Tâmega e Sousa quer fundos europeus para ajudar mobilidade dos deficientes
Redação, 03 dez (Lusa) - O provedor para a deficiência na Comunidade Intermunicipal (CIM) do Tâmega e Sousa defendeu hoje que o próximo quadro comunitário pode ajudar os municípios a melhorar a mobilidade e acessibilidade aos serviços públicos.
"Há aqui uma oportunidade para agarrar. Penso que os municípios poderão fazê-lo, porque também será uma forma de regenerar as zonas urbanas para as quais hoje já não há apoio", observou Fernando Peixoto.
O Provedor Intermunicipal para o Cidadão com Deficiência da Comunidade Intermunicipal Tâmega e Sousa, que também é deficiente motor, desempenha o cargo desde junho, acumulando com as funções de vereador em Celorico de Basto, no distrito de Braga.
Em declarações à Lusa, sugeriu que, "a reboque das pessoas com deficiência, poderão ficar todos a ganhar".
Fernando Peixoto referia-se à possibilidade de o Programa Rampa, ao qual aderiram os 11 municípios do território, prever intervenções para facilitar a mobilidade nas áreas urbanas, nomeadamente a acessibilidade a todos os serviços públicos.
Para o provedor, as ações inscritas no programa poderão ser financiadas pelos fundos da União Europeia, conforme, disse, tem sido assinalado por representantes da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte.
"O programa 2020 é dirigido às pessoas. Penso que há aqui um caminho aberto para que tudo aquilo que foi planeado no Programa Rampa possa sair da gaveta e pô-lo em prática", acrescentou.
A posição de Fernando Peixoto ocorreu à margem de um colóquio realizado hoje em Celorico de Basto para assinalar o Dia Internacional do Portador de Deficiência, no qual participaram representantes de várias instituições.
À Lusa, o provedor recordou o trabalho realizado desde que tomou posse no cargo, frisando que nesta fase decorre ainda o levantamento da situação concelho a concelho.
Fernando Peixoto disse haver cerca de 50.000 portadores de deficiência no território e admitiu que a região trabalha a ritmos diferentes, consoante os municípios, ao mesmo tempo que elogiava o trabalho realizado em Penafiel.
"Neste momento, vou a Penafiel, tenho sempre estacionamento, posso ir ao museu e posso receber todas as pessoas com deficiência na CIM quando vão lá apresentar questões", afirmou para demonstrar as boas acessibilidades daquela cidade para quem usa uma cadeira de rodas.
O responsável insistiu nas vantagens de se investir nas questões de mobilidade e acessibilidade nas áreas urbanas, não só por beneficiarem os portadores de deficiência, mas também por facilitar o quotidiano aos mais idosos, correspondendo ao aumento da esperança de vida.
"É um investimento que tem retorno para toda a população. Quando se faz a regeneração urbana e o melhoramento das necessidades beneficia-se toda a gente", disse à Lusa, concluindo:
"Toda a gente tem necessidade de ter boas acessibilidades para poder trabalhar, visitar e passear de uma forma digna em todos os centros urbanos".
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