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..:: Deficiente-Forum - Informação ::.. Responsável: Claram => Ciência & Novas Tecnologias => Tópico iniciado por: migel em 21/01/2011, 11:41

Título: Estudo sobre medicação na menopausa gera polémica
Enviado por: migel em 21/01/2011, 11:41
Estudo sobre medicação na menopausa gera polémica   


Fenómenos naturais da vida humana, como a menopausa ou a calvície, são cada vez mais vistos como doenças. A sociedade está a tornar-se dependente dos medicamentos, que ameaça a sustentabilidade dos sistemas de saúde. Este alerta é feito por vários profissionais da área, em reacção a um estudo segundo o qual os antidepressivos acabam com os afrontamentos durante a menopausa.

O trabalho foi publicado na revista JAMA e o que poderia ser uma boa notícia acabou por gerar polémica entre os profissionais de saúde, diz o jornal espanhol Público. Isto porque outro estudo, publicado na revista Annalsof Human Biology, desmonta a necessidade do trabalho anteriormente citado: apenas 9% das mulheres sofre de afrontamentos realmente irritantes durante a menopausa. Há cada vez mais médicos a nível mundial a deixar de tratar com fármacos, como se fossem doenças, fenómenos fisiológicos como a calvície ou a menopausa, entre outros, ou a simples tristeza pelo problemas da vida diária.

O fenómeno que está a tornar medicalizada a sociedade é conhecido por "disease mongering", ou "invenção de doenças". O primeiro exemplo foi o primeiro medicamento para a calvície. A descoberta acidental deste fármaco foi acompanhada de uma intensa campanha de relações públicas a demonstrar que a calvície é uma doença e que afecta a qualidade de vida dos homens.

O director da fundação Instituto Catalão de Farmacologia, o catedrático Joan Ramón Laporte, prefere o termo "invenção e exagero de doenças", pois considera que o fenómeno que se está a tratar é uma doença, mas em muitos menos casos do que aqueles que são diagnosticados.


JN