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Autor Tópico: Memória de trabalho: a memória que nos permite apre(e)nder  (Lida 960 vezes)

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Offline Sininho

 
Memória de trabalho: a memória que nos permite apre(e)nder

Caro leitor, se está neste momento a ler estas linhas, a decifrar o código escrito, enquanto simultaneamente interpreta e formula hipóteses, baseadas no seu conhecimento prévio, sobre o que este artigo lhe irá trazer de novo, então é porque está a fazer uso daquilo a que a ciência cognitiva designa por “memória de trabalho”.

Ao falarmos de memória de trabalho, referimo-nos a um sistema mnésico de curta duração, que utilizamos de forma consciente, e que nos permite reter e processar as informações necessárias à realização de uma tarefa. Quando converso com alguém, coloco na minha “secretária mental” (Gathercole & Alloway, 2008) não só a narrativa que me está a chegar, como as minhas próprias convicções, que me permitem dar continuidade à conversação. Recruto ainda esta função, quando me é exigido tomar uma decisão para a qual devo ponderar mentalmente várias variáveis. A memória de trabalho permite-nos apreender e aprender sobre o mundo, sempre que temos um objetivo em mente e para o qual os nossos comportamentos automáticos deixam de conseguir dar resposta.

A amplitude desta capacidade é variável, tendo alguns de nós uma enorme facilidade para resolver problemas sem precisar de papel e lápis, enquanto para outros usar um bloco de notas é fundamental.

E se a memória de trabalho detém um papel primordial na vida adulta, no contexto escolar esta assume um valor maior. Seguir instruções, interpretar enunciados, resolver situações matemáticas e cálculos mentais, compreender e recontar histórias são tarefas que recrutam a memória de trabalho e que fazem parte do quotidiano escolar. Ter algum conhecimento sobre esta função cognitiva dará aos educadores e professores uma maior sensibilidade para identificar dificuldades e melhor adaptarem o contexto à luz dessa informação. O que poderá então ser útil saber enquanto pai, educador ou professor?

A memória de trabalho e a atenção são processos indissociáveis.
Como poderei guardar e processar aquilo a que não prestei a atenção? Se, por um lado, devemos garantir que a criança ou aluno preste atenção a uma dada tarefa para ter sucesso no seu desempenho, por outro, quando este não é alcançado, não devemos assumir a priori que foi por distração.

A memória de trabalho apresenta uma curva de desenvolvimento que vai aumentando ao longo da infância.
Uma criança com quatro anos não terá a mesma capacidade de seguir instruções que uma de nove. A extensão ou o número de pedidos deve ser ajustada à idade. Pondere se o que vai pedir exige demasiado esforço mental à criança ou jovem.

A amplitude da memória de trabalho é limitada e altamente susceptível a interferências externas e internas.
Para além de não conseguirmos lidar com um número ilimitado de informações, um estímulo vindo do exterior (um som, um chamamento) ou interno (um pensamento, uma preocupação) podem pôr em causa a nossa ação e comprometer o desempenho de uma dada tarefa. Na apresentação de desafios devem ser asseguradas condições que favoreçam a concentração e tidos em conta que os estados emocionais correntes podem sobrecarregar a memória de trabalho, condicionando o seu funcionamento.


Foto A memória de trabalho e a atenção são processos indissociáveis CSA Images/Getty Images

Várias perturbações do desenvolvimento (de aprendizagem, do espectro do autismo, de hiperatividade e défice de atenção, entre outras) são frequentemente acompanhadas por défices na memória de trabalho.
Deste modo, pode ser útil simplificar a estrutura linguística da informação verbal dada, disponibilizar e incentivar a utilização de auxiliares de memória (listas, imagens) e/ou reduzir o grau de novidade introduzida ou de instruções dadas.

Devemos estimular o pleno desenvolvimento da memória de trabalho desde cedo, em casa e na escola, através de dinâmicas lúdicas, mas que exijam a ativação desta função, como brincar com lengalengas, fazer jogos rítmicos e de imitação, promover o “faz de conta”, jogar jogos de tabuleiro que requeiram alguma estratégia, aprender um instrumento ou levar a cabo uma atividade desportiva. Abordar as estratégias que poderão potenciar a memorização como a repetição, a organização da informação, a criação de imagens mentais, a utilização de mnemónicas, serão também excelentes formas de promover a aprendizagem e a produtividade ao longo da vida.

Sofia Garcia da Silva

Fonte: Público
Queira o bem, plante o bem e o resto vem...
 

 



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