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Autor Tópico: Caster Semenya: mulhere com hiperandrogenismo  (Lida 1420 vezes)

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Offline Eduardo Jorge

Caster Semenya: mulhere com hiperandrogenismo
« em: 14/04/2011, 18:43 »
 
Numa decisão inédita no mundo do desporto, a Federação Internacional de Atletismo decretou um regulamento específico para as mulheres com hiperandrogenismo.
                                                                 
Pode ser uma espécie de mea culpa da Federação Internacional de Atletismo (IAAF). Depois do calvário que Mokgadi Caster Semenya viveu desde que, em 2009, se sagrou campeã mundial dos 800 metros nos campeonatos de Berlim e após os quais foi alvo de suspeitas sobre o seu género sexual, sendo submetida a exames ginecológicos, a IAAF tomou ontem uma decisão inédita no mundo desportivo: publicar um regulamento específico para mulheres com hiperandrogenismo (excesso de hormonas masculinas).

A legislação, criada pelo conselho directivo da IAAF, em Daegu, na Coreia do Sul, e que entra em vigor já no próximo dia 1 de Maio, servirá para evitar mais casos como o da atleta sul-africana, agora com 20 anos. A avó, Maphuti Sekgale, criou-a desde miúda e chamou "louco" a quem pensou que a neta é um rapaz. Em Novembro de 2009, os exames médicos concluíram que Semenya é pseudo-hermafrodita, pois não tem ovários nem útero, mas sim testículos ocultos internamente - portadora de uma deficiência cromossomática, a meio-fundista tem simultaneamente características masculinas e femininas. Finalmente, em Julho de 2010, a IAAF autorizou Caster Semenya, até então suspensa, a voltar à competição. A sul-africana não perdeu a medalha de ouro e, envolvida neste caso supermediático, até foi considerada uma das 50 figuras mais influentes do ano passado pela revista britânica "News Statesman".

uma questão de hormonas Polémica como a que envolveu Caster Semenya não devia existir, pelo menos nos tempos que correm, daí que um grupo de especialistas da IAAF e da comissão médica do Comité Olímpico Internacional tenham desenvolvido um estudo nos últimos 18 meses que permitiu criar a nova regulamentação. A lei determina que a competição vai continuar dividida em duas categorias - masculina e feminina -, reconhecendo, porém, que há diferenças de rendimento desportivo entre homens e mulheres, provocadas pelo aumento dos níveis das hormonas androgénicas no caso dos homens.

As mulheres com hiperandrogenismo que sejam legalmente reconhecidas como mulheres podem participar em competições femininas de atletismo, sempre que os seus níveis de hormonas masculinas sejam inferiores aos dos homens, numa medição feita em função da testosterona. Mesmo tendo níveis de hormonas masculinas equiparados aos dos homens, as mulheres são autorizadas a competir se disso não tirarem qualquer vantagem competitiva.

Estabelecidas as regras, talvez tenha chegado o tempo de Caster Semenya partir em paz para uma prova. A campeã sul-africana de 800 e 1500 metros já disse que o próximo objectivo é correr estas distâncias nos Mundiais de Daegu, em Agosto, e nos Jogos Olímpicos de 2012. Que soe o tiro de partida.

Fonte: Jornal i
 

 



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