Liftech

Rehapoint
Autopedico

Invacare
TotalMobility

Anuncie Aqui

Autor Tópico: Meia Maratona de Lisboa, o CVI reagiu enviando o seguinte Comunicado à entidade responsável  (Lida 2015 vezes)

0 Membros e 1 Visitante estão a ver este tópico.

Online migel

 

Na sequência dos acontecimentos relatados por pessoas que utilizam cadeira de rodas e se viram proibidas de participar na Meia Maratona de Lisboa, o CVI reagiu enviando o seguinte Comunicado à entidade responsável:
“Prezada organização da prova EDP Meia Maratona de Lisboa,
A Associação Centro de Vida Independente vem, por este meio, expressar a sua indignação, assim como a de muitas outras pessoas, com os relatos que nos chegaram acerca do tratamento discriminatório que as pessoas em cadeiras de rodas receberam durante a vossa prova. Apesar de terem pago a inscrição e recebido os seus dorsais, essas pessoas terão sido proibidas de fazer o percurso normal.
Gostaríamos de lembrar-lhes que não existe nada no Regulamento da prova que proíba a participação de pessoas com cadeiras de rodas. Discriminação é crime por lei, de acordo com a Lei 46/2006, que proíbe e pune qualquer tipo de discriminação em razão de deficiência.
Sendo assim, é inadmissível que pessoas com deficiência sejam impedidas de participar numa prova em que todas as outras inscritas têm a mesma oportunidade de participar. Este tipo de atitude é uma clara violação dos direitos humanos e deve ser repudiada.
Por isso, deve a organização apresentar um pedido de desculpas público às pessoas lesadas e devolver o dinheiro das inscrições. Sugerimos também que as pessoas que foram impedidas de participar sejam inscritas automaticamente na prova do próximo ano sem custos adicionais.
Aproveitamos esta oportunidade para agradecer à Polícia presente na prova, que teve uma conduta irrepreensível ao longo do percurso com esses participantes e que se mostrou solícita a ajudá-los sempre que necessário incentivando-os a fazer uma parte do percurso.
Esperamos que a organização reflita sobre a importância da inclusão e do respeito pela diversidade e solicitamos que tome medidas para garantir que todos os participantes possam desfrutar da prova em condições de igualdade.
Atenciosamente,
Centro de Vida Independente”
Basta de violarem os nossos direitos! Basta de nos discriminarem em razão da nossa deficiência!




Fonte: Facebook CVI
 

Online migel

 
Comunicado
Atualizado: 14/03/2023



Na sequência do evento “EDP Meia Maratona de Lisboa”, realizado no passado dia 12 de março, chegou ao conhecimento do Instituto Nacional para a Reabilitação o relato de uma situação de discriminação e recusa de participação de um grupo de cidadãos com deficiência que se deslocavam em cadeira de rodas.

Segundo o relato apresentado, o grupo de cidadãos deslocou-se até à ponte em autocarro cedido pela organização. No momento em que se preparavam para abandonar o autocarro, foram abordados por um alegado Diretor de Prova que informou não ser possível a participação de atletas em cadeira de rodas.

Analisado o regulamento disponibilizado no site do Maratona Clube de Portugal, não se verificou qualquer impedimento para o efeito, pelo que foram solicitados, ao Maratona Clube de Portugal, os devidos esclarecimentos relativamente ao ocorrido.
Acresce que, foram indicadas questões como a salvaguarda da integridade física de todos os participantes e garantia de segurança, cujo teor prático se desconhece, não fazendo o regulamento qualquer menção a este propósito.

Este Instituto vem demonstrar o seu repúdio quanto aos acontecimentos relatados, que constituem não só uma violação do regulamento em si, como uma clara violação da Lei da Não Discriminação, devendo, como tal, ser punido nos termos previstos.



