Cientistas estudam luminosidade de caracol marinho
Cientistas do Instituto de Oceanografia da Universidade da Califórnia em São Diego (EUA) revelaram recentemente detalhes das luzes produzidas pela espécie de caracol marinho Hinea brasiliana, que geralmente se agrupa em litorais rochosos.
Os investigadores descobriram que esses animais, em vez de produzir um foco de luz, usam as suas conchas para espalhar uma luz bioluminescente verde em todas as direcções.
A luz parece ser uma forma de defesa, provavelmente usada para afastar predadores ao dar a ilusão de que o caracol tem um tamanho maior que as suas dimensões reais, explicam os cientistas Dimitri Deheyn e Nerida Wilson na versão online do periódico Proceedings of the Royal Society B (Biological Sciences).
Em experiências, Deheyn percebeu que a luz funciona como um «alarme»: acende quando o caracol se depara com algum possível predador, como um caranguejo ou camarão.
Os animais, recolhidos na costa da Austrália, surpreenderam os investigadores, já que a sua concha opaca dava a impressão de que conteria a transmissão de luz. Em vez disso, quando o caracol produz a luminosidade verde no seu corpo, a concha age como um mecanismo para dispersar especificamente essa cor, segundo o instituto.
Para Deheyn, o poder de difusão de luz do Hinea brasiliana é excepcional, em comparação com outros materiais, e pode despertar o interesse das indústrias ópticas e de bioengenharia.
«O nosso próximo foco é tentar entender o que faz com que a sua concha tenha essa capacidade e o que pode ser útil para construir materiais com um desempenho óptico melhor», disse o cientista.
DD