No interior do México e a 1500 metros de altitude, fica a segunda maior cidade deste país. Gudalajara é um destino que vale a pena conhecer, apesar das longas horas de voo e da ausência das praias paradisíacas pelas quais é mais conhecido este destino da América Latina.
Impressiona a atenção dada às pessoas com deficiência motora. No aeroporto, há vários trabalhadores que se deslocam em cadeira de rodas e, na cidade, os passeios são rebaixados na zona das passadeiras.
Os famosos cantores mariachis e as suas rancheras, serenatas, charros e huapangos são um dos cartões de visita de Guadalajara, capital do Estado de Jalisco, no México. No centro da cidade são várias as lojas que vendem a indumentária típica destes músicos, desde as camisas drapeadas aos chapéus e coletes justos.
Em Guadalajara há cafés, praças, jardins e monumentos que vale a pena visitar: o Café Boutique, junto ao Teatro Degollado, a catedral (o confessionário tem uma afluência surpreendente), a Plaza de Armas, a Plaza de la Liberación (onde estão, pelo menos, vinte engraxadores, todos patrocinados pela Movistar) e o Museo Regional de Guadalajara.
Os edifícios históricos misturam vários estilos. Há apontamentos góticos e barrocos, sobretudo nas igrejas, lado a lado com edifícios coloniais. Mais do que as fachadas imponentes, visualmente o grande impacto pertence aos jardins, que são exuberantes.
Uma vila de artistas
Não se sente insegurança no centro da cidade, mas somos aconselhados a não andar com jóias. Há vários seguranças privados (alguns muito jovens) a vigiar as ruas e os bancos têm guardas armados com metralhadora e vestidos com camuflado.
Os sinais luminosos a indicar que se pode atravessar, nos quais uma imagem humana em movimento aparece a correr, são fascinantes. Sim, é preciso correr para atravessar porque o verde para os carros cai num abrir e fechar de olhos. E os mexicanos gostam de acelerar.
O melhor da curta estadia foi conhecer Tlaquepaque, uma vila de artistas, muito próxima de Guadalajara, que é obrigatório visitar. Em Tlaquepaque há ruas e ruas com lojas de artesanato tradicional, galerias de arte e espaços que são simultaneamente lojas e restaurantes.
As fachadas dos edifícios são impressionantes e nos interiores é comum a combinação entre "design" contemporâneo e objectos típicos do país. As cores são fortes, como os sabores. Aqui até os rebuçados para crianças têm picante.
Fonte: Expresso