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Autor Tópico: O Design Inclusivo vai além da arquitetura e da acessibilidade  (Lida 1459 vezes)

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O Design Inclusivo vai além da arquitetura e da acessibilidade


Ultimamente muito se fala em Design Inclusivo ou Design Universal.
Quase sempre o foco é entendido erradamente, pensa-se apenas no âmbito arquitetónico. Esquecemos-nos ou não conhecemos os benefícios gerados pelo Design Inclusivo aplicado ao design de produto e ao design gráfico.
[float=left][/float]Um dos objectivos primordiais do design é proporcionar qualidade de vida a todos, sem excepção.
 Entretanto, parece que essa qualidade de vida é apenas um direito dos usuários sem deficiência ou dos utilizadores jovens e saudáveis.


Design Inclusivo
 

O Design Inclusivo não é um novo género, nem uma especialização separada.

É uma abordagem que garante que produtos e serviços projectados atendem às necessidades do público da forma mais amplo possível, independente da idade ou habilidade.

Duas fortes tendências têm impulsionado o crescimento do Design Inclusivo (também conhecido como Design for All e, como Desenho Universal nos EUA): o envelhecimento da população e o crescente movimento de integração de pessoas com deficiência na sociedade.

Veja alguns mandamentos do Design Inclusivo a serem seguidos:

• Uso equitativo: O design é útil e comercializável para pessoas com habilidades diversas;

• Flexibilidade no uso: O design acomoda uma ampla variedade de preferências e habilidades individuais;

• Simples e intuitivo: O uso do design é fácil de compreender, independentemente da experiência do utilizador, conhecimentos, habilidades de linguagem ou nível de concentração;

• Informação perceptível: o design comunica eficazmente a informação necessária ao utilizador, independentemente de sua capacidade sensorial do usuário;

• Mínimo esforço físico: O design pode ser utilizado de forma eficiente e confortável e com um mínimo de fadiga

Uma regra de ouro é ter sempre em mente que os seniores e as pessoas com algum tipo de restrição serão sempre potenciais utilizadores e devem ser consideradas. Quando são aplicados os princípios de Design Inclusivo, estarão sempre presentes na sociedade e passam a exercer o direito básico de qualquer cidadão de ir e vir, independente de seu estado físico.

Infelizmente ainda se acredita que Design Inclusivo é apenas uma adaptação rápida de um espaço como a construção de uma rampa ou a instalação de elevadores para deficientes. Também, surpreendentemente, muitos designers não têm esse conhecimento ou consciência e ainda acreditam que o bom design é apenas aquele que está nas feiras internacionais de moveis e decoração.

Essa consciência de mudança para uma sociedade inclusiva deve partir de todos os segmentos da sociedade, principalmente do Estado que deve garantir o direito básico de qualquer cidadão de ir e vir, independente de seu estado físico.

Para isso é necessário:

1- Legislação

2- Standard (Normatizações)

3- Inspecções/auto-regulação

4- Mais informações aos fabricantes, empresários (benefícios fiscais, investimento para quem projeta Design Inclusivo)

5- Ensino/Formação em Design Inclusivo em várias áreas de conhecimento (ergonomia, design, engenharia, arquitetura, psicologia, medicina)

6- Prêmios e certificações/selos de “Design Inclusivo” em produtos e/ou serviços, sistemas e construções

7 Mais informação ao consumidor (O Design Inclusivo é um direito do consumidor)


Benefícios do Design Inclusivo
 
Democratiza o design permitindo que uma maior variedade de pessoas possa acessar e utilizar o produto directamente (ou com qualquer dispositivo de apoio); permite que o produto seja utilizado em uma variedade maior de ambientes ou situações. O Design Inclusivo é suficientemente flexível para atender às necessidades de qualquer tipo de utilizador e é mais fácil de entender e usar.

O beneficio é individual, mas também se estende ao seu contexto imediato e à sociedade em si. O Design Inclusivo permite uma sociedade mais justa, com mais oportunidades econômicas para todos, gera independência física e emocional aumentando a auto-estima e a dignidade das pessoas.
 

O design é assim, uma questão social, já que permite melhorar a sociedade trazendo mais qualidade de vida ao proporcionar produtos, serviços e sistemas idôneos que contribuem para uma sociedade mais sustentável. O Design Inclusivo é socialmente desejável e necessário, mas também é uma oportunidade comercial que não pode ser desprezada.

Produtos e sistemas com Design Inclusivo são mais competitivos, gerando novas oportunidades de mercado e diferenciação quanto aos produtos similares tradicionais. Futuros mercados de consumo serão cada vez mais diversificados em termos de idade e capacidade física.
 

Agora o foco está em integrar as melhores soluções para todos, apoiado por novas técnicas de pesquisa de design para tornar o processo de desenvolvimento mais centrado no usuário.

Com esse foco é possível criar inovações em sistemas e serviços cotidianos gerando novas dinâmicas urbanas, sociais e econômicas que podem servir de modelos e ser aplicáveis a outros contextos, rompendo assim os paradigmas tradicionais e gerando uma sociedade sustentável inovadora.

Artigo completo, como fotografias, em:
  http://www.bdxpert.com/2011/01/10/design-inclusivo-vai-alem-da-arquitetura-e-da-acessibilidade

Texto adaptado com autorização, para o Ajudas.com da BDXpert.

Autor: Márcio Dupont

 

 



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