próximo passo é inibir o p38 para verificar se os problemas de memória podem ser aliviados, apesar da privação da glucose. Um fármaco que tenha por alvo esta proteína pode fornecer grandes benefícios para os pacientes.

Alert

Online Fisgas

  • Super Moderador
  • ****
  • Mensagens: 3346
  • Tem deficiência: Sim
Re: Alzheimer
« Responder #48 em: 17/02/2017, 10:07 »
Suspensos ensaios de medicamento promissor contra a Alzheimer
 

GSO Images

O ensaio clínico já ia numa fase adiantada mas a farmacêutica Merk anunciou que não vai continuar, depois de um estudo independente ter concluído que o novo medicamento não tinha "qualquer hipótese de funcionar"

Em novembro de 2016, foi notícia que o Verubecestat, um novo e promissor comprimido contra o Alzheimer produzido pela farmacêutica Merk, tinha passado com sucesso a primeira fase de testes.

Os trabalhos continuaram mas esta semana a Merk veio a público dizer que irá parar com o ensaio clínico, que já ia na terceira fase, depois da divulgação dos resultados de um estudo independente, onde se descobriu que o comprimido "não tem qualquer hipótese" de funcionar.

A doença afeta entre 60 a 80% dos cerca de 47 milhões de pessoas que vivem com demência, em todo o mundo. E as previsões apontam para uma evolução destes números, que deverão duplicar-se a cada 20 anos. Várias farmacêuticas têm testado comprimidos que visam a inibição da produção das proteínas amiloides-beta, que se acumulam no cérebro dos doentes com Alzheimer.

Há três meses, também a farmacêutica Eli Lilly anunciou o fim dos testes que iniciou para o Solanezumab, um comprimido com princípios ativos semelhantes aos do Verubecestat. A decisão seguiu a descoberta de que os doentes a tomar o medicamento não demonstraram sinais de melhorias relativamente aos que estavam a testar um placebo.

Relativamente ao Verubecestat, no qual a comunidade cientifica depositava muita esperança, os investigadores dizem que a falha se verificou sobretudo nos doentes num estado ainda pouco avançado da doença e que isso significou um retrocesso substancial dos trabalhos.


Fonte: Visão

Offline rui sopas

  • Utilizador
  • *
  • Mensagens: 401
  • Sexo: Masculino
  • Tem deficiência: Sim
Re: Alzheimer
« Responder #49 em: 11/03/2017, 10:28 »
Cientistas mais perto de prevenir doença de Alzheimer

9/3/2017, 10:581.641
Uma equipa de investigadores dos EUA concluiu que a descida do nível de glicose no cérebro estimula os sintomas do Alzheimer, e propõem uma forma de combater a doença.



SEBASTIEN BOZON/AFP/Getty Images

Autor


A relação entre os baixos níveis de glicose no cérebro e o Alzheimer já era conhecida dos médicos, mas uma equipa de investigadores da Temple University, nos Estados Unidos, descobriu recentemente que esta ligação pode ser ainda mais profunda.

Num estudo publicado na revista Translational Psychiatry, a equipa liderada pelo investigador Domenico Praticò descobriu que a descida dos níveis de glicose acontece muito antes dos primeiros sintomas (a perda de memória e as dificuldades cognitivas) e pode até motivar o aparecimento desses sintomas. Além disto, os investigadores apontam neste artigo um tratamento que pode impedir a queda dos níveis de glicose, o que, em última análise, poderá significar a prevenção do próprio Alzheimer.

Os especialistas identificaram novas provas que apontam para uma ideia que já era conhecida: o envolvimento da proteína p38 neste processo. Segundo Domenico Praticò, “há agora muitas provas de que a proteína p38 está envolvida no desenvolvimento da doença de Alzheimer“. Por isso, propõem a utilização desta proteína na produção de um medicamento para prevenir a doença.

