As conclusões do inquérito feito às condições de atendimento e trabalho nos serviços de finanças do Distrito de Braga, realizados entre Setembro e Outubro de 2010, são resumidas por Paulo Ralha, do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI): “não houve intervenções absolutamente nenhumas nos serviços. Aqueles que estavam mal continuam mal, os que estavam relativamente bem degradaram-se mais”.
As queixas são de vária ordem. O STI diz que não existem elevadores nem acesso para deficientes, em serviços que funcionam em vários pisos. Além disso, “não há luz natural e a luz artificial é fraca”. Em relação às instalações, estas “não permitem um atendimento personalizado e confidencial”. Há problemas com infiltrações de águas fluviais e de esgotos, que escorrem nos acessos e no serviço.
Ainda segundo o relatório do STI, o mobiliário é obsoleto e há problemas relacionados com a informática, que provocam atrasos no atendimento e na resolução das solicitações feitas pelos contribuintes. Mais: apesar da recente colocação de funcionários nos serviços, verifica-se uma falta de recursos humanos.
Mais há mais condicionantes que afectam o desempenho dos trabalhadores. Estes reclamam as poucas oportunidades de progressão na carreira. Paulo Ralha comenta esta situação: “o inquérito foi feito antes das medidas de contenção do governo. Se antes havia fracas perspectivas de progressão, agora são inexistentes”.
A falta de formação, o sistema informático “lento, inoperacional e desajustado às necessidades dos serviços”, e o vínculo de trabalho precário são outras das principais razões de descontentamento.
Fonte: Correio do Minho