Sabemos bem da diabolização que se faz dos bairros sociais e zona periféricas. Também sabemos porquê. O mesmo de sempre. Chutar para as suas gentes as culpas das desigualdades, e organizando a forma como a restante sociedade apreende os comportamentos envolvidos na precariedade. Quem gira, quem conhece, quem é filiado; percebe as solidariedades que existem nessas comunidades territoriais e como elas são perigosas para quem detém meios de produção e privilégios. Essa solidariedade não é comunicada e muitas vezes pouco tangível ou mensurável. Nestas fotos jaz um exemplo quotidiano. O autocarro ocasional, único existente, passa pela paragem sem receber a mulher na cadeira de rodas e que tenta apressar, no possível, a sua oportunidade de o apanhar. Naturalmente o carro da frente pára, o de trás também - o autocarro fica imóvel- e os condutores saem para regatear a atitude do motorista e, na falta de apoio e equipamento compatível com a mobilidade da senhora; são eles mesmo que a põem no transporte público Publicada por Ana Santos no facebook