Denúncia: falta de acessibilidade e descaso em Salvador Alfredo Dorea, que mora na capital baiana, denuncia os lugares inacessíveis para crianças com deficiência aos quais tentou levar a sobrinha de 9 anos
Comentário SACI: a rede Saci enviou esse relato ao Shopping Barra e espera sua resposta, abrindo um espaço em seu site para tal
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Alfredo Dorea
Minha sobrinha tem deficiência física congênita que a impedia de caminhar. Hoje tem 9 anos e caminha graças a duas cirurgias e ao uso de próteses em cada uma das pernas.
No último domingo (30.01.2011) fomos, ela e eu, ao Shopping Barra (Salvador BA) e embora desejasse, a criança com deficiência foi impedida de usar a escorregadeira instalada na área central do piso 1, sob a alegação de que só se pode entrar ali sem calçados. Ora, a prótese de minha sobrinha são suas pernas e não oferecem qualquer risco ao equipamento ou aos demais usuários.
Para minimizar a frustração da criança, fui à briquedoteca (creio que se chama Pirimpimpim), sempre no andar térreo e nova negativa, desta vez da própria gerente, que me afirmou que o equipamento não é acessível a pessoas com deficiência.
Saí do Shopping indignado e fui à única praça equipada para pessoas com deficiência em Salvador, aquela em Ondina, em frente ao IBR. As quadras estavam todas ocupadas por jovens sem qualquer deficiência. Novamente minha sobrinha não pode brincar como desejava.
Desiludido fui à praça Wilson Lins (antigo clube português) e ali, num pula-pula popular (R,00 cada 20 minutos), finalmente minha sobrinha pode brincar como gostaria, sem danificar equipamentos ou pessoas. Fica o meu repúdio aos gestores dos equipamentos infantis do shopping Barra, que excluem crianças com deficiência.
Estou disposto a fazer a denuncia no ar ou ir, com qualquer órgão de imprensa ou de fiscalização, aos locais onde a criança com deficiência foi excluida e discriminada
Fonte: Rede Saci