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Autor Tópico: Meia Maratona Douro Vinhateiro para deficientes motores em cadeiras de rodas.  (Lida 6481 vezes)

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Online migel

 
MEIA MARATONA DO DOURO VINHATEIRO PROVA DE DEFICIENTES MOTORES EM CADEIRA DE RODAS



A.Numa organização da GlobalSport, com o apoio da Associação Nacional de Atletas em Cadeira de Rodas, vai realizar-se no dia 23 de Maio de 2010 o evento: “ 2ª Meia Maratona do Douro Vinhateiro em Cadeira de Rodas”.
B.O evento “ 2ª Meia Maratona do Douro Vinhateiro em Cadeira de Rodas”está integrado no evento “Meia Maratona do Douro Vinhateiro”.
C.A prova é autorizada pela Associação Nacional de Atletas em Cadeira de Rodas (ANACR), estando por isso incluída no seu calendário nacional.
D.A prova destina-se a atletas com deficiências motoras elegíveis para participar em competições de atletismo e tem início pelas 11.00 horas, com partida na Barragem de Bagauste – Peso da Régua.
E.O percurso da prova é o mesmo da Meia-Maratona , tendo a extensão de 21.000 metros.
F.Com a realização desta prova pretende-se proporcionar uma competição em que, para além do elevado nível competitivo de alguns praticantes, se possam reunir outros praticantes de nível médio e recreativo.
G.A prova “2ª Meia Maratona do Douro Vinhateiro em Cadeira de Rodas” pretende proporcionar também a demonstração das capacidades de atletas portadores de deficiências motoras, potenciadas pelo nível mediático da competição.
H.A GlobalSport pretende relembrar que a corrida e o desporto em geral, podem ser praticados por todos, nomeadamente pelas populações especiais mais carenciadas, tal como consta da Constituição da República Portuguesa.
I.Esta competição tem classificação final-geral, bem como prémios monetários. Haverá ainda t-shirts e medalhas alusivas a esta prova para todos os participantes.
J.A organização estruturou um cuidado serviço de assistência médica, sob orientação de uma especializada equipa de profissionais, embora não se responsabilize por qualquer acidente que se venha a verificar no decorrer desta prova.
K.Todos os atletas participantes estão cobertos por um seguro conforme o estipulado por lei (consultar o Certificado de Seguro para mais detalhes).
L.É obrigatório o uso de capacete.
M.Não serão permitidos mecanismos ou alavancas que possam ser utilizados para impulsionar a cadeira, somente dispositivos de direcção mecânica e operação manual serão permitidos.
N.A meia maratona em cadeira de rodas tem um escalão único Classes T53/T54.

Fonte: http://www.meiamaratonadouro.com
 

Offline ze.gaspar

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Tenho pena de não poder lá ir...
!!! Façam o favor de serem felizes !!!
 

Online migel

 
Ze, eu em principio lá estarei, mais uma vez, para ver se estou com os nossos amigos ;)
Claro que para ti é mt longe.
 

Online Sininho

 

Como estive lá... só a ver :D !!    Partilho aqui algumas das fotos que tirei...  :good:

[anexo apagado pelo Administrador]
Queira o bem, plante o bem e o resto vem...
 

Offline ze.gaspar

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Obrigado Sininho!

Estou a assistir ao agora na RTP2 à prova que é um evento muito bonito e que pode ser masi uma imagem do país

Pelas tuas fotos, pelo que consigo identificar, apanhas-te o Alexandrino, parece-me seguido do Alberto e depois o Mário Trindade.
!!! Façam o favor de serem felizes !!!
 

Online migel

 
Olá Ze,
Nem mais amigo, o Alex logo seguido pelo Alberto e já com algum atrazo o Màrio Trindade.
Vim a saber pela reportagem da RTP que o Alex. ganhou e o Alberto furou.

Mais uma vez fiquei desanimado/chocado com a reportagem da RTP pela "discriminação" com que cobre uma competição desta, dando mt pouco relevo ao esforço destes atletas.

 
 

Offline ze.gaspar

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Olá Ze,
Nem mais amigo, o Alex logo seguido pelo Alberto e já com algum atrazo o Màrio Trindade.
Vim a saber pela reportagem da RTP que o Alex. ganhou e o Alberto furou.

