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Autor Tópico: Dia Internacional das Pessoas com Deficiência  (Lida 643 vezes)

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Online migel

 


Evento sobre acessibilidades no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

Para assinalar o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, a Associação Salvador, em parceria com a Câmara Municipal de Faro, vai organizar o Evento das Acessibilidades Algarve, com o objetivo de estimular a cooperação e o compromisso coletivo pela acessibilidade universal.

O encontro decorrerá no próximo dia 3 de dezembro de 2025, na Universidade do Algarve, Auditório 1.5 do Complexo Pedagógico, no Campus da Penha, entre as 14:30 e as 17:30 horas.


O projeto estará integrado no “Acessibilidades 2.0”, iniciativa que se dirige a pessoas com e sem deficiência, associações, técnicos, estudantes, autarcas e entidades públicas e privadas.

Ao longo da tarde, os participantes terão oportunidade de assistir a painéis de debate com especialistas e testemunhos inspiradores sobre os desafios e soluções para uma sociedade mais inclusiva.

O programa é o seguinte: 14h30 – Check-in e receção dos participantes; 14h45 – Aberturas institucionais; 15h15 – Apresentação do Projeto Acessibilidades 2.0; 15h30 – Painel “Será que vamos ter de falar de Acessibilidade até 2050?”; 16h15 – Painel “Será a acessibilidade universal?”; 17h00 – Notas finais; 17h15 – Atuação final e encerramento.

Refira-se ainda que o evento pretende dar voz a diferentes perspetivas e experiências na área da acessibilidade, apresentando boas práticas, testemunhos reais e estratégias para melhorar a inclusão em espaços públicos, privados e digitais.

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia através do formulário disponível aqui.  https://associacaosalvador.my.salesforce-sites.com/Evento?idForm=a0eW500000LZUvC   




Fonte: https://regiao-sul.pt/sociedade/evento-sobre-acessibilidades-no-dia-internacional-das-pessoas-com-deficiencia/740551
 
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Online migel

Re: Dia Internacional das Pessoas com Deficiência
« Responder #1 em: 19/11/2025, 21:01 »
 



Foto de INR
« Última modificação: 19/11/2025, 21:07 por migel »
 

Online migel

Re: Dia Internacional das Pessoas com Deficiência
« Responder #2 em: 23/11/2025, 12:47 »
 
Evento das Acessibilidades Algarve


Atualizado : 21/11/2025


A Associação Salvador, em parceria com a Câmara Municipal de Faro, organiza o “Evento das Acessibilidades Algarve”, que se realizará no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, a 3 de dezembro entre as 14h30 e as 17h30, na Universidade do Algarve, em Faro.

Este encontro integra o projeto “Acessibilidades 2.0” e pretende ser um momento de reflexão, partilha e ação em torno da acessibilidade e da inclusão, reunindo pessoas com deficiência, associações, técnicos, autarcas, estudantes e diversas entidades da região e do país.

A iniciativa será um espaço de debate, partilha de boas práticas, inspiração e diálogo construtivo, com o objetivo de promover uma sociedade mais acessível e inclusiva.

A operação «Acessibilidades 2.0» é apoiada pelo Algarve2030, Portugal 2030 e pela União Europeia – Os Fundos Europeus Mais Próximos de Si.

Este evento decorre no âmbito das Celebrações do 3 de dezembro, Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.

Inscreva-se gratuitamente AQUI.

 
Programa:

14h30 | Check-in e receção dos participantes

14h45 | Aberturas institucionais

15h15 | Apresentação do Projeto Acessibilidades 2.0

15h30 | Painel “Será que vamos ter de falar de Acessibilidade até 2050?”

16h15 | Painel “Será a acessibilidade universal?”

17h00 | Notas finais

17h15 | Atuação final e encerramentoA Associação Salvador, em parceria com a Câmara Municipal de Faro, organiza o “Evento das Acessibilidades Algarve”, que se realizará no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, a 3 de dezembro entre as 14h30 e as 17h30, na Universidade do Algarve, em Faro.