Fonte: INR
 

Online migel

 
Meia Maratona de Lisboa. Contestada exclusão de atletas em cadeiras de rodas
por Antena 1
   

Foto: Pedro A. Pina - RTP

O Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) e o Instituto Nacional para a Reabilitação (INR) repudiam a exclusão de pessoas em cadeira de rodas, que se registou este domingo na Meia Maratona de Lisboa.

A organização justificou-se com questões de segurança e terá sido uma má interpretação de uma alínea do regulamento, por parte do diretor da prova.

Uma leitura que impdiu nove atletas em cadeira de rodas de participarem na mítica prova de atletismo português.

O IPDJ e o INR consideram que se trata de uma clara violação da lei da não discriminação e pede a devida punição nos termos previstos. E há uma série de sanções que podem ser aplicadas neste género de situações.

A Antena 1 consultou o advogado Nuno Cerejeira Namora, que explica que os lesados têm direito a uma indemnização por danos patrimoniais e não patrimoniais, ou danos morais.
Media player poster frame00:00
00:57
Pode ainda ser aplicada uma multa que vai de 3.800 a 7.600 euros. No que diz respeito à pessoa colectiva, a coima pode andar entre os 15.200 e os 22.800, além de sanções acessórias.

Os organizadores mostram-se disponíveis para trabalhar em conjunto com as duas instituições para, na próxima edição se encontrar uma fórmula, que garanta a segurança de todos os que desejem participar.



Fonte: https://www.rtp.pt/noticias/desporto/meia-maratona-de-lisboa-contestada-exclusao-de-atletas-em-cadeiras-de-rodas_a1473019
 

Online migel

 
“Situação vergonhosa” na Meia Maratona. “Uma cadeira de rodas não é um acessório”

Miguel Pinto, da dupla Iron Brother, explicou à NiT o que se passou na prova que aconteceu no passado domingo, 12 de março.
        14/03/2023 às 23:21


A prova tem 21 quilómetros.
texto
Catarina Simões

No passado domingo, 12 de março, Lisboa encheu-se de fãs de corrida que estavam ansiosos por realizarem a EDP Meia Maratona de Lisboa, prova atravessa a icónica Ponte 25 de Abril. porém, nem todos puderam partilhar da mesma sensação.

“Hoje o impensável aconteceu”, começa por denunciar Miguel Pinto na página de Instagram que partilha com o irmão Pedro. Para continuar: “Quando as cadeiras da Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa estavam a descer das carrinhas, para os utentes e voluntários participarem na Mini Maratona, como já é tradição da associação há mais de 20 anos, o diretor de prova, no local, deu indicação à PSP [Polícia de Segurança Pública] para o impedir, dizendo que estavam proibidas na prova. No século XXI isto é absolutamente inadmissível e é uma violação gritante do princípio da igualdade. É uma discriminação vergonhosa de pessoas com deficiência, quando andaram a publicitar a prova como inclusiva.”

A dupla Iron Brothers é composta por Miguel e pelo irmão Pedro que sofre de paralisia cerebral. Marcam  presença assídua neste tipo de provas, mas, por acaso, este ano Miguel estava a correr sozinho. “Só me apercebi do que se passava quando cheguei a Alcântara e vi os utentes da associação parados. No início até pensei que estavam ali para apoiar os colegas que vinham na corrida”, explica à NiT.

Quando se apercebeu da verdadeira razão ficou incrédulo. “Estavam todos devidamente inscritos, com dorsais. Tanto os atletas que estavam nas cadeiras de rodas, como quem ia empurrá-las”, esclarece. “Eles têm o direito de participar, nem é uma questão de ser uma prova inclusiva”, denuncia. E admite: “Foi uma situação muito triste e vergonhosa. Para os miúdos foi um choque e representa um grande retrocesso na luta pelos direitos da pessoa com deficiência.”


