Olá!
Sou o Manuel Francisco Costa, portador de paralisia cerebral, designer gráfico, assistente técnico na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto desde 2001. Vivo com a minha mãe e trabalho basicamente para pagar contas mensais, facto que me vai desmotivando com já 34 anos: é a casa, o combustível para ir para o emprego e tudo mais que possam imaginar. Actualmente, confronto-me com o medo das fragilidades recentes da mãe que adoro. É a vida...
O que adoro: O meu FC Porto, música, Leça da Palmeira, cinema, tecnologia, internet, mulheres bonitas (elas é que não gostam de mim)

e, claro, a minha mãe. Também gosto muito de animais.
O que odeio: Benfica, guerras, hipocrisias, racismo, touradas e a escravidão do meu dia-a-dia de trabalho.
Um grande bem haja.
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Resultados exigem esforço, paciência e constância.
Suspeito de promessas miraculosas e soluções instantâneas.
Duvido de receitas e fórmulas para a conquista da felicidade.
Fraqueza, fadiga e ferrugem custam a ceder
depois que se instalam no meu corpo,
na minha mente e no meu espírito.
Somente força, fôlego e flexibilidade
podem produzir mudança.
Optimismo só é útil onde existe acção planejada.
Pensamento positivo só funciona
acompanhado de muito trabalho.
Sem objectivos e prazos definidos,
esperança é pura ilusão.
Acredito em factos, não em intenções.
Acredito em atitudes, não em discursos.
Acredito em posturas éticas,
não em regras de moral para "os outros" seguirem.
Acredito em fazer acontecer,
não em esperar que aconteça.
Acredito na força da criatividade,
não no tamanho dos obstáculos.
O que importa são as tentativas - e não os acertos.
As vezes que me levanto contam muito mais
do que as que caiu.
O prazer de continuar procurando é infinitamente maior
do que o sucesso de alcançar.
Toda a transformação começa sempre caótica
e desconfortável.
Os caminhos conhecidos são seguros e fáceis,
mas só conduzem aos lugares onde já estive
- e não desejo ficar.
O caminho do novo é cheio de riscos,
surpresas e cansaço;
mas sempre compensa escolher a chance de
um dia realmente experimentar a vida
que imagino viver.
Manuel Costa, 2010