Identificadas mutações em 12 dos principais tipos de cancro
no dia 31 de Outubro de 2013
Os investigadores da Escola de Medicina da Universidade de Washington em St. Louis, nos EUA, demonstraram que algumas mutações em genes, habitualmente encontradas em certos tipos de cancros, também ocorriam noutros tumores que não estavam aparentemente relacionados.
Com base nestes resultados, os investigadores prevêem que um único teste que detecte alterações em vários genes poderia começar a fazer parte de um teste padrão para o diagnóstico da maioria dos cancros. Estes resultados poderiam oriental as decisões terapêuticas com base nos padrões genéticos dos tumores dos pacientes.
Neste estudo, os investigadores analisaram genes de 3.281 tumores, incluindo mama, útero, cabeça e pescoço, rim, pulmão, ovário, bexiga, cérebro e sangue. Para além de terem encontrado ligações comuns entre os genes nos diferentes cancros, os investigadores também identificaram o número de mutações específicas de determinados tipos de cancro.
Apesar de o número médio de genes mutados nos tumores variar nos diferentes tipos de cancros, a maioria dos tumores tinha apenas duas a seis mutações em genes que despoletavam os cancros. De acordo com os autores do estudo, esta pode ser uma razão pela qual o cancro é tão comum. "Enquanto as células acumulam continuamente novas mutações ao longo dos anos, são apenas necessárias poucas mutações em genes chave para transformar uma célula saudável numa cancerígena", revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Li Ding.
Os investigadores também foram capazes de identificar genes que têm um efeito significativo na sobrevivência. O estudo refere ainda que as mutações no gene TP53 e BAP1 estão nomeadamente associadas a um mau prognóstico.
"Como agora sabemos que, por exemplo, os genes mutados na leucemia podem também estar alterado no cancro da mama e que estes erros genéticos no cancro do pulmão podem também aparecer no cancro cólon e recto, acreditamos que o ideal era ter um teste de diagnóstico integral que incluísse todos os genes do cancro", conclui Li DIng.
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