Deficientes motores circulam com dificuldade em Ponta Delgada
Paraplégico considera que há seis ou sete anos atrás era mais fácil para um deficiente motor circular e estacionar em Ponta Delgada.
"Após a introdução dos minibus e a construção do parque subterrâneo na avenida marginal, tornou-se muito mais difícil para um deficiente em cadeira de rodas ou visual estacionar ou circular em Ponta Delgada".
Quem o diz é José Maria Botelho, de 53 anos de idade, residente na Ribeira Grande, que ficou paraplégico e confinado a uma cadeira de rodas quando, em 1988, foi vítima de um acidente de viação.
Entretanto, possui um carro adaptado à sua situação e faz uma vida minimamente normal, não necessitando, na maioria do tempo, de ajuda para se deslocar.
"Há 6 ou 7 anos atrás circulavamuito melhor em Ponta Delgada do que atualmente. Sempre tive lugar para estacionar em qualquer parte, porque existia sinalização vertical a indicar que em determinado local só podiam estacionar viaturas destinadas ao transporte de deficientes", conta, acrescentando que há ruas em Ponta Delgada que, antes das construções do parque substerrâneo e da "chegada" dos minibus, tinham espaços destinados ao estacionamento de veículos de transporte de deficientes e depois deixaram de os ter.
José Maria Botelho dá como exemplo a rua Dr. José Bruno Tavares Carreiro, onde, afirma, "existiam dois lugares para deficientes e agora não existem". Existem isso sim, ao longo da rua, seis sinalizações verticais, indicativas de lugares de estacionamento reservados a táxis; a uma direção regional , a uma clínica e cargas e descargas; ao rent a car Ilha Verde e, acima, à Inspeção Regional do Trabalho, Câmara Municipal e viaturas oficiais.
No entanto, não há um local reservado aos veículos de transporte de deficiente o que, indica José Botelho, cria muitas dificuldades para chegar, por exemplo, à Agência para a Qualificação e Emprego de Ponta Delgada, local que diz frequentar muito por se encontrar desempregado.
Fonte:Açoriano Oriental