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Autor Tópico: Edifícios públicos com nota negativa nas acessibilidades  (Lida 2137 vezes)

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Offline Fisgas

 
Edifícios públicos com nota negativa nas acessibilidades

A maioria dos edifícios públicos analisados anonimamente pela associação Deco chumbou na avaliação das acessibilidades a pessoas com deficiência motora ou mobilidade reduzida, tendo a associação chegado à conclusão que existem verdadeiros "muros intransponíveis" nesta matéria.

 

Edifícios públicos pouco acessíveis

 A investigação da Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores, que vai ser divulgada na revista "Proteste" do mês de Fevereiro, passou por 33 edifícios públicos em cinco cidades de norte a sul do país, entre Braga, Coimbra, Lisboa, Porto e Setúbal.

Dos edifícios investigados, 18 são das Finanças, dez da Segurança Social e cinco são Lojas do Cidadão e o objectivo em todos eles foi verificar a acessibilidade a pessoas com mobilidade reduzida, tendo por base a lei portuguesa e o Conceito Europeu de Acessibilidade.

"As conclusões do nosso estudo são esclarecedoras: 23 dos 33 edifícios que visitámos chumbaram na nossa avaliação", revela a Deco, acrescentando que Portugal está "muito longe de uma sociedade sem obstáculos físicos, culturais e comportamentais".

No edifício das Finanças em Braga, por exemplo, "a porta da entrada bloqueia o acesso à rampa"; na Segurança Social das Olaias, em Lisboa, a entrada não tem rampa e é feita através de quatro degraus; na Loja do Cidadão de Setúbal "o acesso para deficientes é muito longo, irregular e com declive acentuado".

Da avaliação da Deco, há oito edifícios que se destacam com os piores resultados, sendo uma repartição das Finanças de Braga, uma repartição das Finanças de Coimbra, dois edifícios da Segurança Social em Lisboa, uma repartição das Finanças e um edifício da Segurança Social no Porto e um edifício da Segurança Social e a Loja do Cidadão de Setúbal.

JN
« Última modificação: 06/02/2011, 10:40 por Eduardo Jorge »
 

Offline Vitinho

Artigo DecoProteste [Páginas 12,13]
« Responder #1 em: 05/02/2011, 00:25 »
 
Venho aqui reportar-vos uma situação que hoje me foi dada conhecimento e que li pois sou associado da DecoProteste e reparei na capa e na página 12 e 13 será que alguém tem a revista em casa para se colocar aqui as ditas páginas e os governantes, pessoas destes país não lêem nem tem vergonha de um artigo destes?

Link para artigo no site da DecoProteste:http://www.deco.proteste.pt/direitos/barreiras-arquitetonicas-acesso-interdito-a-edificios-publicos-s632951.htm

Dêem as vossas opiniões.

Obrigado
« Última modificação: 05/02/2011, 00:28 por Vitinho »
 

Online migel

Re: Artigo DecoProteste [Páginas 12,13]
« Responder #2 em: 05/02/2011, 01:07 »
 
Aqui fica a capa e a noticia:




Barreiras arquitetónicas: acesso interdito a edifícios públicos
 
 
Os cidadãos com mobilidade reduzida não têm a vida facilitada. A acessibilidade não está totalmente garantida nas finanças, lojas do cidadão ou segurança social que visitámos.

[float=left][/float]Deslocar-se com mobilidade condicionada é uma missão que exige planeamento e esforço: nenhum dos edifícios das finanças, loja do cidadão ou segurança social que inspecionámos em Braga, Coimbra, Lisboa, Porto e Setúbal está livre de barreiras arquitetónicas na zona de acesso ao público. Aliás, 23 dos 33 inspecionados obtiveram nota negativa.

Em setembro e outubro de 2010, verificámos a acessibilidade de pessoas com mobilidade condicionada a lugares de estacionamento que lhe estão reservados, dimensões, marcações, inclinação e condições do pavimento. Avaliámos também a distância a percorrer até à porta de entrada do edifício, a conceção de degraus, escadarias, rampas, dimensões e facilidade de abertura da porta. No interior, elevadores, corredores, obstáculos, degraus, rampas, zonas de espera e largura das portas, entre outros, foram inspecionados, bem como a informação tátil e acústica, para pessoas com problemas visuais e auditivos.

Em entrevista exclusiva, Ana Salvado, do Instituto Nacional para a Reabilitação, fala-nos da importância de intervir ao nível local e do papel do conhecimento das soluções arquitetónicas por parte dos profissionais envolvidos na construção dos edifícios. Teresa Melato e Ricardo Matias são o testemunho do muito que ainda há por fazer em Portugal para eliminar as barreiras físicas.

 

 



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