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Autor Tópico: Cadeira de rodas ganha mais uma distinção  (Lida 932 vezes)

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Cadeira de rodas ganha mais uma distinção



O professor Luís Paulo Reis, da Escola de Engenharia da Universidade do Minho (EEUM), coordena um projecto nacional de robótica, cujo objectivo é desenvolver uma cadeira de rodas que possa ser comandada através de movimentos de cabeça ou corpo, voz, expressões faciais e até pensamentos.

A tecnologia, testada em pacientes com paralisia cerebral, consegue desviar-se dos obstáculos, planear tarefas e comunicar com outros dispositivos. O projecto acaba de receber a sua quinta distinção, desta vez o prémio de melhor artigo na International Conference on Autonomous Robot Systems and Competitions.

O trabalho, intitulado ‘Intel lWheels: Cadeira de Rodas Inteligente com Interface Multimodal’, já foi inclusive escolhido pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia como projecto modelo. “A ideia foi sobretudo a de criar uma cadeira de rodas inteligente, de baixo custo e impacto ergonómico, que pudesse ser comandada por um interface multimodal flexível”, explica Luís Paulo Reis, do Departamento de Sistemas de Informação da EEUM.

“Os utilizadores poderão escolher entre vários modos de comando e até combiná-los. Entre as opções já disponíveis existem os comandos de voz, movimentos de cabeça ou o brain computer interface, que permitirá dirigir a cadeira através dos pensamentos”, acrescenta

 
O projecto conta com o apoio das UMinho, Porto e Aveiro, do Laboratório de Inteligência Artificial e Ciência de Computadores, do Centro Algoritmi da UMinho, do INESC Tec, do Instituto de Engenharia Eletrónica e Telemática de Aveiro, da Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto e da Associação do Porto de Paralisia Cerebral.
 
Projecto já recebeu cinco prémios

O ‘IntellWheels’ já foi premiado cinco vezes por várias entidades nacionais e internacionais. A última distinção deve-se ao artigo ‘Manual, Automatic and Shared Methods for Controlling an Intelligent Wheelchair: Adaptation to Cerebral Palsy Users’, desenvolvido por Brígida Mónica Faria, Luís Paulo Reis e Nuno Lau.
Os autores do trabalho, vencedor na categoria de Best Paper, receberam o galardão recentemente numa conferência internacional realizada no âmbito do 13.º Festival Nacional de Robótica.

O investigador acredita que daqui a duas décadas não haverá grandes diferenças no que diz respeito à inteligência e capacidade de realização de tarefas complexas entre humanos e robôs. “Os robôs serão os nossos parceiros. Poderão não ser robôs humanoides, com uma aparência muito semelhante ao do ser humano, mas trabalharão connosco na resolução de problemas do dia-a-dia ou de desafios maiores”, reforça.
 
Fonte: Correio do Minho
« Última modificação: 15/05/2013, 15:20 por Claram »
 

 



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