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..:: Deficiente-Forum - Informação ::.. Responsável: Claram => Ciência & Novas Tecnologias => Tópico iniciado por: Sininho em 04/10/2013, 13:47

Título: Olho biónico abre caminho para driblar a cegueira
Enviado por: Sininho em 04/10/2013, 13:47
Olho biónico abre caminho para driblar a cegueira
 
Revista       Galileu (http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI341892-18537,00-OLHO+BIONICO+ABRE+CAMINHO+PARA+DRIBLAR+A+CEGUEIRA.html)
      por Alexandre Rodrigues
(https://deficiente-forum.com/proxy.php?request=http%3A%2F%2Frevistagalileu.globo.com%2FRevista%2FGalileu2%2Ffoto%2F0%2C%2C69830517%2C00.jpg&hash=03fccbce3f3740def3f4dbeb2425b4ee)
O Argus II é o primeiro olho biónico aprovado nos Estados Unidos

      Ler uma placa, atravessar a rua ou localizar sozinho o banheiro são tarefas que cegos voltaram a fazer ao usar o primeiro olho biónico aprovado nos Estados       Unidos. Criado pela equipe do oftalmologista Mark Humayun, professor da Universidade do Sul da Califórnia, o Argus II é um salto no campo das pesquisas sobre a       visão.

      A prótese é destinada a pacientes adultos com retinite pigmentosa, um tipo de cegueira degenerativa que atinge uma em cada 10 mil pessoas no mundo. Para       funcionar, o equipamento necessita de que pelo menos parte da retina — a camada de células do olho que converte luz em impulsos nervosos para o cérebro — esteja       intacta. No caso do glaucoma, por exemplo, doença em que toda a retina é destruída, a prótese não funciona.

      Composto por óculos escuros e uma microcâmara ligada a um processador de vídeo, o dispositivo capta imagens e transmite-as para uma camada de eletrodos       implantados sobre a retina. Impulsos elétricos estimulam as células, fazendo o cérebro perceber padrões de luz.

“O paciente consegue ir ao banheiro sozinho e ver uma porta. Também consegue ler números e letras grandes numa placa”, diz Mauricio Maia, professor de       Oftalmologia, Cirurgia de Retina e Vitreo da Universidade Federal de São Paulo, que participou da pesquisa. “Quanto mais chips pudermos colocar na área da retina,       mais informação o olho receberá”, explica.

      As imagens ainda são granuladas e em preto e branco. Mas as futuras versões terão maior nitidez: um modelo mais avançado, com 200 eletrodos, está em       desenvolvimento. Também já há equipamentos concorrentes esperando pela aprovação do governo dos Estados Unidos.