O estudo foi feito com recurso a ratos de laboratório. Os investigadores reduziram o nível de glicose no cérebro dos animais e observaram o resultado. O que aconteceu foi que os ratos a quem foi diminuído o nível de glicose sofreram um declínio no funcionamento das células do cérebro, falharam muito mais em testes de memória e registaram uma aceleração da morte celular no cérebro – sintomas que indicam o início da doença de Alzheimer.


Observador

Online migel

  • Administrador
  • *****
  • Mensagens: 18370
  • Tem deficiência: Sim
Re: Alzheimer
« Responder #50 em: 17/03/2017, 10:51 »
NOVO TRATAMENTO CONTRA A DOENÇA DE ALZHEIMER PODE AJUDAR OS DENTES A REGENERAR-SE
16 MAR 2017 14:28 // REVISTA PREVENIR // NOTÍCIAS


Um grupo do King’s College London, no Reino Unido, descobriu que uma molécula usada em ensaios clínicos tem uma capacidade regenerativa surpreendente, como avança a revista Scientific Reports.

Foi durante os ensaios clínicos de um novo tratamento contra patologias neurológicas como a doença de Alzheimer que um grupo de cientistas do King’s College, no Reino Unido, descobriu que uma molécula, Tideglusib, apresenta uma capacidade de ativar a regeneração natural dos dentes cariados. O estudo, já divulgado pela publicação Scientific Reports, abre as portas a novas soluções terapêuticas para a saúde oral. «Os dentes não são apenas um pedaço de mineral», afirma Paul Sharpe.

«Possuem a sua própria fisiologia», acrescenta o professor, coordenador da investigação. «A simplicidade da nossa abordagem torna-a ideal enquanto produto dentário clínico para o tratamento natural das grandes cavidades, garantindo a proteção da polpa dentária e o restauro da dentina», justifica o docente. «Conseguimos mais células e mais rapidamente se estas estiverem ativas», refere ainda.

Além dos testes laboratoriais já realizados com ratos, está prevista uma nova bateria de ensaios, para demonstrar a sua eficácia a uma escala humana, a fase seguinte do processo. «Toda a gente, em todo o planeta, em determinada fase da sua vida, sofre de cárie dentária. Há um grande volume de pessoas a tratar», afirmou já publicamente Paul Sharpe.

Técnica inovadora permite tratar as cáries sem o uso de broca

A empresa alemã DMG, juntamente com a Universidade de Kiel, desenvolveu um tratamento para tratar as cáries sem o uso de broca, em apenas 15 minutos. O novo método está indicado para cáries recentes depositadas sobre o esmalte ou que penetraram apenas até ao primeiro terço da dentina, sobretudo nos espaços entre os dentes. Começa-se por isolar o dente com uma espécie de borracha e aplicam-se substâncias que permitem remover a cárie do local afetado.

Depois, coloca-se uma película de resina que preenche a cavidade e endurece rapidamente. Apesar de inovador, este novo método de tratamento não é recomendado para o tratamento de situações de cárie mais antigas. Nos Estados Unidos da América, a Universidade de Alabama está a testar um tratamento à base de resina das cavidades dentárias que geram dor.


Fonte: Sapo

Offline Sardinha

  • Moderador
  • ***
  • Mensagens: 1057
  • Sexo: Feminino
  • Tem deficiência: S/ ident.
Re: Alzheimer
« Responder #51 em: 21/03/2017, 09:29 »
Islandeses podem ser chave para a cura do Alzheimer

Variações genéticas presentes na população da Islândia podem ajudar na cura e no tratamento de doenças. Seja o Alzheimer, o cancro da mama e problemas cardíacos
2017-03-17 21:20   / BM


        
Uma empresa islandesa, a deCODE, que estuda os genes presentes no DNA da população do país já fez várias descobertas que podem ajudar no tratamento ou mesma na cura de várias doenças como, por exemplo, Alzheimer, ou cancro da mama.

De acordo com a cadeia de informação CNN, a empresa acredita que variações e mutações genéticas presentes em genes específicos podem ser a chave para a cura de várias enfermidades.