Fonte: INR
 

Online migel

Re: Dia Internacional das Pessoas com Deficiência
« Responder #3 em: 25/11/2025, 14:17 »
 
Universidade do Minho acolhe atividades para celebrar Dia Internacional das Pessoas com deficiência

Segunda-feira, 24 Nov 2025 às 17:35
Redação


No âmbito do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, a Câmara de Braga e os Serviços de Ação Social da Universidade do Minho (SASUM) promovem, no dia 02 de dezembro, uma iniciativa que visa reunir instituições de apoio à pessoa com deficiência, os seus parceiros sociais e toda a comunidade educativa da Universidade do Minho.

“Este encontro pretende fortalecer a colaboração, partilhar boas práticas e reafirmar o compromisso com a inclusão, acessibilidade e participação plena de todas as pessoas no Desporto. Juntos pretendemos construir um futuro mais justo, diverso e acessível”, refere a autarquia.

A atividade será realizada na Nave 1 da Universidade do Minho (10h00 – 12h30) e contará com a dinamização das seguintes modalidades: Boccia, Floor Curling, Escalada Adaptada, Basquetebol em cadeira de rodas, Polybat e SNAGgolfe.

Participarão nesta atividades as seguintes instituições de apoio à pessoa com deficiência: Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM); Associação De Paralisia Cerebral de Braga (APCB); Associação para a Inclusão e Apoio ao Autista (AIA); Centro Novais e Sousa (CNS e Sousa); Cooperativa de Educação e Reabilitação para Cidadãos mais Incluídos (CERCI); Associação Pais em Rede e Associação Portuguesa de Deficientes (APD Braga).


Fonte: https://oamarense.pt/universidade-do-minho-acolhe-atividades-para-celebrar-dia-internacional-das-pessoas-com-deficiencia/#google_vignette
 

Online andarilho

Re: Dia Internacional das Pessoas com Deficiência
« Responder #4 em: 09/12/2025, 09:59 »
 

O Município de Braga, em articulação com os Serviços de Ação Social da Universidade do Minho, promoveu na passada terça-feira, dia 2 de dezembro, a atividade “Inclui-te no Jogo”, iniciativa integrada nas comemorações do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.

O evento reuniu mais de 130 utentes do Centro Municipal de Desporto Adaptado (CMDA), proporcionando um dia dedicado ao Desporto Inclusivo. A Universidade do Minho acolheu demonstrações de várias modalidades adaptadas, entre as quais Boccia, Floor Curling, Escalada Adaptada, Basquetebol em Cadeira de Rodas, Polybat, SNAGGolfe, bem como um circuito para pessoas cegas e amblíopes.

As atividades foram dinamizadas pelo Município de Braga, em colaboração com os professores parceiros do CMDA.

A iniciativa contou com a participação das seguintes instituições de apoio à pessoa com deficiência, integrantes do CMDA: Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM), Associação De Paralisia Cerebral de Braga (APCB), Associação para a Inclusão e Apoio ao Autista (AIA), Centro Novais e Sousa (CNS e Sousa), Cooperativa de Educação e Reabilitação para Cidadãos mais Incluídos (CERCI), Associação Pais em Rede, Associação Portuguesa de Deficientes (APD Braga).

Num ambiente marcado pela alegria e forte participação, o Município de Braga renova o seu compromisso de apoiar e continuar a ser um motor de dinamização do Desporto Inclusivo no Concelho.


Fonte: https://www.cm-braga.pt/pt/0201/home/noticias/item/item-1-21596
 

Online andarilho

Re: Dia Internacional das Pessoas com Deficiência
« Responder #5 em: 09/12/2025, 10:18 »
 
DIA INTERNACIONAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA CELEBRADO NA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE LISBOA
 
 
 
Nesta quarta-feira, 3 de dezembro, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) assinalou o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência com a conferência “Mais que atletas: Eficiência e talento”, realizada na Sala de Extrações. O encontro reuniu atletas paralímpicos, num momento de reflexão e inspiração sobre inclusão, superação e cidadania.
03/12/2025