Segundo o regulamento que terá sido citado pelo responsável da organização que abordou os inscritos, “é expressamente proibida a participação de pessoas com animais de estimação, carrinho de bebé, patins, bem como qualquer outro acessório que não seja utilizado para este tipo de provas”, o que deixou todos os envolvidos mais incomodados. “A cadeira de rodas não é um simples acessório e, se eles acham que sim, é gravíssimo”, atira Miguel Pinto. E acrescenta: “Acho que não estavam à espera que alguém desse voz à situação”.

Para o atleta este caso mostra que ainda têm “muitos quilómetros para fazer” no caminho da inclusão. “Continuaremos a fazer o nosso trabalho e a nossa mensagem é sempre positiva. Queremos que as pessoas se inspirem e percebam que todos temos os mesmos direitos, sem condições”, refere.

Entretanto, a organização da EDP Meia Maratona divulgou um comunicado onde afirma que “a não participação de concorrentes em cadeiras de rodas, cadeiras de bebés e outros equipamentos nas provas deste domingo, se deve exclusivamente a questões de segurança e em consequência de incidentes graves ocorridos em edições anteriores”.

Miguel Pinto tem dificuldade em entender a justificação dada, uma vez que na edição do ano passado convidaram Eric Domingo Roldan, um maratonista amador espanhol que correu a empurrar a cadeira de rodas com a mãe, Sílvia, que tem esclerose múltipla. “E fizeram toda uma ação de marketing sobre esta participação”, atira.


Miguel e o irmão Pedro noutra prova.

“As regras foram comunicadas no regulamento das provas e na Sport Expo, que lamentamos se não estiveram claras o suficiente. Recordamos que enquanto organizadores de provas, fomos pioneiros na inclusão e, que entre 1998 e 2018, organizámos em Lisboa, em conjunto com a Meia Maratona, 20 edições da prova de deficientes motores em cadeiras de rodas com atletas semi-profissionais de todo o mundo”, acrescentaram os responsáveis pela prova.

O Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) e o Instituto Nacional para a Reabilitação (INR) repudiam a exclusão de pessoas em cadeira de rodas da meia maratona e consideram que se trata de uma clara violação da lei da não discriminação e pede a devida punição nos termos previstos.

Já a Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa reuniu com a organização da prova e depois de um pedido de desculpas, prontificou-se para os ajudarem a tirar dúvidas e oferecer ideias e sugestões para melhorar as condições, “para que isto nunca mais volte a acontecer”.



Fonte: https://www.nit.pt/fit/ginasios-e-outdoor/situacao-vergonhosa-na-meia-maratona-uma-cadeira-de-rodas-nao-e-um-acessorio
 

Online migel

 
EDP Meia Maratona de Lisboa


Enquanto responsável pela segurança de cada um dos milhares de participantes nas provas por si organizadas, o Maratona Clube de Portugal vem por este meio reforçar que a não participação de concorrentes em cadeiras de rodas, cadeiras de bebés e outros equipamentos nas provas deste domingo, se deve exclusivamente a questões de segurança e em consequência de incidentes graves ocorridos em edições anteriores. Estas regras foram comunicadas no regulamento das provas e na Sport Expo, que lamentamos se não estiveram claras o suficiente. Recordamos que enquanto organizadores de provas, fomos pioneiros na inclusão e, que entre 1998 e 2018, organizámos em Lisboa, em conjunto com a Meia Maratona, 20 edições da prova de deficientes motores em cadeiras de rodas com atletas semi-profissionais de todo o mundo.
Não obstante, somos os primeiros a lamentar o transtorno causado aos participantes que hoje se viram privados de participar. Já entrámos em contacto com a Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa e mostrámos a nossa disponibilidade para procurar em conjunto uma forma em que possamos contar com a participação dos seus associados, salvaguardando a segurança de todos o participantes.



facebook APD
 

 



Anuncie Connosco Anuncie Connosco Anuncie Connosco Anuncie Connosco Anuncie Connosco


  •   Política de Privacidade   •   Regras   •   Fale Connosco   •  
     
Voltar ao topo