Projecto apoia idosos carenciados com mobilidade reduzida que precisam de obras em casa. Dos 50 mil euros disponibilizados para a primeira fase do projecto não se gastou nem metade.
O grupo Mota-Engil já concluiu todas as intervenções previstas na 1.ª fase do projecto Porto Amigo, desenvolvido em parceria com a Câmara do Porto, através da Fundação Porto Social, e em Outubro espera ter já seleccionadas as próximas casas de idosos carenciados que irão beneficiar de pequenas intervenções. Para já, estão prontas obras em cinco habitações, "mais três intervenções de pequena monta", explica Rui Pedroto, do grupo construtor. Dos 50 mil euros disponibilizados pela empresa não se gastou nem metade.
Rui Pedroto, responsável pela área da sustentabilidade da Mota-Engil faz um balanço positivo da primeira fase do projecto-piloto, resultado de um protocolo assinado com a Fundação Porto Social, em Março de 2009. Mas, dos dados divulgados, fica a ideia de que o primeiro conjunto de intervenções poderia ter ido mais além.
O projecto foi apresentado, simbolicamente, na casa de Felismina Oliveira, e, na altura, as reparações no telhado e no interior foram orçadas em cerca de 20 mil euros - quase metade do valor disponível. Contudo, de acordo com os dados agora revelados pela Mota-Engil, verifica-se que a obra na casa da D. Felismina não foi além dos 2370 euros. "Já concluímos praticamente todas as intervenções que tínhamos previstas e não chegámos a esgotar o orçamento", assume Rui Pedroto.
Das cinco intervenções maiores abrangidas pelo projecto, a mais cara decorre numa habitação da Travessa da Maceda. Aí, "a construção de instalação sanitária com base de chuveiro, a reparação geral do telhado e pequenas intervenções motivadas por infiltrações de água" ficaram por cerca de 9388 euros. Uma obra similar, mas na Rua João Grave, não foi além dos 5003 euros.
As restantes intervenções identificadas pela Mota-Engil também passaram pelo melhoramento das condições dos quartos de banho dos moradores. Na Rua 5 de Outubro, foram necessários mais de 4150 euros para "colocação de um lavatório e termoacumulador na instalação sanitária", bem como para a "reparação geral do telhado e pequenas reparações no interior da habitação devido a infiltrações de água". A última obra do Porto Amigo, na Rua João de Deus, consistiu na substituição da banheira por uma base de chuveiro, na colocação de rampas na casa de um idoso com mobilidade reduzida. Tudo não foi além dos 1335 euros.
O Porto Amigo destina-se a portuenses carenciados, com mais de 65 anos, que vivam sozinhos ou como cônjuge e que tenham mobilidade reduzida. À primeira fase apresentaram-se 56 candidaturas, mas a Fundação Porto Social seleccionou apenas 16, das quais cinco receberam as obras da Mota-Engil. A abertura de uma segunda fase neste ano sempre esteve prevista, mas a data foi já antecipada.
Fonte: Público