A sessão foi abertura esteve a cargo de Luís Rego, administrador da Santa Casa, que agradeceu a presença de todos e destacou que, pelo terceiro ano consecutivo, a instituição celebra esta data com um conjunto de iniciativas que refletem o seu compromisso com a integração e valorização das pessoas com deficiência. No seu discurso, o responsável sublinhou a importância da dignidade e da autonomia: “Para nós, o que verdadeiramente importa não são as dificuldades que enfrentamos, mas sim aquilo que conseguimos fazer para as ultrapassar. Só assim valorizamos cada pessoa no seu exercício de cidadania. Este dia é, antes de tudo, um momento para sublinhar a importância da promoção dos direitos e do bem-estar das pessoas com deficiência, garantindo a sua participação plena nos diversos domínios da vida social, cultural, económica e política.”

Luis Rego não esqueceu o papel histórico da SCML: “Com 527 anos de história, esta Casa tem sido pioneira na integração e valorização das pessoas mais vulneráveis. É um legado que nos orgulha e que nos responsabiliza.” E finalizou com um reconhecimento interno, fazendo questão de agradecer às equipas da SCML envolvidas na iniciativa, destacando o “empenho coletivo que torna possível a concretização de projetos” que dão voz e visibilidade às pessoas com deficiência.

Por sua vez, António Santinha, Diretor da Direção de Infância, Juventude e Família da SCML, apresentou os atletas convidados da conferência, não sem antes recordar o percurso de Portugal nos Jogos Paralímpicos, iniciados em 1960, com a primeira participação nacional em 1972. Desde então, os atletas portugueses conquistaram 92 medalhas, das quais 25 de ouro, testemunho da força e talento que marcam o desporto adaptado.


Administrador da SCML, Luis Rego


António Santinha, da SCML


Continue a lêr   https://scml.pt/media/noticias/dia-internacional-da-pessoa-com-deficiencia-celebrado-na-santa-casa-da-misericordia-de-lisboa/
 

Online andarilho

Re: Dia Internacional das Pessoas com Deficiência
« Responder #6 em: 09/12/2025, 10:35 »
 
Pessoa com deficiência: «O nosso objetivo é sempre o de potenciar, olharmos para a capacidade e não para a incapacidade»

7 Dezembro, 2025 9:31
No culminar da semana em que se assinalou o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência é convidada da Renascença e da Agência Ecclesia, Elisabete Dias, educadora social do Centro João Paulo II, e que faz parte do “Grupo da Diferença”, que congrega instituições fatimenses e ourienses dedicadas às pessoas com deficiência

Entrevista conduzida por Henrique Cunha (Renascença) e Octávio Carmo (Ecclesia)

 

Muitas vezes pensamos nas instituições como ilhas. Em Fátima e Ourém, existe o «Grupo da Diferença», que não é uma entidade jurídica, é uma rede de parceria informal que junta o CRIF, o Centro João Paulo II, a Casa do Bom Samaritano, o CRIO e a Escola de Educação Especial Os Moinhos. Qual é a vantagem prática desta união? É a partilha de recursos?

Não, a base do “Grupo da Diferença” não é, de todo, a partilha de recursos. São cinco instituições parceiras que se uniram em prol de um objetivo comum: desmistificar a ideia da pessoa com deficiência e promover sempre a maior inclusão na comunidade. Esse é o objetivo primordial do grupo.

 

Um dos objetivos desse grupo é dar visibilidade às pessoas com deficiência na comunidade. Sentem que essa visibilidade ajuda a combater a discriminação que ainda existe?

Claro que sim. Quanto mais a deficiência for vista e estiver acessível a todas as pessoas, mais estaremos a ir no caminho para a não discriminação e para a verdadeira inclusão. Acreditamos que há ainda um longo caminho a percorrer, mas também acreditamos que, nestes 20 anos que já temos desta parceria, muito trabalho já tem sido feito.

 

Ainda há muita mistificação do que é uma pessoa com deficiência na sociedade portuguesa?

Sim, sim.

 

Como é que isso se sente no dia a dia?

