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Autor Tópico: “O Estado despreza a pessoa com deficiência”  (Lida 257 vezes)

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“O Estado despreza a pessoa com deficiência”

   

Durante um protesto dos utentes de cadeira de rodas junto ao tribunal, Paulo Rocha ficou sensibilizado com o facto das pessoas com mobilidade limitada nem sequer conseguirem chegar ao primeiro degrau do edifício do tribunal e assinou uma queixa no livro de reclamações em nome da delegação da cidade da Ordem dos Advogados.



O presidente da delegação da Ordem dos Advogados de Vila Franca de Xira, Paulo Rocha, assinou em nome da delegação uma queixa no livro de reclamações do tribunal da cidade, na última semana, por este não estar ainda dotado de infra-estruturas que permitam às pessoas de mobilidade reduzida aceder ao edifício.

O edifício é antigo, não tem elevadores nem rampas de acesso e para entrar no tribunal é preciso vencer um lance de escadas. Algumas pessoas com mobilidade reduzida são atendidas no Tribunal de Trabalho, mas também este tem rampas viradas para portas de vidro pouco acessíveis.

A assinatura da queixa no livro amarelo foi feita no âmbito de um protesto realizado pela associação Mithós em vários edifícios públicos da cidade que são inacessíveis, como o caso dos Correios e das Finanças.

Paulo Rocha conhece o problema da falta de acessos ao tribunal. “Há muitos anos fui eu e a juíza que, depois do julgamento, ajudámos a carregar um senhor de cadeira de rodas da sala de audiências para a rua”, critica. O advogado lamenta ainda o facto de ter encontrado “muita resistência” no momento de assinar o livro. “Foi preciso muito finca-pé para que me dessem o livro, encontrámos muita resistência para o assinar. Escrevi que não é aceitável que o Estado não permita o acesso destas pessoas a um local que é pilar fundamental da democracia”, refere.

Para Paulo Rocha, “o Estado não tem vergonha na cara” e tem demonstrado, no exemplo de Vila Franca de Xira, “um verdadeiro desprezo pela pessoa com deficiência”.

O advogado diz a O MIRANTE ter ficado sensibilizado e mais desperto para o problema depois da acção de protesto da Mithós e garante que “não fazer nada é pior do que fazer pouco” e apelou a que mais gente denuncie o problema e apresente queixas para que se possam começar a dar passos no sentido da sua resolução.

“Não acredito que a queixa vá dar em alguma coisa. São precisas outras centenas de queixas. Só quando o Estado for enxovalhado e julgado na praça pública é que se irá mexer. E esse é um caminho que se vai fazendo”, lamenta o advogado, que acima de tudo quis mostrar solidariedade para com a luta dos utentes e as dificuldades por que passam para poder aceder ao tribunal. A maioria pede a amigos e familiares para que tratem dos seus assuntos no local. Quando isso não acontece os funcionários descem as escadas e atendem as pessoas na rua.


 O MIRANTE.
 

 



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