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..:: Deficiente-Forum - Inclusão Social ::.. Responsável Ana-S => Acessibilidades & Mobilidade => Tópico iniciado por: Sininho em 22/01/2016, 17:18

Título: Jovem romeno ajuda ADOC a criar rotas culturais mais acessíveis
Enviado por: Sininho em 22/01/2016, 17:18
Jovem romeno ajuda ADOC a criar rotas culturais mais acessíveis


O jovem romeno Cosmin Milos, um dos participantes no projecto de voluntariado internacional com mobilidade reduzida, partilhou ontem a sua experiência com os alunos da Escola Profissional de Braga, desafiando-os a participar em projectos semelhantes pela Europa fora, através do programa ‘Erasmus+’.

Há nove meses que o jovem voluntário romeno chegou a Braga, precisamente para integrar o projecto ‘Flash Mo. Re’, que está a ser levado a cabo pela ADOC - Associação de Ocupação Constante com o intuito de sensibilizar a comunidade para pensar efectivamente na questão da mobilidade reduzida.

Cosmin Milos, apesar das suas limitações físicas, quis mostrar aos alunos da EPB que essas mesmas limitações não foram um impeditivo para que participasse neste projecto e viajasse para outro país, dando o seu contributo para criar rotas culturais mais acessíveis na cidade de Braga.
“É muito importante pensar-se também nas pessoas que têm mobilidade reduzida e na melhor forma de tornar tudo mais acessível para elas”, indicou o jovem voluntário romeno, que já aprendeu substancialmente a falar português.

“O facto de as pessoas terem mobilidade reduzida, não significa que não possam fazer as mesmas coisas, como por exemplo, usufruir dos espaços culturais da cidade”, afirmou, indicando que um dos projectos desenvolvidos no âmbito do projecto em participa com a ADOC passou pela questão do acesso ao evento Braga Romana, em que criaram uma rota que passa por três pontos essenciais que possibilita a que as pessoas com mobilidade reduzida visual tenham acesso à efeméride, que todos os anos atrai milhares à cidade.

“Acho os bracarenses muito amáveis, acolhedores e muito prestáveis”, garantiu o jovem, que já sofreu ‘na pele’ a discrim
inação no seu próprio país por ser pessoa portadora de deficiência.
Diz-se amantes incondicional do fado, idolatra Ana Bacalhau dos Deolinda e adora as ‘francesinhas’ que por cá se fazem. Como adora desporto, mas por questões de saúde não pode praticar a sua modalidade preferida - o basquetebol - já conquistou o lugar de treinador adjunto num clube local e está muitas vezes num dos espaços musicais no centro da cidade nas funções de DJ.

“Penso que estas experiências de voluntariado são boas para toda a gente, não só para as pessoas com deficiência. Aprende-se muito, para além de serem uma excelente oportunidade de se viajar e conhecer outras culturas”, destacou.

Raquel Macedo é a coordenadora de projectos da ADOC que indica o propósito da visita à EPB. “Nós viémos cá apresentar o Cosmin, um jovem com mobilidade reduzida que veio fazer voluntariado na nossa associação, mais precisamente para integrar o projecto das rotas culturais para pessoas com mobilidade reduzida e neste momento temos já temos muitas rotas definidas e inclusivamente já as implementámos e agora estamos a trabalhar numa que será apresentada no próximo mês de Março”.

Ana Cláudia Rodrigues, da direcção executiva da EPB, sublinhou a importância de levar o exemplo de Cosmin aos alunos da escola, caracterizando-o como “corajoso” pela facilidade com que ultrapassa as suas próprias dificuldades. “É uma pessoa que se supera a si mesma para vir trabalhar como voluntário num projecto para outro país, sendo por si só, um exemplo”, frisou a responsável, indicando, por outro lado, que a iniciativa visou também dar a conhecer projectos interessantes que a cidade tem e mobilizar os nossos alunos e criar interesse pelo voluntariado a este nível mais cultural e do património”.

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