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Autor Tópico: Prótese mioelétrica com apoio da Coração Delta  (Lida 1251 vezes)

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Prótese mioelétrica com apoio da Coração Delta

A primeira coisa que José Pedro Sousa, 15 anos, fez quando recebeu a prótese de mão mioelétrica foi pegar no telemóvel. Há muito que ansiava ter uma prótese funcional que substituísse a mão e parte do braço, com os quais não nasceu. "Desde pequenino, que gostava de ter uma mão", conta, com um sorriso rasgado no rosto.


José Pedro Sousa a segurar o telemóvel com a nova prótese

Visivelmente feliz e emocionada estava também a avó e encarregada de educação. Constância Santos, que tem acompanhado o neto desde sempre, recordou os tempos difíceis que o José Pedro passou, em particular no infantário, por causa de não ter mão . "Chegou muitas vezes da escola a chorar, triste com o que os colegas diziam". "Agora com a nova mão vai ser uma mudança muito positiva. Na 2.ª feira [a prótese foi entregue na 6.ª feira, 19 de abril], todos vão olhar para ti!", dizia ao neto.

Potenciar a integração e a qualidade de vida

A primeira prótese usada por José Pedro Sousa foi uma prótese cosmética, à qual não se adaptou. Com uma finalidade essencialmente estética, esta prótese não lhe permitia fazer as atividades habituais de uma criança. não podendo assim acompanhar os seus colegas, por exemplo, nas brincadeiras e jogos.

Após uma avaliação efetuada pela equipa técnica do CRPG que teve em conta as necessidades e potenciais funcionais do José Pedro, foi-lhe prescrita uma prótese mioelétrica. Esta nova prótese, ao aumentar os níveis de funcionalidade e autonomia do José Pedro, dará início a uma nova etapa na sua vida, permitindo-lhe realizar atividades que até agora não podia ou tinha muitas dificuldades em efetuar. "Andar de bicicleta", por exemplo, diz o José Pedro, aludindo a um dos seus passatempos favoritos.

Foi ainda colocada uma mão específica - transcárpica - o que permitiu garantir uma harmonia no comprimento de ambos os braços, o que não acontecia com a prótese anterior.

Contribuir para um fim maior

Para o José Pedro Sousa conseguir a nova prótese houve todo um trabalho de angariação de fundos, coordenado a título individual e voluntário, por Ana Almeida, guarda prisisional no Estabelecimento de Santa Cruz do Bispo. A vontade de ajudar foi a força motriz. Ana Almeida foi responsável pelo contacto com a Coração Delta, a associação de solidariedade social do Grupo Nabeiro, que financiou uma parte substancial da nova prótese. A Delta transportou as várias toneladas de tampinhas recolhidas, entregando-as a uma associação local, no Ribatejo, para reciclagem. O valor de reciclagem das tampinhas foi usado no financiamento da prótese.

Para além da recolha de tampinhas, foram organizadas outras atividades de recolha de fundos, em particular pela Escola Secundária de Valadares, estabelecimento de ensino onde o José Pedro estuda, pela Junta de Freguesia de Gulpilhares, entre muitas outras entidades. "Ele [o Pedro] teve muita sorte pois muita gente interessou-se por ele", referiu a avó.


José Pedro Sousa a treinar a segurar a garrafa de água com a nova prótese


Fonte: CRPG
 

 



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