Liftech

Rehapoint
Autopedico

Invacare
TotalMobility

Anuncie Aqui

Autor Tópico: Mais de 96% dos lares em Portugal estão lotados: idosos esperam até três anos por vaga  (Lida 894 vezes)

0 Membros e 73 Visitantes estão a ver este tópico.

Online Nandito

 
Mais de 96% dos lares em Portugal estão lotados: idosos esperam até três anos por vaga

Por Revista de Imprensa 09:50, 18 Jul 2025



A esmagadora maioria dos 2622 lares existentes em Portugal está lotada, com apenas cerca de 100 a reportarem vagas no passado mês de junho — menos de 4% do total, segundo dados do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. A situação está a tornar-se insustentável, com listas de espera que, em alguns casos, ultrapassam os três anos, e com instituições a suspender admissões por não conseguirem garantir cuidados mínimos, devido à escassez de profissionais.

“Muitos lares já nem sequer abrem alas por falta de pessoal”, denuncia Marina Lopes, presidente da plataforma Lares Online, especializada no apoio à procura de estruturas residenciais, ao semanário Expresso. O maior défice incide sobre os auxiliares de serviços gerais, que asseguram funções cruciais como higiene, alimentação e acompanhamento diário. Apesar do aumento recente da comparticipação pública para 667 euros por utente, o valor médio de uma cama ronda os 1629 euros mensais — mais do dobro da ajuda estatal — o que limita a margem das instituições para atrair e reter trabalhadores.

A fuga de profissionais para o Serviço Nacional de Saúde, onde os salários são mais competitivos, agravou a situação. “Há uma sangria de trabalhadores das IPSS para hospitais e centros de saúde”, reconhece Henrique Rodrigues, da CNIS. Um auxiliar ganha, em média, menos de mil euros brutos, mesmo após 20 anos de serviço. Como resposta, muitas instituições têm recorrido a mão de obra estrangeira, sobretudo do Brasil. “Na Grande Lisboa, a maioria dos auxiliares são imigrantes”, confirma Pedro Costa, presidente do Instituto Português de Proteção à Pessoa Idosa.

A situação estende-se também aos enfermeiros, cuja escassez obrigou, por exemplo, ao encerramento de alas de cuidados continuados em Odemira, segundo Manuel de Lemos, da União das Misericórdias Portuguesas. “Menos de 10% dos lares têm enfermagem permanente, o que é muito preocupante”, alerta Marina Lopes. A ausência de vigilância clínica compromete a resposta a utentes com múltiplas comorbilidades ou elevado grau de dependência — precisamente o perfil da maioria dos residentes.

O acesso a uma vaga comparticipada continua a ser um desafio para os mais desfavorecidos. Além da localização e da tipologia da instituição, a seleção depende frequentemente da capacidade financeira dos candidatos. “Há uma gestão discricionária das camas”, denuncia Marina Lopes, apontando que as IPSS tendem a equilibrar os orçamentos dando prioridade a utentes com reformas compatíveis com os custos exigidos. Henrique Rodrigues admite que, “sem uma comparticipação pública que cubra os mais vulneráveis, estes são sempre os primeiros a ficar de fora”.

Face à falta de resposta institucional, muitos idosos acabam por permanecer em casa sem cuidados adequados, enquanto outros são encaminhados para estruturas ilegais. “É a falta de respostas que alimenta o surgimento de lares clandestinos, onde há risco real de negligência ou até mortes sem assistência”, alerta Pedro Costa. O Ministério garante estar a desenvolver uma plataforma digital de gestão de vagas, mas a crise no setor exige soluções mais profundas e urgentes para evitar o colapso do sistema de apoio à terceira idade em Portugal.







Fonte: executivedigest.sapo.pt                           Link: https://executivedigest.sapo.pt/noticias/mais-de-96-dos-lares-em-portugal-estao-lotados-idosos-esperam-ate-tres-anos-por-vaga/?utm_source=SAPO_HP&utm_medium=web&utm_campaign=destaques
"A justiça é o freio da humanidade."
 
Os seguintes membros Gostam desta publicação: casconha

 



Anuncie Connosco Anuncie Connosco Anuncie Connosco Anuncie Connosco Anuncie Connosco


  •   Política de Privacidade   •   Regras   •   Fale Connosco   •  
     
Voltar ao topo