Liftech

Rehapoint
Autopedico

Invacare
TotalMobility

Anuncie Aqui

Autor Tópico: Penso que esta é a melhor foto para ilustrar a seguinte reflexão.  (Lida 1064 vezes)

0 Membros e 1 Visitante estão a ver este tópico.

Offline Fisgas

 
Penso que esta é a melhor foto para ilustrar a seguinte reflexão.



Ao longo de todo o ano, muitas têm sido as críticas e os reparos à minha forma de atuar e dirigir feedbacks aos meus atletas. "Berras muito", "Eles ficam nervosos", "Tens que ter calma". Se às vezes a ignorância faz-me rir, tantas outras desperta o meu lado mais irascível.
Constrange-me a grotesca falta de percepção de quem está de fora de que a esmagadora maioria destes "gritos" são ensaiados, forçados e seletivos. Tenho a sorte de ter no meu parceiro/adjunto/preparador físico uma personalidade totalmente oposta - parca em observações ou grandes sublevações de espírito -, capaz de compreender e concordar na necessidade de existir este equilíbrio. Estranho o entendimento tão pouco sofisticado do jogo e dos estilos de liderança de quem cá anda há muito tempo. Sabemos, à lupa, qual o atleta que precisa de constante reforço positivo, qual aquele que precisa de constante reforço negativo, qual o que precisa de uma mescla de ambos, qual o que precisa que não lhe digam nada.
Na nossa leitura, compete ao treinador, não promover a figura do sábio distante, críptico e vigilante no seu banco enquando delega as tarefas da plebe no seu adjunto, mas sim cultivar a manutenção da intensidade dos seus atletas em todos os momentos do jogo, sobretudo em idade de formação. Atenção: não disse telecomandar a partir do banco a jogada que se quer pôr em prática. Referi intensidade.
Lamento a presunção - ou talvez não -, mas sabemos estar no trilho certo quando num ano evoluímos mais do que muitos em décadas. Temos atletas que dominam uma paragem em drible, cientes do que é - mesmo que não consigam executar sempre - jogar sob um sistema de ajudas, qual a técnica individual de defesa, com fundamentos individuais ofensivos sólidos ou a caminho disso, capazes de executarem ações com a mão não dominante.
Prezamos e planeamos ao milímetro o treino físico extra-treino (planeamos não, planeia o Bruno Silva), dotando os nossos atletas com as competências fundamentais e específicas para a prática do BCR. É desconcertante ver tanto atleta experimentado trabalhar sempre na franja da resistência e surpreender-se - ao ignorar a força explosiva - de não constatar ganhos no alcance do seu lançamento ou explosão do primeiro impulso.
Temos uma carga de treino semanal que oscila entre 3 e 8 treinos para alguns atletas, promovemos uma forma de estar profissional dentro do amadorismo.
Mais importante do que tudo isto - e única garantia da validade do nosso trabalho - é ouvir atletas chegarem ao fim de um jogo ou no treino seguinte dizerem "Grita comigo quando eu tiver ausências, às vezes é preciso"; ou a pedirem para treinar quando passam quase todos os jogos no banco.
Está tudo dito, não está?
Também ouvi um chorrilho de críticas à minha dificuldade em gerir o papel de Treinador-jogador, algo que abomino e considero um mal necessário até haver melhor alternativa. E a melhor alternativa também já está no meu banco a breve prazo. "Estás a perder-te como jogador", "Destabilizas-te a ti e aos outros lá dentro" tenho ouvido.
Bom, não vejo muitos destabilizados como eu a jogar por aí, a meter 20 e 30 pontos, 10 ou + assistências, e a colher uns ressaltos milagrosos, dada a altura do espécime.
Não ganhámos nada, provavelmente ainda não vamos ganhar, mas, recuperando as palavras da abertura desta época, viemos para chegar ao topo.
Aos que não compreendem, aos que não vêem para lá do óbvio, aos que criticam sem sequer conseguirem fazer melhor, remetam-se à vossa insignificância, silêncio e profunda ignorância.

📷 FPB/Sportflash

Tirado do facebook
 

 



Anuncie Connosco Anuncie Connosco Anuncie Connosco Anuncie Connosco Anuncie Connosco


  •   Política de Privacidade   •   Regras   •   Fale Connosco   •  
     
Voltar ao topo