...

Pois foi pena o Alberto ultimamente as coisa não lhe andão de bem, mas faz parte também.


...

Mais uma vez fiquei desanimado/chocado com a reportagem da RTP pela "discriminação" com que cobre uma competição desta, dando mt pouco relevo ao esforço destes atletas.

 


Recoltante diria mesmo, no principio da reportagem ainda pensei que ia ser inovamente diferente pois dividiram em 2 janelas uma a companhar o 1.º homem e outra o 1.º em cadeira de rodas, mas foi sol de pouca dura.
Enfim... o raio que os parta!
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Offline Mário Trindade

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Decorreu no passado domingo dia 23 a 5ª edição da Meia Maratona do Douro Vinhateiro, a prova mais bela do mundo contou este ano com a presença de 7 atletas em cadeira de rodas, a prova ficou marcada por alguns incidentes tais como a falta de água e a falta de pódio para todos os atletas.
Quanto à prova em si para os atletas em cadeira de rodas, também alguns “azares”  Mário Trindade teve um furo a dez minutos do início da prova, mais ainda deu tempo para trocar de pneu, Alberto Baptista furou a roda dianteira no decorrer da prova, acabando por continuar com a roda furada até ao final.
O vencedor da prova foi o atleta da ANACR, Alexandrino Silva, em segundo lugar Alberto Baptista do NA Joane, e em terceiro lugar Mário Trindade ANACR.
Classificação Geral:
1º Alexandrino Silva, 49,42 - ANACR
2º Alberto Baptista, 54,50 - NA Joane
3º Mário Trindade, 1h12,06 - ANACR
4º Fernando Mendonça 1h27,04 - APD Paredes
5º Filipe Silva, 1h28,12 - APD Paredes
6º Nelson Sampaio, 1h39,45 - APD Paredes
7º Rui Pereira, 1h39,48 -  APD Paredes
Mário Trindade
 

Online migel

 
EDP 5ª Meia Maratona do Douro Vinhateiro - 23 de Maio de 2010

Aquela que se fez anunciar como a mais bela corrida do mundo, e se promoveu e divulgou de forma grandiosa, acabou por se transformar numa corrida trágica e infernal sob um sol escaldante e impiedoso (acima de 30ºC).

Tudo se passou no domingo, 23 de Maio, e depois de uma conduta nas semanas que antecederam a prova, que prometia uma prova de qualidade, no dia da prova, um erro completamente inexplicável, (pois a organização passadas 48 horas do ocorrido ainda não se explicou, deixando apenas uma breve alusão ao sucedido, de forma aligeirada, desvalorizando a situação), a mais bela corrida do mundo acabou por ser a pior corrida do mundo para as centenas de atletas que nela participaram.

A total ausência de abastecimentos para a maioria dos atletas a partir do km 8, incluindo no ponto de chegada, foi o erro fatal. Aquele que não se pode ter. Põe em risco a saúde e a vida do atleta. É a mancha que mesmo que tudo o resto estivesse 5 estrelas (não estava!) envenena e apaga por completo tudo o que de bom se fez. É demasiado sério e grave!

Colocar apenas duas jovens no 1º abastecimento (km 4) para dar água, quando se anunciava 2000 atletas para a Meia, é outro erro óbvio. Quando os atletas ainda pouco se dispersaram (km 4!), seria possível cada jovem oferecer em mão garrafas de água a 1000 atletas cada uma?! Pelos vistos, a organização achou que sim.


Poderíamos "esquecer" vários pontos do regulamento que não se fizeram cumprir, como a "regulamentada" recolha dos atletas após 1 hora da chegada do primeiro, que não se fez e que certamente evitaria vários casos de desidratação e insolação, por mais ou menos graves que fossem. Poderíamos esquecer a má organização à chegada, quer em termos de recolha de chips, quer de entrega de prémios de presença. Há atletas que levaram saco, garrafa de vinho, t-shirt, água, tomboladeira (objecto usado pelo escanção nas provas de vinhos), umas com corrente outras sem. Atletas houve que levaram alguns desses objectos em duplicado e triplicado, porque lhes era estendido em mão, aqui, ali e mais à frente, e outros ainda, faltou-lhes um ou mais objecto e a muitos, faltou tudo! Cortaram a meta e vieram de mãos a abanar, com o interior do corpo mais seco que um bacalhau seco! Se somarmos a isto o facto que deram 10 euros para usufruir do prazer de correr , compreenderemos melhor a revolta das pessoas e as frases ofensivas e os nomes que chamaram à organização, principalmente na pessoa do seu director, que acabou a chorar, não sei bem se por ofendido, ou por constatação da merda que fez pela sua incompetência como organizador de provas de atletismo. A avaliar pelo comunicado no site oficial da prova, em nada humilde ou sincero, desvalorizando o sucedido, tudo leva a crer que foi apenas pela primeira razão.


