Deficiente-Fórum
..:: Deficiente-Forum - Informação ::.. Responsável: Claram => Ciência & Novas Tecnologias => Tópico iniciado por: migel em 27/06/2011, 21:42
-
Esperança de cura, células-tronco ainda estão distantes de mudar vidas
(http://serlesado.com.br/wp-content/uploads/2011/06/celulas_tronco_465a-300x214.jpg)
Zero Hora revisitou a história de quatro personagens retratados em reportagem de 2005, época em que a terapia com células tronco era dada como esperança de cura.
Saudado como esperança de cura para as mais variadas doenças na década passada, o uso de células-tronco vem avançando nos laboratórios, mas ainda não se transformou em possibilidade real de tratamento para os pacientes.
A marcha lenta mas constante das pesquisas pode ser exemplificada por quatro personagens retratados em uma reportagem publicada em 2005 por Zero Hora – ano em que o Congresso autorizou pesquisas envolvendo células-tronco embrionárias. Por terem maior capacidade de transformação do que as adultas, são vistas como aposta para futuros tratamentos.
Desses quatro voluntários em estudos experimentais, dois chegaram a receber doses de células adultas e apresentaram melhoras de saúde, mas outros dois seguem à espera do avanço dos estudos para finalmente se beneficiarem dos poderes curativos atribuídos às terapias celulares.
Segundo a farmacêutica-bioquímica Patricia Pranke, professora da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e uma das maiores especialistas do país na área, o desempenho ainda modesto não é motivo para desânimo.
— Não podemos pular etapas de pesquisa. Em alguns casos, já há estudos experimentais envolvendo pessoas, mas para virarem tratamento de fato ainda precisaremos de mais uns 10 anos — estima a farmacêutica, que também integra o Instituto de Pesquisas de Células-Tronco (IPCT).
Pioneiro leva vida normalUm dos pioneiros da aplicação cardíaca de células-tronco no Estado, o funcionário público municipal de Guaíba Gerson Luís Menna Barreto atribui o fato de ainda estar vivo à técnica inovadora à qual se submeteu após dois infartos.
Os ataques sofridos em fevereiro e em novembro de 2003 lhe deixaram com o músculo cardíaco comprometido e apenas 30% de chance de sobrevivência. Ele se submeteu a quatro pontes de safena e à injeção de células-tronco retiradas de sua medula óssea diretamente no coração. A caminho de completar oito anos de sobrevivência, segue trabalhando e se dedica a seu hobby: pilotar uma motocicleta.
Adriane já sente as pernasAs células-tronco ainda não foram capazes de fazer a contadora de Erechim Adriane Tessman, 42 anos, voltar a caminhar. Mesmo assim, ajudaram-na a dar um pequeno passo rumo à sonhada cura: a cadeirante voltou a ter sensibilidade nos membros inferiores graças a um tratamento realizado por pesquisadores ligados à USP.
(http://serlesado.com.br/wp-content/uploads/2011/06/coluna-espinhal-hg.jpg)
Sujeita a usar uma cadeira de rodas desde que um acidente de carro causou uma lesão medular na altura do tórax, em 1999, seis anos mais tarde ela recebeu uma aplicação de células-tronco adultas através de uma artéria. Cerca de 30 dias depois, começou a sentir os benefícios da medida.
Adriane conta que, mesmo passados seis anos desde que recebeu a injeção celular, ainda sente uma progressiva melhora na sensibilidade das pernas.
— Claro que agora é muito mais gradativo do que no início, mas me sinto cada vez melhor — contenta-se.
Maria Elizabethe aguarda terapiaHá pouco mais de uma década, a radialista Maria Elizabethe Pina Gonçalves Krzyk, 51 anos, vem perdendo o movimento de pernas e braços em consequência de uma distrofia muscular.
Em 2005, Maria Elizabethe estava em contato com pesquisadores da USP para participar de uma terapia experimental capaz de lhe devolver o vigor muscular. Passados seis anos, ela segue esperando.
Paulo Brum não foi chamadoO ex-deputado estadual Paulo Brum, 53 anos, há três décadas e meia depende de uma cadeira de rodas para se locomover. Desde que um acidente na BR-386 lhe tirou a sensibilidade e os movimentos dos membros inferiores, a descoberta de uma terapia revolucionária passou a ser sua grande expectativa.
Assim como muitos outros pacientes, Brum inscreveu-se para uma terapia experimental com células-tronco em São Paulo. Porém, como geralmente o número de candidatos para esse tipo de estudo é maior do que a disponibilidade de vagas, o atual secretário municipal de Acessibilidade da Capital não conseguiu vaga e segue acompanhando os avanços da ciência à distância.
– A gente fica empolgado porque os especialistas dão quase certeza de que, no futuro, as aplicações de célula-tronco serão comuns. Já está em estudo até a aplicação em conjunto com a nanotecnologia – comenta.
Confira a matéria completa na edição impressa de Zero Hora deste domingo(26/06/2011)
Fonte: Zero Hora