Novos dados sustentam promessa de insulina de acção prolongada
Uma versão aprimorada do medicamento para diabetes Lantus, da Sanofi, funciona melhor que o antigo no controlo dos níveis de açúcar no sangue e causa menos eventos de hipoglicemia, segundo mostraram novos dados de testes clínicos de estágio avançado divulgados esta terça-feira.
O medicamento é uma das várias drogas em que a Sanofi está a apostar para defender a sua vice-liderança no mercado mundial de diabetes, que vale 42 mil milhões de dólares, uma vez que o seu Lantus, a insulina mais prescrita do mundo, perderá protecção de patente em 2015.
A insulina de acção prolongada, chamada de U300, requer menos doses ou doses menores que o Lantus e oferece uma libertação de insulina mais consistente. É similar ao Tresiba da Novo Nordisk, que também está em desenvolvimento.
Os analistas esperam que a Sanofi procure aprovação dos reguladores para a U300 nos Estados Unidos e na Europa em 2014, e que a droga alcance vendas globais de 872 milhões de dólares até 2017, segundo estimativas da Thomson Reuters Cortellis.
«Os resultados confirmam que o U300 provavelmente poderá receber aprovação», disse o analista Mark Clark do Deutsche Bank em comunicado.
Os resultados detalhados de fase 3 revelados no Congresso Mundial de Diabetes, em Melbourne, mostraram que o U300 é melhor que o Lantus no controlo de baixas no nível de açúcar no sangue durante a noite, um efeito colateral comum em pacientes tratados com insulina.
O medicamento também reduziu a incidência de eventos de hipoglicemia em qualquer horário do dia durante o período de seis meses de estudo.
DD