Taça Sayovo deve qualificar aos jogos paralímpicos e africanos Luanda - A Taça José Sayovo em atletismo adaptado deve fazer parte do calendário anual do Comité Paralímpico Internacional (IPC), de modo que possa qualificar aos jogos Paralímpicos e africanos, defendeu nesta quinta-feira à Angop, em Luanda, o presidente do Comité Paralímpico Angolano, Leonel da Rocha Pinto.
Leonel da Rocha Pinto - presidente do Comité Paralímpico Angolano
Foto: Rasrio dos Santos
No balanço, após a disputa domingo da X edição da competição, em homenagem ao atleta nacional de maior referência do desporto adaptado, Leonel Pinto afirmou tratar-se de uma flexão que se pretende conjunta com o Ministério da Juventude e Desportos (MJD), na qualidade de tutora do evento.
“Uma dezenas de edições já disputadas, maior parte delas pautadas por excelente nível organizativo e com recordes de participações conferem o mérito, por direito próprio, da Taça Sayovo constar do calendário do IPC, qualificar aos jogos paralímpicos e africanos”, sustentou.
Disse tratar-se de uma competição instituída em 2005 e inscrita no Orçamento Geral do Estado (OGE), e que urge a elaboração de um plano estratégico para conferi-la dimensão maior, partindo por uma melhor valorização interna e depois a inscrição no Comité Paralímpico Internacional.
O também presidente do Comité Paralímpico Africano reclama por maior reconhecimento à figura de José Armando Sayovo, recorrendo ao histórico do atleta a nível mundial para justificar-se.
“Estamos a falar de José Armando Sayovo, uma figura de destaque neste país e a nível internacional. É até hoje o melhor embaixador do desporto angolano e símbolo do investimento do estado para às pessoas portadoras de deficiências”, disse.
Pelo menos 420 atletas entre federados e não federados de 17 províncias do país disputaram a competição anual, na nova Marginal de Luanda, em percurso 10 quilómetros.
José Sayovo é o atleta mais medalhado do desporto adaptado em Angola, com subidas ao pódio em três ocasiões consecutivas em jogos paralímpicos, designadamente, em Atenas2004 (Grécia), Pequim2008 (China) e Londres2012 (Inglaterra).
O velocista deficiente visual (classe T11) acumula um pecúlio de 48 medalhas internacionais, sendo 25 de ouro, 21 de prata e 2 de bronze. Seu maior momento desportivo foi em Atenas quando conquistou a tripla medalha de ouro e respectivos recordes nos 100, 200 e 400 metros.
Fonte: Angop