Liftech

Rehapoint
Autopedico

Invacare
TotalMobility

Anuncie Aqui

Autor Tópico: Ana Sofia Costa: «Ainda há quem pense que o Boccia é só atirar as bolas...»  (Lida 742 vezes)

0 Membros e 1 Visitante estão a ver este tópico.

Online migel

 
Ana Sofia Costa: «Ainda há quem pense que o Boccia é só atirar as bolas...»

Compete na classe BC3 e terminou o ano de 2022 a festejar o primeiro título Mundial
 

• Foto: Carlos Matos/CPP

Há quatro anos recebeu com surpresa a primeira chamada à Seleção Nacional e, entretanto, já se pode gabar de ser campeã Mundial. Ana Sofia Costa foi uma das atletas a trazer uma medalha de ouro para Portugal dos mundiais boccia do Rio de Janeiro, em dezembro último, ao vencer na classe BC3 contra as próprias expetativas. Para trás, ficaram 12 anos dedicados à modalidade, longas horas de treino diário e muito trabalho com a parceira de competição.

Foi em 2010 que a atleta teve o primeiro contacto com o boccia, através do clube do Centro João Paulo II, em Fátima, onde reside. A competição "mais a sério" surgiu com uma chamada inesperada à Seleção Nacional. "Foi o clube que recebeu a convocatória, para mim foi uma grande surpresa... A partir daí foi uma etapa de cada vez. Aprendi muito na seleção, a lidar com as emoções, a saber perder. Foi uma evolução natural, fruto de muito esforço", reflete Ana Sofia Costa, de 26 anos. Foi na seleção que Celina Gameiro entrou na equação. Na classe BC3 os atletas necessitam de um parceiro de competição, que opera a calha através da qual as bolas são lançadas. No fundo, põe em prática a jogada pensada pelo atleta. Um trabalho que exige química e muito treino.


"O parceiro coloca a bola na calha, vê o ponto em que a bola vai sair, se é preciso fazer ajustes. Muitas vezes tem de perceber o que eu quero com uma simples palavra", explicou-nos a campeã mundial, antes de esclarecer e sublinhar detalhes sobre a modalidade que pratica. "Ainda há quem pense que o boccia é só atirar as bolas, que não requer estratégia ou técnica, o que é uma ideia totalmente errada." *


Rio de Janeiro trouxe ouro inesperado


O Mundial do Rio de Janeiro não foi a primeira experiência em competições internacionais para a dupla que já tinha estado, por exemplo, nos Jogos Paralímpicos de Tóquio no ano anterior. Entre o Japão e o Brasil a evolução foi grande e Ana Sofia partiu para a prova com uma chegada aos quartos de final em mente... um objetivo que acabou por ser largamente excedido. "Sabíamos que era uma competição onde iam estar as melhores atletas. Tendo em conta o nível a que estava e a forma que trazia, defini esse objetivo pessoal do top-8. Mas chegando lá fui pensando jogo a jogo... e os resultados foram aparecendo", recorda a atleta que se sagraria campeã mundial contra as expetativas da própria parceira. "Eu era ainda mais pessimista, apontava ao top-10", diz Celina. A final, essa, foi encarada como "outro jogo qualquer"... talvez a receita para a medalha de ouro.

Pensar no Europeu... de olho em Paris


Além de atleta e parceiro de competição, há ainda a figura do treinador, que também tem uma importante palavra a dizer. Essa função é desempenhada por David Henrique. "Se duas cabeças pensam melhor do que uma, três também pensam melhor do que duas", introduz, de forma bem-disposta o técnico, antes de explicar em detalhe o seu papel durante os treinos e os jogos: "Cada jogada tem mais do que uma maneira de ser resolvida e o treinador trabalha com a atleta e parceira, para perceber a melhor maneira de a executar. Quanto mais visões tivermos, e mais opções na leitura de jogo, mais facilmente conseguimos perceber as vantagens e desvantagens de cada jogada."


Com a medalha de ouro nos mundiais e o atual 2º lugar no ranking internacional, aumenta a pressão para o ano que agora arranca, que terá dois objetivos fundamentais. 2023 é ano de Europeu, a realizar na cidade holandesa de Roterdão em agosto...com o título a valer qualificação direta para Paris’2024.



Objetivos que, como explica Celina Gameiro, requerem muito esforço. "Treinamos todos os dias , 1h30 de manhã e 1h30 à tarde. E em estágio são 8h por dia." Versão comprovada pelo treinador, que, além do sucesso desportivo, aponta ao reconhecimento: "É cada vez maior, mas o caminho ainda é longo." *
Por Vasco Borges



Fonte: Record
 

 



Anuncie Connosco Anuncie Connosco Anuncie Connosco Anuncie Connosco Anuncie Connosco


  •   Política de Privacidade   •   Regras   •   Fale Connosco   •  
     
Voltar ao topo