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Autor Tópico: Deficientes visuais de Angola passam a ter acesso a Internet  (Lida 1690 vezes)

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Deficientes visuais em Angola passam a ter acesso a Internet
Loja pioneira no país venderá software que ajuda deficientes visuais a navegar pela internet.




Publicada em 28 de abril de 2010 - 16:30

 Aberta nesta semana, a loja, situada na Avenida Comandante Valódia, em Luanda, capital de Angola, será pioneira na venda de um dispositivo eletrônico especial que é instalado no computador e é adaptado especificamente às pessoas com deficiência visual. Segundo o diretor da Izonga Comercial, Bernardino Machado, única empresa no mercado angolano a comercializar tais produtos, o dispositivo pode ajudar um deficiente visual a acessar textos comuns disponibilizados na Internet sem necessidade de impressoras especiais e em tempo real.
 
“Montados lado a lado num teclado de leitura, os dispositivos ligam-se a um processador capaz de ler um texto numa tela comum de computador e o converter para os sinais braille”, explica Bernardino Machado. Bernardino Machado disse que o dispositivo pode contribuir para aumentar a capacidade de trabalho dos deficientes visuais em todas as atividades que empregarem computadores pessoais. “A tecnologia de computação tem tornado possível o rompimento das barreiras em relação às pessoas com deficiência visual. Antes, um texto extenso demorava horas para ser criado manualmente em braille. Hoje, o processo leva minutos com o uso de impressoras específicas para o sistema”, garantiu o diretor da Izonga Comercial.
 
A Izonga Comercial, para além da comercialização de todos materiais para deficientes áudio visuais, como a máquina de escrita braille, audiocharta, que é o leitor autônomo de documentos, e impressoras diversas, presta também serviços técnicos especializados, por meio de uma adaptação quer do sistema educativo como profissional, facilitando a provisão de acessórios técnicos”, disse o nosso entrevistado.
 
Bernardino Machado explicou que por meio dos aparelhos adaptados, ajudaram duas jovens deficientes visuais que terminaram o curso superior e que tinham as suas teses escritas na linguaguem comum. “Nós tivemos que traduzir em sistema de livro digital e a sua defesa ficou mais facilitada”, acrescentou.
 
O diretor da Izonga Comercial acredita que pelo fato de muitas pessoas desconhecerem a existência da loja, muitas escolas de ensino especial e pessoas particulares, não só em Luanda, mas também no resto do país, têm dificuldades em encontrar kits de matemática para os seus alunos.
 
Fonte: Vida mais livre
 

 



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