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..:: Deficiente-Forum - Inclusão Social ::.. Responsável Ana-S => Acessibilidades & Mobilidade => Tópico iniciado por: pantanal em 06/10/2017, 14:47

Título: Dois moradores deslocam-se em cadeiras de rodas e não conseguem aceder à rua.
Enviado por: pantanal em 06/10/2017, 14:47
Moradores protestam por elevadores avariados

Dois moradores deslocam-se em cadeiras de rodas e não conseguem aceder à rua.

Por António Miguel e Cláudia Machado

|05.10.17

(http://cdn.cmjornal.pt/images/2017-10/img_757x498$2017_10_05_00_52_39_673927_im_636427615888659542.png)
 Paulo Monteiro, de 33 anos, e Maria do Carmo Francisco, de 57, vivem no 1º andar e deslocam-se em cadeira de rodas Duarte Roriz 107 0Maria do Carmo Francisco, de 57 anos, desloca-se em carreira de rodas e fica muitas vezes impedida de sair de casa porque o elevador do prédio onde mora, num 1º andar, na Travessa da Quintinha, Monte de Caparica (Almada), está constantemente avariado. O edifício é propriedade da Casa Pia de Lisboa. "Chegámos a não ter elevador durante três anos. Três anos sem poder sair de casa", recorda ao CM a moradora. Maria do Carmo vive no prédio em causa há 21 anos e garante que os elevadores sempre apresentaram problemas técnicos. "Nunca funcionaram bem. Sempre que os vinham arranjar, avariavam passado uns dias. Da última vez, o técnico disse que o problema era elétrico. O quadro elétrico vai muitas vezes abaixo e a patilha do disjuntor está partida porque as pessoas o estão sempre a ligar para poderem usar os elevadores. É um perigo", alertou. Assim como Maria do Carmo, também o seu vizinho, Paulo Monteiro, de 33 anos, se desloca em cadeira de rodas. O morador sofre de paralisia cerebral e vive com os pais. "Às vezes quero sair de casa e ir ter com os meus amigos e não posso fazê-lo. Gostava que as coisas fossem diferentes", lamenta Paulo Monteiro. O Correio da Manhã questionou a Casa Pia de Lisboa sobre o que está a ser feito para corrigir as avarias dos elevadores e esta garantiu que "irá utilizar todos os meios ao seu alcance no sentido de resolver esta situação com a máxima urgência". A instituição frisou ainda que está "a aguardar uma resposta do fornecedor de energia elétrica para que resolva com eficácia a anomalia" que impede os aparelhos de funcionarem.



Fonte: CM