É natural. Nós somos cinco instituições muito distintas – umas trabalham mais com a incapacidade motora, outras mais com a incapacidade cognitiva – e, portanto, até essa visualização por parte das pessoas é feita de forma diferenciada. Mas as pessoas com dificuldades são sempre vistas como inferiores, como mais limitadas. O nosso objetivo é sempre o de potenciar, olharmos para a capacidade e não para a incapacidade.

 

O Governo reconheceu recentemente que a inclusão tem falhas e um estudo apresentado na Assembleia da República indica que 91% dos portugueses consideram que as pessoas com deficiência são frequentemente discriminadas. Este número surpreende-a ou é um espelho daquilo que vê todos os dias?

De facto, é uma percentagem muito elevada. Surpreende-me um bocadinho estarmos na casa dos 90%, mas a verdade que há um longo caminho a percorrer e que há muita discriminação. Em coisas simples: às vezes até com a acessibilidade a um serviço público, com a possibilidade de frequência no ensino regular…

Poderíamos enumerar imensas coisas. É uma realidade que nós, instituições, também reconhecemos como difícil. É difícil a inclusão, é difícil olharmos para a pessoa com deficiência como uma pessoa igual, ter igualdade de oportunidade; isso ainda não acontece.

 

Certamente que entre esses 91% haverá alguns que estão a fazer uma autocrítica, ou seja, também discriminam. É mesmo uma questão de mentalidade, de dificuldade em conviver com a diferença?

De mentalidade, eu acho que sim, a base está aí. Se nós conseguíssemos olhar para o outro como um ser diferente, mas com igual oportunidade e igual capacidade, faria toda a diferença.

 

Alguém que está tão envolvido como a Elisabete no dia a dia, neste trabalho, que diz a quem nos está a ouvir para que possa fazer gestos pequenos ou maiores e esta situação seja superada?

Eu acho que a questão da empatia é fundamental. Se nós conseguirmos colocar-nos no lugar do outro e calçar os sapatos do outro, faz toda a diferença. Se eu conseguir ver e sentir a dificuldade no outro, vou ter mais capacidade para compreender. O apoio das instituições acaba muito por ser um apoio às famílias, de incentivo…

 

Sabemos muitas vezes que o peso recai sobre as famílias, que acabam por ficar isoladas. De que forma é que sente esse isolamento dos cuidadores no dia a dia e qual é a primeira resposta que as instituições tentam proporcionar?

Nós, no “Grupo da Diferença”, somos cinco instituições com realidades muito diferenciadas. Quer o Centro João Paulo II, quer a Casa do Bom Samaritano, são lares residenciais, ou seja, dão uma resposta efetiva: os utentes ficam aos cuidados destes lares e depois fazem o seu percurso na escola e, eventualmente, a inserção profissional, sempre com a retaguarda das instituições.

Depois, por outro lado, temos o CRIF e o CRIO, que são centros de reabilitação, ou seja, dão apoio durante o dia, de segunda a sexta-feira. Libertam as famílias para poderem ter também as suas atividades profissionais, terem a sua vida pessoal, que é extremamente importante. E depois a escola de educação especial ‘Os Moinhos’, que é muito específica, que atende crianças em idade escolar, até aos 18 anos, com graves limitações físicas, motoras e cognitivas. As instituições acabam por dar uma resposta efetiva, que é a de cuidar dos seus, da melhor forma que conseguem.

 

Nós sabemos também que há casos onde essa retaguarda familiar ou não existe ou não consegue dar resposta. Olhando para o conjunto da sociedade, o Estado está preparado para acolher esses casos?

Eu trabalho nesta área há 20 anos e a evolução tem sido bastante significativa, vai havendo cada vez mais respostas. Agora, se são as suficientes? Isso não lhe consigo dizer, mas eu não acredito que o país esteja preparado.

O que é que está a acontecer, pensando por exemplo nos centros de reabilitação que dão resposta diurna? Os pais vão envelhecendo, as famílias estão a ficar sem capacidade para dar resposta e existem listas de espera enormes.

Efetivamente, estas instituições vão criando os seus lares residenciais, mas não estão, com certeza, a dar resposta a todos os pedidos e às listas de espera enormes que as instituições individualmente têm – pelo menos, estou a falar destas nossas, do nosso concelho.

