População jovem é a mais afetada
no dia 04 de Abril de 2014
O aumento do nível da polinização que se verifica durante a primavera leva a um aumento das queixas dos sintomas alérgicos, nomeadamente a nível ocular. As conjuntivites alérgicas, que atingem cerca de 20 a 25 por cento da população portuguesa, em especial os mais jovens, podem ser tratadas com colírios oftalmológicos e prevenidas através do não contacto com elementos que desencadeiem alergia (alergénios).
Paulo Torres, oftalmologista e presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) explica que “a conjuntivite alérgica é uma doença inflamatória da superfície ocular externa, muitas vezes recorrente e que se manifesta principalmente através do prurido, fotofobia e lacrimejo. Outras manifestações tais como sensação de ardor, de corpo estranho, vermelhidão e edema da conjuntiva e das pálpebras podem também estar presentes”.
As conjuntivites podem ter várias causas. Por exemplo, as de origem infeciosa, muito frequentes, são provocadas por vírus, bactérias ou fungos. No entanto, distinguem-se da conjuntivite alérgica porque, segundo o especialista, nas de origem infeciosa “predominam as secreções muco-purulentas, contrastando com as da alergia que apresentam uma lágrima límpida. Além disso, a conjuntivite alérgica manifesta-se quase sempre nos dois olhos, enquanto a conjuntivite infeciosa pode manifestar-se apenas num dos olhos”.
O oftalmologista realça ainda que sintomas nasais de rinite estão muitas vezes associados à conjuntivite alérgica. Esta última manifesta-se em cerca de 70% dos doentes com rinite alérgica diagnosticada. A conjuntivite alérgica pode ter um carácter sazonal com exacerbação dos sintomas
PCD