Deficiente-Fórum
..:: Deficiente-Forum - Informação ::.. Responsável: Claram => Ciência & Novas Tecnologias => Tópico iniciado por: pantanal em 02/12/2013, 21:54
-
Investigadores da UMinho trabalham gel para tratamento rápido de feridas crónicas
(http://www.pcd.pt/fotos/noticias/1385986627.bmp]http://www.pcd.pt/fotos/noticias/1385986627.bmp)
no dia 02 de Dezembro de 2013
Investigadores do Centro de Engenharia Biológica da Universidade do Minho (UMinho) estão a trabalhar um produto direccionado para o tratamento de feridas crónicas, com base num gel de aplicação tópica, que eliminará 90% das bactérias infecciosas, foi hoje anunciado.
Os quatro investigadores envolvidos falam de um produto capaz de actuar em poucos minutos, eficaz sobre bactérias resistentes aos actuais fármacos e sem níveis tóxicos".
"O objectivo será disponibilizar no futuro um gel antibacteriano à base de proteínas, não tóxico, capaz de eliminar 90% das bactérias colonizadas em feridas crónicas que afectam uma grande quantidade de pessoas, de grupos específicos como idosos, diabéticos e obesos", explicam os investigadores, citados pelo jornal online da UMinho.
Acrescenta que actualmente o mercado tem diversos produtos disponíveis, nomeadamente no âmbito dos antibióticos, mas "que têm perdido eficácia junto de bactérias resistentes, para além de terem um início de actuação que demora algumas horas".
Existem ainda os pensos de prata, com índices de toxicidade.
A fórmula agora trabalhada pelos investigadores da UMinho vai ser testada em animais de laboratório, antes de avançar para o processo de certificação do produto pela norte-americana Food and Drug Administration (FDA), entidade de homologação que viabilizará a colocação do produto no mercado.
Após ter prova de conceito valiada, provando que o produto funciona, avançar-se-á para testes de toxicologia com pessoas saudáveis, para depois proceder ao licenciamento do produto.
No entanto, os investigadores reconhecem que "há ainda um longo percurso a fazer, pois um processo FDA dura, normalmente, uns dez anos até ao produto chegar ao mercado", principalmente no que diz respeito à medicina humana, sendo o prazo consideravelmente mais curto no caso da medicina veterinária.
Lusa/SOL