Mas a prova teve coisas boas!

O antes:

Informações no site oficial. Envio de mails para os inscritos com várias informações; Inscrições fáceis, de valor a dar direito a exigir tratamento equivalente (elevado); levantamento de dorsais na véspera e também no dia da prova; problemas habituais resolvidos com prontidão e boa vontade;

No dia: viagem de comboio do local de chegada para o local de partida. Partidas impecáveis com divisão clara e controlada dos atletas da Meia e da Mini; espaço para aquecimento; animação com exercícios de aquecimento e alongamento.
Tudo fazia adivinhar uma prova de sucesso. Daquelas onde todos queremos voltar.

Mas depois...depois tudo se complicou. O mais grave já foi falado (insuficiência e ausência de abastecimentos); a inevitável mistura de atletas da Meia com os da Mini, com a dificuldade de correr para os primeiros; e depois, depois tudo o resto: desorganização na entrega do saco com prémios de presença, conforme já expus acima, a insuficiência e ausência de apoios de primeiros socorros, quer ao longo da prova quer no final; a incapacidade de reparar o erro: se a água acaba ao km 8, muito se poderia fazer para nos próximos abastecimentos já estivessem repostos! Não foi feito! Valeram os bombeiros e os populares, e a cena era arrepiante. Água. Atletas a implorar por água, porque ela é essencial à vida, e eles já a estavam a perder... desmaios, desespero de sofregamente pegar numa garrafa no chão, esquecer que lábios de bocas de dentes pobres e cuspo nos cantos da boca, a tocaram antes! Tudo isso é insignificante e os atletas pegam nessas garrafas e sorvem pingos, gotas de água esquecidas. É a luta pela sobrevivência! Já não se quer saber de tempos, quer-se apenas chegar. Bem. Vivo, pelo menos.

São os choros e a aflição dos amigos e familiares que esperavam os atletas na meta, pois praticamente todos estavam a demorar mais do que seria previsto para cada um. São as sirenes das ambulâncias. A partir, a chegar. As macas que não chegam. É o apelo do speaker, a todos, que tragam água, ajuda àquela gente que chega à meta e cai como tordos. Inesquecível. Foi uma prova inesquecível! Cenário arrepiante, triste. A mostrar como a corrida pode ser perigosa também. A afastar as pessoas da Corrida. A desmotivar. Uma prova absolutamente inesquecível! Pelas piores razões.
As coisas boas ainda: O Douro, o meu rico rio Douro e as suas margens. Quero correr lá de novo! Quero que a organização, se honesta for, convidasse e pedisse a TODOS que lá estiveram para fazer a Meia e acabaram por passar um suplício infernal, para voltarem em 2011, com inscrição gratuita (como compensação e mostra de reconhecimento da porcaria que fez, o que para já não está a fazer), e dessa forma manter a prova, a corrida que pode muito bem ser a mais bonita do mundo, mas para isso, é preciso muito mais que apenas as condições naturais. Essas estão lá! Depois há que criar as outras! E o abastecimento é de fácil resolução. Aumentar as quantidades! Simples! Evitar que Caminheiros que misturem com atletas da Meia. Tanto a fazer. A corrigir. A melhorar! Eu gostava que a Organização fosse capaz disso! Será?
Talvez o director da prova seja (é!) um excelente promotor de eventos! Mas organizar uma prova de atletismo de estrada, a parte da promoção é apenas uma parte, o resto, o fundamental, o essencial para satisfazer quem corre e torna o evento num sucesso, exige outro tipo de pessoa, outro tipo de atitude.



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