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Autor Tópico: [Angola]Basquetebol em cadeiras de rodas vive momentos difíceis na Huíla  (Lida 1429 vezes)

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Basquetebol em cadeiras de rodas vive momentos difíceis na Huíla
 
Atletas paralímpicos da Huíla querem mais apoios


Fotografia: Jornal dos Desportos
Os praticantes de basquetebol em cadeiras de rodas na cidade do Lubango, província da Huíla, necessitam de material desportivo para o desenvolver no seio de diferentes comunidades. A única equipa existente há 15 anos na Huíla, constituída por 20 atletas, enfrenta dificuldades de falta de cadeiras de rodas para a prática da modalidade. Das quatro cadeiras existentes, ofertadas há 15 anos, apenas duas se encontram em boas condições.

Pedro Alexandre, treinador de basquetebol em cadeiras de rodas na Huíla, afirmou ontem, no Lubango, que o desenvolvimento desse desporto “está mal”. Apesar das dificuldades, disse, não falta a vontade do pessoal. As duas cadeiras, que servem para “remediar”, também são fonte de lesões dos atletas. “Por exemplo, se deres duas pedaladas, a roda salta”, explicou. As outras duas, em boas condições, absorvem um total de 20 atletas. Perante o cenário, Pedro Alexandre diz que a situação lhe “tira o sono”.

“Os atletas estão constantemente em minha casa para saber quando vamos receber o novo material. Não me sinto bem a trabalhar nessas condições”, explicou. Como consequência da campanha de sensibilização efectuada em diferentes sectores da vida social, há grande adesão de portadores de deficiência para a prática de basquetebol em cadeira de rodas. Apesar destas dificuldades, Pedro Alexandre, também dirigente desportivo, revelou que a aposta para a presente época desportiva é a criação de uma equipa feminina. O sucesso dessa intenção passa pela vontade de individualidades singulares e colectivas no apoio ao projecto.

“Já temos dez mulheres jovens com deficiência mobilizadas para a prática do basquetebol em cadeiras de rodas”, revelou. As potencialidades da Huíla no desporto adaptado são elevadas, mas faltam apoios das instituições. Pedro Alexandre diz que “não existem apoios de grande vulto do Comité Paralímpico Angolano nem da Direcção Provincial da Juventude e Desportos da Huíla”. O que existem são “os apoios morais”.

“Já batemos às portas; trouxemos os troféus de vários campeonatos e oferecemo-los. Porém, recebem-nos e engavetam-nos. Não se vê mais nada. Se treinamos por amor à camisola é porque os técnicos e os atletas, que nada ganham com isso, gostam da modalidade”, sustentou. Pedro Alexandre quer outra postura das entidades. O técnico propõe aos dirigentes a assistência aos treinos para constatarem as condições de trabalho à disposição dos atletas.

“Os apoios mínimos só aparecem quando faltam dois dias para a equipa viajar”, disse com sentimento abatido, acrescentando que “assim não dá, porque temos vontade para trabalhar e engrandecer o desporto adaptado”. Os últimos apoios recebidos resumem-se a duas bolas, no final do campeonato passado e um “equipamentozinho” de um outro projecto do Ministério da Juventude e Desportos.


http://jornaldosdesportos.sapo
 

 



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