A Islândia é um país remoto e isolado. Desde que a colonização feita pelos Vikings, há mais de 1200 anos, que a população permaneceu isolada do resto do mundo. Por isso, o código genético dos islandeses é muito homogéneo, sendo que 90% das pessoas são considerados islandeses "puros". Foi essa característica dos islandeses que fez o neurologista e geneticista, Kari Stefansson, voltar para ao país onde nasceu, após 20 anos fora.

Quando começamos a olhar para a genética e a pensar sobre a vida em geral, descobrimos que toda a vida na Terra está enraizada no DNA. Não há vida na Terra que não se baseie em informações que estão nesta macromolécula milagrosa, a que chamamos DNA”, disse Stefansson.

Regressado à Islândia, Stefansson fundou a deCODE, que tem como objetivo mapear o genoma de todo o país. Em 2016, a Islândia tinha uma população de 332 mil habitantes.


Achamos que podemos sequenciar o genoma inteiro para um grande número de pessoas. Por exemplo, neste edifício, temos sequenciado todo o genoma de 40 mil pessoas”, referiu Stefasson, na sede da empresa deCODE, em Reykjavik, na Islândia.

O genoma é o conjunto do DNA, ou seja, é o composto químico que contém as informações genéticas. É o código que diz ao nosso corpo como funcionar, desde os nossos órgãos às nossas células. A equipa de empresa deCODE acredita que quando o código genético é analisado em conjunto com registos médicos pode ser possível identificar mudanças ligadas a doenças.

"Proteção contra a doença de Alzheimer"
A equipa de Kari Stefasson já conseguiu identificar genes que afetam a probabilidade de se desenvolver doenças como o Alzheimer, problemas cardíacos e cancro da mama.

A maioria dos islandeses apenas descende dos colonizadores Vikings, o que permite que a deCODE consiga perceber a tendência e a evolução das doenças, através das árvores genealógicas, que são pouco complexas nesta população. Assim, é mais fácil identificar uma mutação ou variação genética.

Descobrimos uma variação de há talvez três ou quatro anos que confere proteção contra o Alzheimer. É uma variação (genética) rara encontrada em cerca de 1% da população islandesa e quem a tem está quase completamente protegido contra essa doença”, explicou Stefansson.

No entanto, as variações identificadas na população islandesa, que é uma população com um genoma homogéneo, podem não resultar em populações mais heterogéneas.

O próximo passo é, então, perceber como estas variações genéticas reagem no corpo humano, através da medicina, para poderem proteger a saúde de outros.

Novos medicamentos
A empresa deCODE uniu-se à farmacêutica Amgen, que está a começar a usar as informações obtidas pela primeira.

Alguns críticos levantaram questões sobre a privacidade e sobre o destino de toda a informação que está nos códigos genéticos, bem como sobre o facto da equipa ter acesso aos registos médicos da população. Em resposta, Stefansson referiu que todos os dados são encriptados e anónimos.

Por agora, o neurologista e geneticista Kari Stefansson espera que o código genético possa levar à criação de novos medicamentos, que salvem vidas.

Já estão a ser testados novos medicamentos para o tratamento do Alzheimer e de doenças cardiovasculares, baseados em descobertas feitas pela empresa deCODE. Também já descobriram uma mutação genética, que pode ajudar na luta contra o cancro da mama.


Fonte: http://www.tvi24.iol.pt/tecnologia/islandia/genes-islandeses-podem-ser-chave-para-curar-doencas

Online migel

  • Administrador
  • *****
  • Mensagens: 18370
  • Tem deficiência: Sim
Re: Alzheimer
« Responder #52 em: 28/03/2017, 11:20 »
Cientistas investigam proteína que pode retardar ou até impedir o Alzheimer



Estudo é de investigadores norte-americanos, numa universidade em Baltimore

O bloqueio na produção de uma proteína que regula as conexões das células cerebrais, a Ephexin5, evitou perdas de memória em animais, o que pode ser uma nova esperança para o tratamento da doença de Alzheimer.

