Por experiência devo dizer, também para salvaguarda de uma profissão nobre que é o serviço social, que existe nas câmaras municipais, IPSS, Misericórdias... um grave problema que é transversal a quase a totalidade delas, que é uma clara discordância entre aquilo que é a perspectiva dos técnicos face aos decisores.
Os primeiros têm uma visão pragmática, tantas vezes muito teórica sobre as questões sociais, e moldada numa perspectiva pessoal – querem integrar, fazer, modificar, e esquecem o lado económico. Já os decisores, os políticos... os dirigentes... os que dão o último aval... vêem, na maior parte das vezes, apenas a questão económica, sem sensibilidade para a correcta execução da política social, da intervensão social adequada e dos seus resultados práticos... e no fim, é o sábio ditado popular (porque a hierarquia muitas vezes assim o obriga...) "quem pode manda... quem deve obedece".