 

A nota positiva do estudo que citámos é que há um amplo apoio da população à promoção da inclusão. Falta vontade política para a promoção das melhores práticas?

Eu não sei o que é que falta. Acredito que não é fácil. Nós, trabalhando nesta área, sabemos que não é fácil apontarmos o dedo e dizer que a culpa é deste setor, ou daquele, ou é de uma questão política. Na realidade, nós estamos a falar de pessoas com graves limitações, muitas vezes. Por mais que se tenha boa vontade, por exemplo, numa inclusão profissional, as questões não são tão lineares como isso, porque estamos a falar, às vezes, de uma grande falta de autonomia.

Muitas vezes, pensar numa inclusão profissional implica que essa pessoa tenha de estar acompanhada, porque não consegue executar determinadas tarefas. Portanto, eu acho que todos nós, individualmente, podemos acolher sempre a pessoa com deficiência. Eu reforço esta questão da empatia, olharmos o que é que podemos fazer, e se todos fizermos bocadinho, será também mais simples.

 

Falou que tem notado diferenças nestas duas décadas de trabalho. A questão das barreiras arquitetónicas é algo que exige a atenção de todos e que todos podem ajudar a promover?

Claro. E todos podemos ajudar a identificar. Nós só pensamos nisso quando precisamos, a realidade é essa. Se eu tenho um bebé e vou com um carrinho, tenho dificuldade e penso nisso; caso contrário, não penso na outra pessoa que só consegue movimentar-se com uma cadeira de rodas naquele edifício. Eu acho que se nós estivermos atentos, é uma questão de civismo também. Por exemplo, nos hipermercados, no estacionamento reservado a pessoas com deficiência: quantas pessoas estão ali a barrar a oportunidade de uma pessoa poder usufruir do seu direito?

 

Estamos a caminhar para um grande evento no dia 13 de dezembro: o Santuário de Fátima vai acolher o Jubileu das Pessoas com Deficiência e os seus cuidadores. O tema é ‘Refletir a Esperança’. O documento preparatório diz que este dia não é apenas para a pessoa com deficiência, mas construído com ela. Como é que olha para esta intenção de dar protagonismo aos utentes?

Eu acho maravilhoso, acho que a ideia do Jubileu foi extraordinária, porque incorpora aqui não só a pessoa com deficiência, mas os seus cuidadores, os profissionais, as famílias. Há aqui um espaço enorme de partilha, de um momento que eu acredito que vai enriquecer. É um momento de união e de sentirmos que não estamos sozinhos. Nós, às vezes, na instituição temos as nossas dificuldades, mas acredito que muitas famílias pelo país fora têm dificuldades muito próprias. Acredito que vai haver uma grande adesão…

Vai ser essencialmente isso, um momento de união e de partilha de coisas boas e de coisa menos boas.

 

O evento tem dois programas simultâneos, um deles mais sensorial, focado nas pessoas com deficiência intelectual ou psíquica, e esse cuidado estende-se à logística, com almoço gratuito e possibilidade de alojamento. Este é um sinal importante para muitas famílias que tantas vezes têm medo de sair de casa por causa destas dificuldades?

Sim, eu acho que o Santuário, nesse aspeto, teve um cuidado extraordinário. De facto, permitiu e deu espaço para que ninguém ficasse excluído, para que quem quisesse efetivamente participar neste encontro o pudesse fazer. Proporcionou todas as condições em termos de alojamento, de refeição, de programa alternativo. Ou seja, a família pode perfeitamente participar no programa geral e ter a garantia de que as crianças ou os adultos têm o seu acompanhamento no programa extraordinário, que estão acompanhados e que podem usufruir e estar livres. O Santuário está a ser “colo” para as instituições, mas está a ser, sobretudo, “colo” para todas as famílias.



Fonte: https://agencia.ecclesia.pt/portal/pessoa-com-deficiencia-o-nosso-objetivo-e-sempre-o-de-potenciar-olharmos-para-a-capacidade-e-nao-para-a-incapacidade/
 

 



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