Instituições como a Santa Casa da Misericórdia “trabalham diretamente com a pobreza, o desemprego, os idosos, a demência e a deficiência”. Por isso, só podem ser considerados “exemplos” para o país. Ontem, Paulo Portas esteve no Lar Rainha Santa Isabel, em Pombal, a mostrar a “fidelidade” do CDS para com as instituições sociais. Pelo caminho, defendeu a extinção dos governos civis e a redução dos subsídios a empresas públicas.
“Não acho bem que se reduza a despesa na área social, onde ela é importante. Mas acho bem que seja reduzida despesa inútil ou mal gerida, como governos civil ou empresas públicas”, defendeu.
O líder do CDS considera que, “se não existissem paróquias, IPSS’s e Misericórdias em Portugal, as pessoas veriam o que é verdadeiramente o problema da pobreza”. E lembrou que o partido está contra o IVA social – “que conduzirá à paralisação das obras sociais” – e o código contributivo, que implica aumentos “enormes e injustos”.
Paulo Portas critica a “maneira cega” como o orçamento de estado trata as questões sociais. “É preciso fazer a escolha: protegemos aqueles que fazem avançar o país ou as empresas públicas mal geridas?”, questionou, lamentando o congelamento das pensões de idosos e os cortes no abono de família e nos apoios às instituições sociais.
Fonte: Diário as Beiras