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Autor Tópico: Sistema de partilha de cadeiras de rodas para Aveiro  (Lida 217 vezes)

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Jovem estudante da Universidade de Aveiro quer criar uma plataforma que permita pegar em cadeiras de rodas sem uso, recuperá-las e colocá-las em vários espaços centrais da cidade onde vive. Mas o Reinventar a Roda pode ser replicado noutras cidades.


Foi numa das visitas dos pais à cidade que tinha escolhido para estudar, Aveiro, que Joana Coimbra despertou para uma nova realidade. “Um percurso que para mim é fácil de fazer, de cerca de um quilómetro, para a minha mãe foi muito cansativo”, introduz a estudante do mestrado em Planeamento Regional e Urbano, da Universidade de Aveiro (UA). A mãe de Joana sofre de artrite reumatóide e, naquele dia, a jovem de 23 anos teve consciência do quão limitadas algumas pessoas podem estar até nos percursos aparentemente simples. “Pensei: se eu tivesse aqui uma cadeira de rodas para a poder levar seria tão bom”, acrescenta Joana Coimbra, a propósito do dia em que teve a ideia que viria a transformar-se no seu projecto final de mestrado. Reinventar a Roda foi o nome que escolheu para a proposta de criar um sistema de reutilização e partilha de cadeiras de rodas em Aveiro.

Na prática, o que Joana Coimbra propõe é a construção de uma plataforma que permita pegar em cadeiras de rodas sem uso, recuperá-las e colocá-las em vários espaços centrais da cidade — posto de turismo, estação de comboios e museus, entre outros —, para que possam ser usadas por quem precisa. Um pouco como acontece com o sistema de bicicletas partilhadas, mas que consegue ir além do mero empréstimo de cadeiras de rodas. “A plataforma, através da criação de um site, permitirá, também, divulgar transportes, itinerários e serviços acessíveis”, destaca a jovem, vincando ainda o facto de este sistema dar “uso a cadeiras de rodas antigas”.

“Há pessoas que, por vezes, nem sabem o que fazer a uma cadeira de rodas que foi de alguém da família. Assim, podiam fazer uma doação e ajudar outras pessoas”, argumenta. Sendo certo que o grupo de potenciais utilizadores da plataforma não se limita ao “utilizador permanente da cadeira de rodas”. “Há pessoas com necessidades temporárias e não nos podemos esquecer que temos cada vez mais idosos e as probabilidades de surgirem limitações de mobilidade aumentam”, sustenta Joana Coimbra.

Por esse país fora vão já surgindo alguns bons exemplos de disponibilização de cadeiras de rodas, nota a jovem, recordando o caso do Centro Comercial Glicínias, em Aveiro, ou do Palácio da Pena, em Sintra. “Os cidadãos com problemas de mobilidade têm todo o direito de visitar cidades, museus, e uma cadeira de rodas pode fazer toda a diferença”, defende, com afinco. Com a certeza de que a ideia da plataforma Reinventar a Roda podia (e pode) ser implementada noutras cidades. “Este projecto está desenhado para Aveiro, mas pode ser adoptado por outros municípios”, declara.


O sonho de ver o projecto ser concretizado


O que é preciso para tornar a plataforma idealizada por Joana Coimbra realidade? “Um apoio público ou um ou mais patrocinadores”, revela. O orçamento ainda não está concluído, mas os custos do projecto não deverão ser muito elevados. “Será a criação do site, os arranjos e a reparação das cadeiras de rodas doadas, o transporte para levar as cadeiras de rodas para os locais de entrega e recolha, e comunicação do projecto”, contabiliza.

Ainda que a missão de entregar e defender o projecto de mestrado já esteja concluída — o trabalho, orientado pelos docentes Bernardete Bittencourt e Paulo Silva, valeu-lhe 17 valores —, o mais importante para Joana Coimbra é ver a sua ideia passar à prática. “O que eu quero fazer na vida é criar o máximo de soluções para as pessoas que têm alguma incapacidade”, testemunha, reconhecendo que é a sua mãe que a continua a inspirar.

Actualmente a trabalhar dos Serviços de Gestão Académica da UA, a jovem que tem origens e família no Entroncamento confessa que gostava de um dia ter “oportunidade de trabalhar na área do planeamento, oferecendo melhores condições para a cidade”. Por ora, garante estar “feliz e realizada” com o trabalho na universidade, que lhe vai deixando tempo para, também, se dedicar aos amigos e à Miss Pringles, a coelha que vive com ela em Aveiro e deve o nome à famosa marca de batatas fritas. “Era um vício”, confessa a jovem.



**Direitos : Publico.pt /  Maria José Santana (texto) e imagem de iStock (noticiasaominuto)**
« Última modificação: 10/08/2019, 01:45 por AREZ »
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