
O The New York Times publicou um artigo em que coloca Portugal nos lugares cimeiros do desenvolvimento científico europeu. Tudo devido à construção do Centro de Investigação da Fundação Champalimaud que ficará com um lugar de destaque no mapa da luta e tratamento do cancro.
O artigo começa por explicar que o Centro de Investigação da Fundação Champalimaud, em Lisboa, vai dedicar-se à investigação sobre cancro, tendo também um programa de pesquisa na área de neuro-ciência.
«Isto marca uma mudança significativa numa nação de 11 milhões de pessoas sem história liderança no campo da Ciência, e os seus fundadores esperam que esta obra encoraje os cientistas a trabalhar mais na Europa do que nos Estados Unidos», escreve o jornal norte-americano.
«Nada foi deixado ao acaso para que este seja um dos centros de pesquisa de topo a nível mundial no que diz respeito a investigação sobre cancro», disse Raghu Kalluri, professor de medicina na Universidade de Harvard e director do centro Champalimaud. «Temos recentemente assistido a pessoas que voltam dos Estados Unidos para procurar soluções na China e na Índia, mas a mesma coisa pode agora acontecer em Lisboa, porque este local foi concebido para receber pessoas de todo o mundo».
O mais raro na Europa é a filantropia por trás deste projecto. António Champalimaud destacou-se na sua capacidade de empresário, mas pouco fez ao longo da vida em termos de solidariedade. Porém, quando morreu, em 2004, deixou um quarto da sua fortuna para a investigação médica, nas mãos de uma pessoa que mal conhecia.
A doação de Champalimaud foi «uma grande surpresa para todos em Portugal», afirmou Leonor Beleza, escolhida pelo próprio para liderar a fundação. O jornal destaca ainda que enquanto nos EUA a maioria dos centros de investigação são criados com fundos privados, a maioria dos europeus sobrevive com doações do Estado e das farmacêuticas. E por isso, este centro é um exemplo para toda a Europa.
O centro vai abrir portas a 5 de Outubro, mas só vai funcionar em pleno no próximo ano, com uma capacidade para 500 investigadores, 100 médicos e 300 doentes diariamente.
Fonte: SOL