Uma investigação da Universidade de Medicina Johns Hopkins, de Baltimore, Estados Unidos, mostrou que a Ephexin5 parece ser elevada nas células cerebrais de doentes de Alzheimer e também em ratos com a doença.

Os investigadores da Universidade fizeram várias experiências com ratos e concluíram que a remoção da proteína evita que os animais desenvolvam perdas de memória, uma característica da doença.

Num relatório publicado hoje no "The Journal Clinical Investigation", os investigadores dizem que a descoberta poderá ser um avanço no desenvolvimento de medicamentos para a proteína e assim prevenir ou tratar os sintomas da doença.

"Ephexin5 é um alvo farmacêutico tentador, porque em adultos saudáveis a sua presença é mínima no cérebro", disse Gabrielle Sell, da Universidade, acrescentando: "Isso significa que tirar a Ephexin5 pode ter poucos efeitos secundários".

Em conjunto com Seth Margolis, da mesma instituição, o trabalho dos responsáveis partiu do princípio das características da doença, a formação de placas no cérebro compostas por uma proteína chamada beta amiloide, sendo a sua destruição o foco principal dos esforços para tratar a doença. No entanto, dizem os cientistas, não é a beta amiloide que leva à gravidade da doença mas sim a perda das chamadas sinapses excitatórias.

Embora não esteja claro como a beta amiloide e a perda das sinapses excitatórias estão ligadas, pesquisadores da Universidade da Califórnia mostraram há vários anos que os doentes de Alzheimer diminuíram os níveis cerebrais da uma proteína chamada EphB2. A Ephexin5 é regulada pela EphB2.

Os investigadores quiseram saber primeiro se a proteína poderia estar a ser mal regulada nos modelos animais e nos pacientes com Alzheimer. E descobriram que quando adicionavam beta amiloide às células de cérebros de ratos saudáveis essas células começaram a produzir Ephexin5 em excesso, o que parece indicar que a proteína que produz as placas características da doença também desencadeia um aumento da Ephexin5.

Em diversas experiências os investigadores concluíram que o excesso de Ephexin5 está associado à doença de Alzheimer e procuraram perceber se a redução de Ephexin5 iria impedir também os efeitos da doença.

Segundo o estudo, bloqueando a produção da proteína em ratos verificou-se que estes desenvolviam as placas mas não perdiam as sinapses excitatórias. E também não perdiam a memória, uma causa da doença.

Com esses resultados obtidos com os ratos os cientistas consideram que o aumento da Ephexin5 pode ser a razão pela qual os pacientes perdem as sinapses e por consequência a memória, e admitem que bloquear a proteína pode retardar ou interromper a doença.

 
Fonte: DN

Offline rui sopas

  • Utilizador
  • *
  • Mensagens: 401
  • Sexo: Masculino
  • Tem deficiência: Sim
Re: Alzheimer
« Responder #53 em: 16/05/2017, 15:14 »
PORTUGUESES DESCOBREM QUE CÂMARA FOTOGRÁFICA PODE ATRASAR ALZHEIMER
15 MAI 2017 10:09 // NUNO NORONHA // NOTÍCIAS


Poderá uma SenseCam, câmara fotográfica automática portátil que capta imagens do dia-a-dia, ajudar a atrasar a manifestação clínica da Doença de Alzheimer (DA), a forma mais comum de demência?


Um estudo realizado por uma equipa de investigadores das Universidades de Coimbra (UC) e Leeds (Reino Unido), entre 2011 e 2016, intitulado "Estimulação da memória na Doença de Alzheimer em fase inicial. O papel da SenseCam no funcionamento cognitivo e no bem-estar", revela que sim e recomenda o uso deste método como complemento ao tratamento farmacológico da doença.


