Dieta rica em zinco aumenta suscetibilidade a infecção hospitalarc
no dia 30 de Setembro de 2016
A ingestão de quantidades excessivas de zinco aumenta a suscetibilidade à infeção provocada pela bactéria Clostridium difficile (C. difficile), a causa mais comum de infeções adquiridas no hospital, atesta um estudo publicado na revista "Nature Medicine".
Os investigadores da Universidade Vanderbilt, nos EUA, constataram que níveis elevados de zinco alteram o microbioma intestinal de uma forma semelhante ao tratamento com antibióticos, o factor de risco primário da infeção por C. difficile.
Estes achados são particularmente importantes para os pacientes que estão hospitalizados ou que estão a tomar antibióticos e suplementos de zinco.
Para o estudo, os investigadores alimentaram ratinhos com uma dieta com teor baixo, normal e elevado de zinco ao longo de cinco semanas. Verificou-se que, comparativamente com os animais alimentados com uma dieta com um tor baixo ou normal de zinco, aqueles que ingeriram quantidades elevadas deste mineral tinham uma flora intestinal alterada e eram mais suscetíveis à infeção por C. difficile a baixas doses de antiviótico. Os investigadores verificaram ainda que nestas circunstâncias infeção era mais severa e letal.
Os antibióticos aumentam a susceptibilidade à infeção provocada pela C. difficile, pois matam muitos dos organismos saudáveis presentes no intestino, diminuindo consequentemente a diversidade microbiana e permitindo que a bactéria se estabeleça. Eric Skaar referiu que a dieta rica em zinco altera, de uma forma semelhante, a estrutura do microbioma.
O estudo, liderado por Eric Skaar, também apurou que a proteína que se liga ao zinco, a calprotectina, é importante para combater a bactéria, uma vez que diminui a disponibilidade do zinco durante a infeção.
De acordo com investigador, estes resultados indicam que os indivíduos que têm um risco de serem infectados pela C. difficile não devem tomar suplementos de zinco a não ser que tenham uma deficiência clara deste mineral. No caso de terem necessidade de tomar este tipo de suplementos a dose não deve ser excessiva.
Eric Skaar conclui que este estudo demonstra que a toma cega e excessiva de suplementos pode ter consequências negativas graves e pode também afectar o equilíbrio da interação entre o hospedeiro e agente patogénico, favorecendo este últ