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Autor Tópico: Corrida de cadeira de rodas vira desporto popular no Camboja  (Lida 1462 vezes)

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Offline Fisgas

 
Corrida de cadeira de rodas vira esporte popular no Camboja


A corrida de cadeira de rodas se transformou em um popular esporte no Camboja, em que vítimas de minas terrestres e da poliomielite se tornaram novos heróis e passaram a ganhar a vida através da modalidade.

As pernas de Chun Phun ficaram deformadas quando, aos dois anos, sofreu de poliomielite e, desde então, ele utiliza muletas ou uma cadeira de rodas para se deslocar.

"Não era fácil encontrar um trabalho e me relacionar. Ninguém quer uma pessoa que não pode andar", declarou o jovem de 28 anos morador de Phnom Penh, capital cambojana.

"Agora me sinto com poder, as pessoas me apoiam e só sonho em ser o número um", revelou o jovem, enquanto preparava sua cadeira de rodas para o último treino antes de sua próxima corrida.

A popularidade das corridas aumentou nos últimos anos, depois que passaram a ser transmitidas pela televisão nacional e alguns atletas cambojanos começaram a competir em provas internacionais.

Van Vun, de 25 anos, é o principal responsável pela popularidade que o esporte adquiriu no país e nele estão depositadas as esperanças da população de que o Camboja obtenha sua primeira medalha olímpica na modalidade nos Jogos Paraolímpicos de Londres em 2012.

"Só preciso manter neste ano o primeiro lugar na liga nacional" e terei chance de concorrer, garantiu o jovem.

Os atletas recebem o apoio da liga nacional de vôlei para portadores de necessidades especiais, entidade que começou impulsionando equipes de voleibol e que em 2004 iniciou o programa de corridas de cadeiras de rodas.

"Nossa intenção é que o Camboja seja o centro asiático de todo tipo de esporte para portadores de necessidades especiais", afirmou Christopher Minko, secretário-geral da organização.

"A sociedade está respondendo muito bem e considera alguns deles verdadeiros heróis", ressaltou.

A organização paga os atletas um magro salário de US$ 40 mensais, aos quais se soma o valor que eles ganham ao obter uma vitória - cerca de US$ 200 para o primeiro lugar em uma competição nacional.

Além disso, fornece aos atletas cadeiras de competição, mais leves e com estrutura ergonômica, cujo custo (cerca de US$ 6 mil) é muito elevado para a capacidade aquisitiva da maioria da população, já que no Camboja um terço das pessoas vive com menos de US$ 1 por dia.

Este programa permitiu aumentar o número de corredores e atualmente já há cerca de 50 atletas cambojanos que competem na modalidade.

"A maioria deles tem deficiências provocadas pela poliomielite, embora também haja vítimas de minas", afirmou Khoun Socheata, administradora da organização humanitária.

As condições em que eles treinam são duras e até perigosas, já que o país carece de instalações esportivas que os atletas precisam para praticar a maioria dos esportes.

Para manter-se em forma, Van Vun e Chun Phun se veem obrigados a correr diariamente durante várias horas por uma rua do centro de Phnom Penh na qual passam automóveis, motos, triciclos e pedestres.

"Não me importo. Eu aproveito e só penso em ser o número um. Se não fosse por isso, provavelmente estaria consertando televisores. Isto é melhor", declarou Van Vun, quem teve poliomielite aos dois anos.

Frequentemente, os corredores sentem-se apoiados pelo público cambojano que os encoraja quando comparece aos seus treinos.

"Muitos dias os vejo treinar aqui e depois assisto às corridas na televisão. É muito difícil o que fazem", disse Sopheap, um fã de Van Vun.

A cadeira de rodas não é usada por muitas pessoas do Camboja devido aos vários obstáculos que há nas ruas de todas as cidades do país, um dos mais pobres da Ásia.

Estima-se que cerca de 50 mil pessoas tenham algum tipo de necessidade especial no país como consequencia das minas e outras 60 mil como sequela da poliomielite, pelos dados das Nações Unidas

http://espn.estadao.com.br
« Última modificação: 17/02/2011, 12:17 por Fisgas »
 

 



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