Ana Rita Silva, investigadora da FPCEUC
créditos: UC

Partindo de estudos anteriores onde é evidenciado que a visualização de imagens estimula as zonas do cérebro responsáveis pelas memórias autobiográficas (lobo temporal medial - hipocampo e áreas parahipocampais), das primeiras a deteriorarem-se na Doença de Alzheimer, os investigadores quiseram estudar a eficácia da utilização da SenseCam, como ferramenta de estimulação cognitiva, na fase inicial da doença.

Numa primeira fase do projeto, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e liderado por investigadores das Faculdades de Psicologia e de Ciências da Educação (FPCEUC) e Ciências e Tecnologia (FCTUC, Departamento de Engenharia Informática) da UC, a equipa realizou um estudo piloto com um grupo de 29 jovens e idosos saudáveis (15 jovens e 14 idosos) para explorar os efeitos da SenseCam em testes de cognição global e analisar em que medida este instrumento poderia ser útil para os pacientes com DA.

Identificadas as potencialidade do método no funcionamento cognitivo global, os investigadores avançaram então para o estudo principal com 51 idosos, na sua maioria mulheres, diagnosticados com Doença de Alzheimer em fase inicial, seguidos nos serviços de Psiquiatria (consulta de gerontopsiquiatria) e de Neurologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e também na Associação Alzheimer Portugal.

Os idosos, com idades compreendidas entre os 60 e 80 anos de idade, foram divididos em três grupos e sujeitos a estratégias de estimulação cognitiva diferentes durante seis semanas: um grupo foi intervencionado com o uso da SenseCam que captou imagens quotidianas vivenciadas pelos pacientes, outro com um treino convencional ativo (exercícios como memorização de listas de compras, associação faces-nomes, etc.) e o terceiro grupo registou o seu dia-a-dia num diário.

No final das seis semanas, os investigadores observaram que a intervenção baseada na SenseCam «foi mais eficaz no desempenho cognitivo comparativamente com o programa de treino cognitivo ativo e com o diário escrito», afirma Ana Rita Silva, investigadora principal do estudo, cujos resultados já foram aceites para publicação na revista internacional Current Alzheimer Research.

A investigação demonstrou, também, que este método de ajuda passiva, já que não implica esforço ou motivação por parte do paciente (basta colocar a câmara ao pescoço), "aumenta o bem-estar geral do paciente e diminui a sintomatologia depressiva que afeta cerca de 40% de doentes com Alzheimer na fase inicial. Ao fim de seis semanas de intervenção, o grupo que utilizou a SenseCam foi o que apresentou maior redução da sintomatologia depressiva", observa a investigadora da UC.

As conclusões deste estudo, do qual resultou a Tese de Doutoramento de Ana Rita Silva, "reforçam a importância do desenvolvimento de intervenções não farmacológicas para pacientes com DA em fase inicial" porque, defende a investigadora, "embora a primeira linha de atuação nesta doença, após o diagnóstico, seja o tratamento farmacológico, há um consenso crescente relativamente à urgência de complementar esta atuação com a implementação de intervenções não farmacológicas, de modo a reduzir o impacto da doença".


Fonte: http://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/artigos/portugueses-descobrem-que-maquina-fotografica-pode-atrasar-alzheimer?artigo-completo=sim

Offline Sininho

  • Administrador
  • *****
  • Mensagens: 6706
  • Sexo: Feminino
  • Tem deficiência: Não
Re: Alzheimer
« Responder #54 em: 10/08/2017, 11:22 »
Caminhadas e corridas podem prevenir Doença de Alzheimer, diz médico

Cardiologista Nabil Ghorayeb comenta estudo feito com idosos ativos e sedentários que mostrou que o risco da doença pode ser reduzido através da simples prática de atividade física

Caminhadas e corridas podem prevenir Doença de Alzheimer, diz médico Caminhadas e corridas podem prevenir Doença de Alzheimer, diz médico

Por Nabil Ghorayeb, São Paulo
09/08/2017 12h32  Atualizado há 18 horas


Caminhar ou correr mantém o cérebro ativo e saudável depois dos 60 anos.

