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Autor Tópico: Sibilância recorrente: “O meu filho tem frequentemente apitos ou gatinhos no peito!”  (Lida 314 vezes)

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Sibilância recorrente: “O meu filho tem frequentemente apitos ou gatinhos no peito!”


O que é?

A sibilância é um sinal inespecífico do aparelho respiratório. O termo sibilância define um som musical de alta frequência, predominante na expiração, audível com estetoscópio – sibilo - ou sem estetoscópio – pieira. Este som resulta da oscilação entre paredes opostas aquando do estreitamento/obstrução das vias aéreas à passagem do fluxo de ar. “Apito no peito” ou “gatinhos no peito” são expressões empregues em linguagem corrente. Sibilância recorrente define-se como a ocorrência ≥ 3 episódios de sibilância nos 3 primeiros anos de vida ou ≥ 3 episódios no último ano, com resposta a broncodilatadores e com intervalos livres de sintomas.


É frequente nas crianças?


A sibilância é frequente em idade pediátrica, sendo mais prevalente em idade pré-escolar. Até aos 6 anos, metade das crianças têm pelo menos um episódio. É frequentemente um sintoma transitório e 60% das crianças em idade pré-escolar que sibilam deixam espontaneamente de ter queixas em idade escolar.

Porque é mais comum nas crianças pequenas ?

As vias aéreas nas crianças mais pequenas, têm menor calibre, elasticidade e espessura, o que condiciona o aparecimento frequente desta manifestação.

Qual a causa ?

São inúmeras as patologias que poderão estar na base da sibilância recorrente, nomeadamente, infeções respiratórias baixas, asma, displasia broncopulmonar, fibrose quística, malformações congénitas das vias aéreas, aspiração de corpo estranho ou discinesia ciliar. No entanto, as causas mais frequentes são as infecções virais/sibilância recorrente desencadeada por vírus e a asma. Entre os vírus respiratórios, destacam-se o vírus sincicial respiratório (VSR), sobretudo em lactentes, e o rhinovirus (vírus da constipação) em crianças após os 2-3 anos de idade. Em crianças em idade pré-escolar, sobretudo com mais de 15 meses, torna-se difícil distinguir entre estas duas entidades.

Qual o tratamento?

O objetivo do tratamento é atingir e manter o controlo da doença, prevenindo o agravamento clínico e lesões persistentes. O grau de controlo da doença avalia-se essencialmente com base na clínica. Medidas não-farmacológicas devem ser implementadas em todas as crianças. Deve manter-se afastamento de ambientes com fumo, nomeadamente, o de tabaco, uma vez que existe uma associação franca entre o tabagismo passivo familiar e o agravamento dos sintomas e da função respiratória. Evitar alergénios pode ser outra medida útil na prevenção de novos episódios de sibilância. Igualmente importante é a educação geral sobre a doença. Pretende-se que os pais consigam reconhecer os sinais de agravamento da doença e saibam como iniciar a terapêutica de crise no domicílio.

Como se trata a crise?

Os fármacos de eleição no tratamento agudo de um episódio de sibilância recorrente são os β2-agonistas de curta ação, sendo que o mais utilizado é o Salbutamol. A via de administração por inalador pressurizado em câmara expansora é clinicamente equivalente ou superior à nebulização e para além disso apresenta vantagens práticas, pelo que se recomenda o seu uso preferencial, com máscara ou bucal, consoante a idade da criança. Um esquema no domicílio pode iniciar-se com 2 inalações (200 mcg) avaliando-se a resposta na hora seguinte, sempre com atenção aos critérios de gravidade explicados pelo médico.

Tem tratamento de manutenção?

Os corticosteroides inalados têm benefício tanto na redução dos sintomas e das agudizações, como na melhoria da função respiratória. Na sibilância induzida por vírus a terapêutica reduz os sintomas, particularmente em crianças com fatores de risco, mas não parece afetar a evolução da doença. Os fármacos mais utilizados são a Fluticasona e o Budesonido. Os corticosteroides inalados (a designação “bomba” é errada, são medicamentos inalados em spray) utilizados na forma e nas doses adequadas são muito seguros, eficazes e não têm os riscos reportados a mitos populares, sem fundamento científico. Outra opção terapêutica em monoterapia ou em associação, são os antagonistas dos leucotrienos, fármaco mais comumente conhecido como Montelucaste. É importante ressalvar que, verificando-se melhoria clínica, esta pode não dever-se exclusivamente à intervenção farmacológica, mas também à evolução natural da doença.

Se o/a seu/sua filho/a tem episódios de apitos ou gatinhos no peito, fale com o seu médico assistente. Não deixe a doença evoluir. É importante controlar desde o início dos sintomas e existem tratamentos eficazes e seguros para todas as idades.

Lídia Leite, interna em formação específica de Pediatria, com a colaboração de Carla Moreira, pediatra do Serviço de Pediatria do Hospital de Braga

Fonte: Educare
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