É o que sugerem novos estudos científicos de alta credibilidade. Os idosos que andam ou trotam entre 6km e 9km por semana apresentaram mais massa cinzenta no cérebro do que aqueles que levam uma vida sedentária. O exercício físico regular ajuda a proteger contra a deterioração do tecido cerebral no hipocampo e em outras áreas críticas para a memória, podendo proteger contra o Alzheimer e outros tipos de demência. O conceito atual é de que maiores quantidades dessa massa cinzenta significam um menor risco de vir a sofrer de distúrbios de memória e de comportamento em geral.
Com o avançar da idade o cérebro encolhe muito, o que afeta quase todas as suas funções. Na doença de Alzheimer, as células nervosas morrem e são substituídas por pedaços de proteína chamada Beta–Amiloide (A?). Junto com outra proteína cerebral chamada TAU, elas se agrupam em depósitos anormais de fragmentos, as placas dessas proteínas entre as células nervosas, formando a Doença de Alzheimer, um tipo de demência (que é a perda da função cerebral).


Benefícios da prática de exercícios ocorrem em qualquer idade (Foto: Getty Images) Benefícios da prática de exercícios ocorrem em qualquer idade (Foto: Getty Images)

Benefícios da prática de exercícios ocorrem em qualquer idade (Foto: Getty Images)
Nos últimos anos, a identificação dos biomarcadores para essa doença permitiu comparar os níveis das proteínas patológicas naqueles que são e aqueles que não são fisicamente ativos. A atividade física aeróbica não só melhora a função comportamental, como também o fluxo sanguíneo cerebral, reduzindo os níveis do Beta-Amiloide e Tau, proteínas causadoras dessa terrível demência.
Assim torna-se obrigatório, por parte dos profissionais da saúde, incentivar o exercício físico, em todas as fases da vida, dadas as evidências crescentes de que o risco da Doença de Alzheimer pode ser diminuído através da prática da atividade física como o simples caminhar e mesmo a corrida. Sem dúvida esses benefícios em qualquer idade, são um verdadeiro imperativo da saúde pública.

Devemos intervir no estilo de vida - alimentação saudável, reduzir o estresse, ter sono adequado e aumentar atividade física - para prevenir a demência. Todas as pesquisas demonstram que o exercício é de resultado efetivo superior quando se trata de preservar a saúde mental: cognição, memória, etc.
+ Atividade física é o "remédio" para evitar doenças
A partir de relatos pessoais sobre exercícios físicos, pesquisadores dividiram os pacientes em dois grupos, os que relataram menos de 150 minutos por semana (baixo exercício) e aqueles que relataram 150 minutos ou mais por semana (alto exercício). O grupo de baixo exercício apresentou mais sintomas depressivos, conforme medido pela Escala de Depressão Geriátrica. No grupo de baixo exercício, o nível médio de Beta-Amiloide cerebral foi maior do que nos que estavam no grupo de alto exercício. Essa quantificação foi pela tomografia computadorizada cerebral.
Nos últimos anos, também foram identificados biomarcadores para a Doença de Alzheimer, o que permitiu comparar os níveis Beta -amiloide (A?) e Tau - ambas as características da Doença de Alzheimer - naquelas pessoas que são e das que não são fisicamente ativas.

Fonte: Conferência Internacional de Associação de Alzheimer (AAIC) 2017.




Fonte: http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/caminhadas-e-corridas-podem-prevenir-doenca-de-alzheimer-diz-medico.ghtml
Queira o bem, plante o bem e o resto vem...


Share me

Digg  Facebook  SlashDot  Delicious  Technorati  Twitter  Google  Yahoo
Smf

 



Anuncie Connosco Anuncie Connosco Stannah Mobilidade S.A Anuncie Connosco Anuncie Connosco


  •   Política de Privacidade   •   Regras   •   Fale Connosco   •  
       
Voltar ao topo